quinta-feira, 25 de abril de 2019

Gastronomia do Mundo - Messina

Gastronomia do Mundo - Messina

Depois de alguns meses sem escrever por conta de estar na reta final da gravidez, hoje retomo as publicações no blog com o artigo dedicado à série "Gastronomia do Mundo", onde falo dos pratos típicos dos locais que vou visitando.

A gastronomia siciliana é constituída por pouca carne vermelha e muitos peixes, frutos do mar, legumes e verduras, sendo uma gastronomia variada. Esta resultou da conjugação de uma gastronomia rica e elaborada, da classe nobre, com uma gastronomia simples e essencial, do povo, juntamente com as influências deixadas pelas inúmeras civilizações e culturas, que habitaram a Sicília, ao longo dos séculos.

Um dos pratos mais conhecidos de Messina ( uma das cidades da Sicília) é o Pesce Spada alla Ghiotta, um peixe bastante comum, pescado essencialmente no Estreito de Messina. Este prato é constituído essencialmente por tomate, batatas, azeitonas, aipo e claro, o peixe espada.

Foto -  Siciliani creativi in cucina
Para fazer este belo prato, comece por cortar a cebola, em rodelas muito finas. Descasque o aipo e corte-o em pedaços pequenos. Descaroce as azeitonas e corte-as em pequenos pedaços e coloque sal nas alcaparras.
Coloque numa panela um fio de azeite e junte a cebola e o aipo. Deixe alourar, mexendo sempre e acrescentando um pouco de água fria. Quando ficar translucida acrescente as alcaparras e as azeitonas e deixe cozinhar por cerca de 3 minutos. Junte os tomates picados e adicione sal. Cozinhe por cerca de 10 minutos.
Coloque o peixe espada em azeite e deixe alourar. De seguida, coloque-o no molho feito anteriormente e se necessário coloque um pouco de água quente. Tempere com sal e deixe cozinhar por cerca de 10 minutos. Deixe descansar algumas horas para haver uma harmonização dos sabores e aqueça suavemente antes de servir.
Para saber a receita completa aceda ao site Siciliani creativi in cucina.



Este blog tem parceria com o Booking. Se pretende fazer a sua reserva para ficar alojado em Messina, contrate o serviço aqui e estará a ajudar o nosso blog, já que o nosso trabalho é voluntário.

Leia o nosso outro artigo sobre Messina cá no blog.


segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Descobrir Tavira

Descobrir Tavira

Agora que estamos em pleno Inverno e com saudades do calor decidi falar-vos de uma bonita cidade da região do Sotavento Algarvio, Tavira.
Situada às margens do Rio Gilão, Tavira é uma das cidades mais bonitas do Algarve, possuindo uma mescla de elegantes edifícios, ruas de paralelos e praças, que lhe conferem um ambiente de uma vila piscatória bem tradicional.
Ao visitar esta região irá encontrar vestígios que indicam que a mesma foi habitada por fenícios, cartagineses, gregos, túrdulos e romanos. Sabe-se que entre os séc. VIII e XIII foi dominada pelos árabes até ser conquistada, em 1242, pelos Cavaleiros da Ordem de Santiago, comandados por D. Paio Peres Correia. Em 1520, foi elevada a cidade, pelas mãos de D. Manuel I.

Para conhecer Tavira tem que se deixar perder pelas ruelas charmosas e encantadoras e maravilhar-se pelos seus bonitos edifícios, tendo em atenção que os edifícios históricos da cidade, foram construídos posteriormente a 1755, pois nesse ano houve um terramoto que devastou a cidade.

Rua de Tavira

Para descobrir Tavira inicie o percurso no Mercado da Ribeira, um bonito edifício em ferro forjado, datado do séc. XIX, que abrigou até 1999, o mercado central e que actualmente, após obras de reabilitação, é composto por lojas, restaurantes e bares e siga em direcção ao belo Jardim do Coreto, local onde se costuma fazer um pequeno mercado de produtos regionais.

Jardim do Coreto

Dirija-se para o centro da cidade, mais propriamente para a Praça da República, onde está situada o edifício dos Paços do Concelho, cuja fachada possui o Brasão da cidade e o rosto esculpido de D. Paio Peres Correio.  Pudemos ver ainda um belo monumento aos combatentes da I Grande Guerra Mundial.
Logo ali encontrará também o Núcleo Museológico Islâmico, um dos polos do Museu Municipal de Tavira e que possui um diversificado espólio arqueológico do período medieval islâmico na cidade, alguns deles provenientes de várias escavações desenvolvidas no último ano.


Praça da República
Continue caminhando até chegar à Porta de D. Manuel I e estará entrando "Vila a Dentro". Esta porta terá sido construída no reinado de D. Manuel I, para permitir a comunicação com a então Praça da Ribeira.

Sendo Tavira uma cidade com uma longa tradição católica, com mais de 30 igrejas prontas a serem descobertas é natural encontrar uma a cada canto. Assim, logo que passa a Porta de D. Manuel I encontrará a Igreja da Misericórdia, localizada junto à Porta D. Manuel I., obra do mestre pedreiro André Pilarte. Esta é uma bela igreja renascentista, do séc. XVI, especialmente conhecida pelos seus magníficos retábulos barrocos e os seus 18 painéis de azulejos figurativos azuis e brancos, datados do séc. XVIII.

Porta D.Manuel

Continue o percurso até chegar à Igreja de Santa Maria do Castelo, a igreja com maior destaque na cidade. Datada do séc. XIII, terá sido construída no local de uma antiga mesquita, no Alto de Santa Maria, após a conquista de Tavira, pela Ordem de Santiago, em 1242. É constituída por vários estilos arquitectónicos, como o gótico, barroco, manuelino e neoclássico, algo resultante das reconstruções que foi sofrendo ao longo dos séculos, nomeadamente após o sismo de 1755, que provocou uma tremenda destruição da mesma. Aqui jazem as sepulturas de sete Cavaleiros da Ordem de Santiago e acredita-se que abrigue também a sepultura do Grão-Mestre, Dom Paio Peres Correia.

Igreja de Santa Maria do Castelo
Visite de seguida o Castelo de Tavira, classificado como Monumento Nacional e uma das atracções da cidade. Este belo castelo medieval, de origem fenícia, terá sido conquistado aos mouros, em 1240, pelas forças de D. Paio Peres Correia, Mestre da Ordem de Santiago.
As suas belas torres oferecem uma das paisagens mais bonitas da cidade e de toda a região envolvente, enquanto que o seu magnífico jardim é o local ideal para descansar nos dias de calor. O acesso ao Castelo é gratuito.
Junto ao Castelo encontrará a Torre de Tavira, um antigo reservatório de água que actualmente, na sua câmara obscura nos proporciona uma vista de 360º de Tavira.

Caminhe pela cidade dirigindo-se de novo para a Praça da República e siga para a Ponte Romana. Esta é um dos cartões postais da cidade e como tal, ponto obrigatório de visita. Situada no centro da cidade, esta bela ponte une as duas margens do Rio Gilão. Acredita-se que este era o local de uma ponte romana do séc. III, que foi reconstruída durante o período medieval. Sofreu várias modificações ao longo dos séculos, mantendo-se com a configuração adquirida no séc. XVII. A partir de 1989 passou a ser uma ponte pedonal

Ponte Romana

Atravesse a ponte e dirija-se para umas das praças mais bonitas da cidade, a Praça Dr. António Padinha, onde é possível encontrar um belo jardim, uma estátua de Dom Marcelino Franco e ainda a Igreja de São Paulo. Esta última é uma antiga igreja conventual dos frades eremitas de São Paulo, mandada construir em 1606. É conhecida pela sua fachada desornamentada, pela sua planta em cruz latina com uma única nave e pelo Retábulo de Nossa Senhora do Carmo, de 1730.

Siga em direcção a mais um dos pólos do Museu Municipal de Tavira, a Ermida de Santa Ana, um dos edifícios religiosos mais antigos da cidade. Terá sido erigida no início do séc. XIV e passando a funcionar como uma capela privada, integrada no Palácio do Governador do Algarve. Esteve abandonada algum tempo, até que por volta de 2006 foi remodelada, sendo actualmente um palco de actividades culturais.

Se tiver interesse poderá visitar o restante Museu Municipal de Tavira, conhecido por ser um museu de território, polinucleado e multitemático, composto por vários pólos, nomeadamente o Palácio da Galeria (com exposições que abordam a História e a diversidade do património concelhio), o Núcleo Museológico de Cachopo (enaltece a vertente serrana do concelho desde os tempos pré-históricos), Núcleo Arqueológico do Bairro Almóada (com a exposição de vestígios de um bairro almóada), a Ermida de São Sebastião (magnífica ermida medieval) e o Centro Interpretativo do Abastecimento de Água de Tavira (antiga estação elevatória das águas).

Se estiver de visita à cidade não pode deixar de passar pelas Salinas, localizadas em pleno Parque Natural da Rio Formosa. Aqui encontrará os montes brancos de flor de sal salpicados com pernas-longas e flamingos, conferindo uma paisagem deslumbrante e seguir até ao Mercado Municipal onde poderá comprar fruta, peixe e maravilhosas especiarias.

Mercado Municipal
Outro local de visita obrigatória é o Forte de Santo António de Tavira, localizado na foz do Rio Gilão. Terá sido construído no séc. XVI, a mando de D. Sebastião, de forma a proteger a entrada na barra e, simultaneamente, a cidade.

E claro que não pode deixar de visitar as belíssimas praias das redondezas, nomeadamente a Ilha de Tavira, a Praia de Cabanas e as Praias da Terra e do Barril.

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sábado, 8 de dezembro de 2018

Descobrir a Mata Nacional do Bussaco

Descobrir a Mata Nacional do Bussaco

A Mata Nacional do Bussaco, inserida na Serra do Bussaco, é uma área protegida, plantada pela Ordem dos Carmelitas Descalços, no início do séc. XVII. Aqui é possível encontrar inúmeras espécies vegetais importadas dos quatro cantos do mundo, sendo um património único, quer na sua componente natural, quer na sua componente arquitectónica.

Mata Nacional do Bussaco
O espaço terá sido doado em 1628 por D. João Manuel, Bispo de Coimbra, à Ordem dos Carmelitas Descalços, para que estes pudessem construir o seu "Deserto", em Portugal. E foi nesse mesmo ano que se iniciaram as obras para a construção do convento e os seus muros, para delimitar o local. Depois de construído um convento simples, algo bem patente no seu revestimento arquitectónico e técnica decorativa, iniciou-se a construção da Via Crucis, em 1644, que tinha como objectivo representar os passos da Paixão de Cristo. Já a bonita floresta autóctone portuguesa foi sendo "construída" por sucessivas gerações de monges, que tinham como objectivo representar o Monte Carmelo, como local da origem da Ordem.
Mais tarde, em 1810, a Mata foi palco da Batalha do Bussaco, tendo o convento servido de base ao Duque de Wellington, durante o confronto entre as tropas luso-britânicas e as tropas napoleónicas. Alguns anos depois, em 1834, dá-se a extinção das ordens religiosas e como tal, segue-se um período em que o local fica ao abandono.
Mas em 1856, a Mata passa a ser propriedade da Administração Geral das Matas do Reino e sofre alguns melhoramentos, nomeadamente uma área ajardinada, designada por Jardim Novo e que actualmente envolve o Convento e o Hotel,  a Cascata de Santa Teresa e ainda o Vale dos Fetos, com o Lago Grande.
Mais tarde, em 1888, Emídio Navarro decide dar início à construção de um palácio real, de estilo neomanuelino, cujo magnífico projecto tem a autoria de Luigi Manini.

Ao passear por esta bela Mata perceberá que a mesma possui "um microclima muito particular, com temperaturas amenas, elevada precipitação e frequentes nevoeiros matinais, que favorecem a ocorrência de elevada biodiversidade", assim como sentirá que está num local místico retirado de um qualquer livro encantado.

Mata Nacional do Bussaco

A Mata tem para oferecer vários percursos pedestres, devidamente identificados, que o convidam à descoberta da sua biodiversidade maravilhosa e única.

O seu Património Natural é riquíssimo tanto a nível de Fauna, como da Flora. Exemplo disso são as 150 espécies de Animais vertebrados e mais de 600 espécies de invertebrados espalhados pela Mata Nacional do Buçaco. Possuindo ainda, uma das mais ricas colecções dendrológicas da Europa, sendo conhecida como "majestoso arboreto". É constituída por cerca de 257 espécies lenhosas, 89 espécimes notáveis, cerca de 400 espécies de flora autóctone e 300 de flora alóctone, possui ainda 4 unidades de paisagem ( Arboreto, Pinhal do Marquês, Mata Climática da Cruz Alta e Jardim e Vale dos Fetos).

Mata Nacional do Bussaco
Estas unidades de paisagem possuem características únicas que as distinguem uma das outras. O Arboreto resulta de um processo de florestação, onde partiram de uma área já existente e que foi sendo reflorestada, inicialmente pelos frades, que habitavam o local, durante o séc. XVII.

O Pinhal do Marquês ocupa cerca de 15 ha, sendo o pinheiro-bravo (Pinus Pinaster) a espécie dominante neste povoamente, invadido por acácias.

A Mata Climática da Cruz Alta é composta pela Floresta Relíquia, situada no extremo sudoeste da Mata Nacional do Bussaco, constituída essencialmente por plantas autóctones, conservando as características da floresta primitiva que existia nesta região, antes da ocupação humana. E ainda pelos Habitats naturais constantes da Directiva Habitats, composta por matagais arborescentes de Laurus nobilis, Louriçais, matos termomediterrânicos pré-desérticos, Medronhais, Carvalhais Galaico-portugueses, entre outros.

Mata Nacional do Bussaco

O Jardim Novo, construído em 1886-87, possui canteiros delimitados por sebes de buxo talhadas e o Vale dos Fetos, teve o seu nome atribuído pela existência de muitos exemplares de fetos, de porte arbóreo. O seu arruamento terá sido construído por volta de 1887.

Jardim Novo

Outro exemplo do Património Natural é o Cedro de São José, um cipestre, plantado na Mata, no séc. XVII, tendo resistido na local durante mais de 300 anos. Apesar do seu nome científico - Cupressus lusitanica - subentender tratar-se de uma espécie portuguesa, a verdade é que a mesma terá sido trazida das regiões montanhosas do México, Guatemala e Costa Rica, pela Ordem dos Carmelitas.
O seu nome surgiu uma vez que está localizado na Ermida de São José, bem no coração da Mata Nacional do Bussaco, sendo uma homenagem a São José e uma das principais atracções da Mata.

Cedro de São José

Já o Património Edificado, classificado como Imóvel de Interesse Público, engloba o núcleo central (Palace Hotel Bussaco e o Convento de Santa Cruz), 10 Ermidas de habitação, 4 Capelas de Devoção, 20 passos da Via Sacra, 10 Cercas com as respectivas portas, o Museu Militar, o Monumento comemorativo da Batalha do Bussaco, vários Cruzeiros, 6 Fontes e vários Miradouros e Casas.

Património da Mata Nacional do Bussaco

A Porta das Ameias é uma das portas que dá acesso à Mata e que se encontra aberta desde a fundação do Convento de Santa Cruz do Bussaco. Esta porta, cujo nome provém do facto de várias ameias lhe servirem de remate, foi reaberta por volta de 1861, pelo Conde da Graciosa, sendo a mais utilizada a nível de circulação rodoviária. É uma pequena porta de pedra, muito ao estilo de muralhas, que geralmente protegem uma vila ou cidade.

Porta das Ameias

O Miradouro Portas de Coimbra, recebeu este nome, uma vez, que se encontra virado para a bela cidade de Coimbra. Aqui encontram-se duas belas portas, que têm inscritas duas bulas papais, onde são excomungados todos os que causam danos à floresta e onde é proibida a entrada de mulheres nos conventos dos Carmelitas, qualquer que fosse a sua condição e hierarquia. Em tempos esta terá sido a entrada principal da Mata, mas com o tempo acabou por cair em desuso e actualmente é mais utilizada como local de convívio, onde pode relaxar e estar em contacto com a Natureza, com excelentes paisagens como pano de fundo.

Miradouro Portas de Coimbra

A Ordem dos Carmelitas Descalços construíram também o Convento de Santa Cruz do Bussaco, cujo objectivo era albergar essa ordem monástica, que existiu entre 1628 e 1834. Uma das particularidades deste convento é que em 1810 foi a casa de Arthur Wellesley, 1º Duque de Wellington, durante a Guerra Peninsular, uma vez que este foi o comandante das forças anglo-portuguesas contras as tropas do general francês André Massena, na Batalha do Bussaco. 
Actualmente, é uma das atracções turísticas mais conhecidas da Mata Nacional do Bussaco.

Convento de Santa Cruz do Bussaco

Em 1888 iniciou-se a construção do Palácio Real, actualmente Palace Hotel do Buçaco, no local do convento, sendo este parcialmente demolido. O Palácio Real foi o último legado dos reis de Portugal. Tendo sido projectado no final do séc. XIX, pelo arquitecto italiano Luigi Manini e contado com a intervenção de outros magníficos arquitectos. 
Possui um estilo neomanuelino, bem característico e está magnificamente decorado com painéis de azulejo, frescos e quadros alusivos à Epopeia dos Descobrimentos.


Palácio Real

No seu interior é possível encontrar obras de arte únicas, de grandes mestres portugueses, nomeadamente, a colecção de painéis de azulejos, evocando os Lusíadas, os Autos de Gil Vicente e a Guerra Peninsular, magníficas esculturas, pinturas e frescos, belas telas, ilustrando versos da epopeia marítima de Luiz de Camões e ainda bonitas peças de mobiliário portuguesas, indo-portuguesas e chinesas.

Interior do Hotel Palace Buçaco

Dentro do Palácio poderá perder-se pelos diversos ambiente, nomeadamente pelo Bar Carlos Reis.Um bonito e secular espaço, contíguo ao que terá sido o antigo salão de festas do Palácio. Na sua decoração são mantidos os móveis originais e sobre os lambris de madeira é possível ver as bonitas pinturas, com motivos florais, do mestre Carlos Reis. No espaço do bar propriamente dito sobressai um bonito quadro "Os Derrotados", que terá sido idealizado por Carlos Reis e pintado pelo seu filho.
Este é o local ideal para descansar, depois de uma caminhada pela Mata, enquanto degusta de um belo vinho do Porto, um raro Madeira ou um robusto bruto da Bairrada, todos eles expostos para que possa escolher o que mais lhe agradar.


Bar Carlos Reis

Outro ambiente maravilhoso é a Sala de Jantar Real, que serve de espaço de refeições do Restaurante Real. Esta é a antiga sala de banquetes dos Braganças, sendo o espaço caracterizado pelo seu magnífico tecto árabe e as suas magníficas telas, de João Vaz, que ilustram a viagem de Vasco da Gama para a Índia. 
A minha sugestão é que optem pelo menú de degustação e se deixem levar pelos pratos preparados pelo chef acompanhados pelos lendários Vinhos do Bussaco.


Sala de Jantar Real

O Museu Militar, situado no lugar das Almas do Encarnadouro, abriga o espólio da Batalha do Bussaco, travada em Setembro de 1810, entre as tropas napoleónicas, comandadas pelo Marechal Massena e as anglo-lusas, comandadas pelo Duque de Wellington.
Este foi inaugurado por ocasião do 1º Centenário da Batalha, com a presença do Rei D. Manuel II e nas suas salas é possível ver o rico legado deixada dessa época, nomeadamente figuras uniformizadas, guiões e medalhas, uniformes, gravuras, entre outras.

Passeando pela Mata encontrará a Via Sacra, composta por diversas capelas, onde estão representados os vários passos da Prisão e da Paixão de Cristo.
A Via Sacra que vemos actualmente resulta de várias transformações, que ocorreram ao longo dos séculos, desde a altura em que foi implantada na Mata, em pleno séc. XVII, pela mão do reitor da Universidade de Coimbra, Manuel Saldanha.

Capela da Via Sacra

O Pretário faz parte da Via Sacra, situando-se no início da mesma e simboliza o Palácio de Poncio Pilatos. Foi mandado construir pelo Bispo Conde D. João de Melo, que tentou incorporar vários elementos marcantes na condenação e na morte de Jesus Cristo, nomeadamente os 28 degraus que se encontram no Pretório e que simbolizam os 28 degraus percorridos por Jesus Cristo, quando subiu no Palácio de Pilatos e ainda temos a famosa varanda do Ecce Homo.

Um dos elementos mais encantadores da Mata são as suas fontes, nomeadamente a Fonte de Santa Teresa, situada junto à ermida com o mesmo nome. Esta terá sido construída pelos frades carmelitas e concluída em pleno séc. XIX. Foi considerada a melhor fonte de água da Mata Nacional do Bussaco e deve o seu nome a Santa Teresa de Ávila, a reformadora da Ordem das Carmelitas e Doutora da Igreja.
Em volta é possível encontrar várias mesas e bancos de pedra, ideal para fazer uma pausa na caminhada e aproveitar para relaxar um pouco, ao som da água a correr na fonte.

Fonte de Santa Teresa
Ou ainda a Fonte da Samaritana, localizada na Ermida com o mesmo nome. Esta fonte foi mandada construir por D.Manuel Saldanha, e onde foi representado o encontro entre Jesus e a Samaritana, mas quando, no séc. XIX, a fonte sofreu uma reforma, esta representação desapareceu. Actualmente apenas é possível ver as duas lápides, onde estão gravadas passagens desse diálogo bíblico. Actualmente, encontra-se em grande estado de degradação. Uma particularidade é que esta não possui nascente própria, sendo fornecida pela Fonte do Carregal.

As Ermidas de Habitação tinham como função servir de local de repouso para os frades que pretendiam passar algum tempo fora do mosteiro e separados da comunidade. Estas simples ermidas eram compostas por um pequeno oratório, uma pequena sacristia, um pequeno espaço para descanso e um pequeno jardim, com uma cisterna.

Para mim este é de facto um dos locais mais bonitos de Portugal, quer pela sua história, quer pela sua beleza natural, quer pelo seu ambiente místico  sem dúvida que irei visitar mais vezes.

Mata Nacional do Bussaco
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sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Gastronomia do Mundo - Nápoles

Gastronomia do Mundo - Nápoles

Hoje o artigo é dedicado à série "Gastronomia do Mundo", onde falo dos pratos típicos dos locais que vou visitando.

Como já disse anteriormente a gastronomia italiana possui inúmeros pratos típicos, que vão variando consoante a região em que nos encontramos, isto devido às diferenças climáticas, territoriais e históricas.
Em particular, a gastronomia napolitana é conhecida pela sua diversidade, muito em parte devido às várias invasões sofridas pela cidade, ao longo dos anos e que foram deixando o seu cunho na cultura e tradições do povo de Nápoles.
Um dos pratos mais conhecidos na cidade, é uma comida de rua, chamada Frittatina, que mais não é do que um bolinho frito de macarrão misturado com presunto, ervilhas, queijo e molho branco.

Foto - La mamma cuoco

Para fazer este belíssimo petisco, comece por preparar o molho branco, colocando a manteiga ao lume até derreter. Retire do lume e junte a farinha, misturando até formar um roux. Adicione gradualmente o leite, previamente aquecido, e bata vigorosamente, de maneira a não ficar com grumos.  Coloque ao lume, até à primeira fervura e tempere com noz-moscada, sal e pimenta. Reserve.
Depois do molho feito, coloque farinha peneirada num recipiente e adicione água, lentamente e bata com a batedeira para evitar grumos. Tempere com sal e pimenta e reserve.
Chegou a vez de cozinhar as ervilhas, para tal coloque um pouco de azeite numa frigideira, adicione cebolas às rodelas muito finas e deixe alourar. Junte as ervilhas e deixe cozinhar. Tempere com sal e pimenta e deixe arrefecer.
Coza a massa que tenha optado para fazer o prato e deixe esfriar. Corte o presunto e o queijo em cubos e junte numa tigela com a massa e o molho branco. Misture tudo muito bem e despeje num tabuleiro, tudo muito bem compactado. Cubra com fillme plástico e armazene no frio cerca de 3 horas.
Faça pequenos bolos com a mistura obtida e passe no preparado da farinha. Frite em óleo bem quente até ficar dourado.
Para ver a receita completa visite o site La Mamma Cuoco.

Este é o petisco ideal para uma tarde de verão junto com os amigos, acompanhado de uma bela cerveja.

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Leia o outro artigo de Nápoles cá no blog.