sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Casa da Pendoa


Casa da Pendoa

Localizada no centro histórico de Sintra, a Casa da Pendoa é uma casa antiga, constituída por elegantes apartamentos com vistas para a Serra de Sintra e para o Castelo dos Mouros. Todos os apartamentos são compostos por um quarto, com uma cama super confortável, uma cozinha ou  Kitchenette totalmente equipada e uma casa de banho privativa.
Todos os hóspedes podem usufruir de acesso Wi-Fi gratuito, canais por cabo, assim como uma cesta de boas-vindas com biscoitos, manteiga, compota, chá, café, leite e sumo e ainda podem contar com pão fresco todos os dias. Outra facilidade que o alojamento oferece é a possibilidade, mediante pagamento, de poder estacionar nas ruas do centro histórico, já que lhes é dado um papel para colocar no carro que indica que "somos residentes".

Casa da Pendoa ( Fonte: Booking)
Este foi o local para nós escolhido, quando visitámos Sintra e gostámos imenso, pois possui uma excelente localização e permitiu-nos fazer algumas das refeições no apartamento, algo extremamente útil quando viajamos com crianças. Os únicos senãos são mesmo a chegada ao local a primeira vez, já que fica numa ruela do centro histórico e supostamente só os residentes podem circular e se seguirmos à risca as placas nunca lá chegamos e o facto de para aceder aos apartamentos termos de subir vários lances de escadas relativamente estreitas, o que com crianças não facilita muito.

Cozinha



A Casa da Pendoa está localizada a cerca de 100 metros do Palácio Nacional de Sintra, da famosa Pastelaria "A Piriquita", do Posto de Turismo de Sintra e das paragens de autocarro. Já a magnífica Quinta da Regaleira fica a cerca de 5 minutos a pé.

Quarto

A nossa experiência foi extremamente positiva e como tal recomendamos de olhos fechados o local. Caso pretendam entrar em contacto com o alojamento podem fazê-lo através do email casadapendoa@gmail.com ou através do telefone 969011322.

Este blog tem parceria com o Booking. Se pretende fazer a sua reserva para ficar alojado na Casa da Pendoa, em Sintra, contrate o serviço aqui e estará a ajudar o nosso blog, já que o nosso trabalho é voluntário.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Descobrir o Palácio Nacional de Sintra

Descobrir o Palácio Nacional de Sintra

O Palácio Nacional de Sintra, localizado no centro histórico da bonita vila de Sintra, é um mais belos palácios portugueses, mandados construir durante a Idade Média. Apresenta características de arquitectura medieval, gótica, manuelina, renascentista e romântica e é dominado por duas chaminés geminadas, que o tornam num monumento único.
Este belo palácio serviu de moradia à Família Real Portuguesa, por cerca de oito séculos, quase até ao final da Monarquia, em 1910.

Palácio Nacional de Sintra ( Fonte: Wikipédia)

Acredita-se que o Rei D. João I, por volta de 1383, tenha doado um primitivo palácio ao Conde de Seia, e que mais tarde esse mesmo palácio voltou à posse real.

Por volta de 1489, o palácio foi reedificado, alterando parte do seu edifício e enriquecendo a decoração interior, com a colocação de azulejos andaluzes. Posteriormente, entre 1505 e 1520, construiu-se a ala manuelina e a Sala dos Brasões. E assim, ao longo dos diferentes reinados este belo palácio foi sofrendo algumas alterações.

A sua última habitante, do regime monárquico, foi a rainha-mãe D. Maria Pia, que utilizou o Palácio Nacional de Sintra como residência de verão e nela serviu diversos banquetes, onde estavam presentes estadistas importantes, como Guilherme II da Alemanha, o Presidente de França Émile Loubet, entre outros.

Em 1910, o Palácio foi classificado como Monumento Nacional e desde 1995 integra a classificação da UNESCO de Sintra Paisagem Cultural da Humanidade.

Pátio Central

Terreiro
Simples pátio, aberto sobre o centro histórico, que outrora foi um espaço vedado à vila. Apenas em 1912, ficou acessível a todos, após a demolição dos vários edifícios, que contornavam o seu perímetro.

Sala dos Cisnes
A bonita Sala dos Cisnes, que herdou o nome devido à decoração do tecto, com 27 pinturas desses animais, invocando o casamento real entre a Infante D. Isabel de Portugal e D: Filipe de Borgonha, sendo o espaço de maior ostentação e onde se realizavam os acontecimentos mais importantes, nomeadamente celebrações e recepções.
Actualmente, ainda se realizam banquetes oficiais aquando de visitas de chefes de estado estrangeiros.

Tecto da Sala dos Cisnes


Pátio Central e Gruta dos Banhos
Elegante área interior, em torno da qual D. João I organizou os seus aposentos. Local intimista, com revestimento de azulejos e o som da água a correr, lembra a tradição arquitectónica árabe. Adjacente está a Gruta de Banhos, com uma belíssima decoração de azulejos azuis e brancos, representando fontes, jardins e cenas galantes e no teto, estuques da oficina de Giovanni Grossi, apresentando a Criação do Mundo, as Quatro Estações e temas mitológicos, tudo da segunda metade do séc. XVIII.

Gruta de Banhos

Sala das Pegas
Também designada por Câmara das Pegas, esta bonita sala, decorada com azulejos e com um tecto de impressionar, com 136 pegas pintadas, era o local onde eram recebidos os notáveis do reino e os embaixadores estrangeiros. Possui uma vista linda sobre a Serra e sobre o Castelo dos Mouros, e onde segundo se consta D. Sebastião ouviu Luís de Camões ler  "Os Lusíadas".



Quarto de D. Sebastião
Denominada como a Câmara de Ouro, por D. Duarte, esta bela dependência, actualmente decorada com azulejos em relevo com parra, do séc. XVI, serviu de câmara de dormir ao Rei D. Sebastião. Outra bela característica deste quarto é a moldura de uma das janelas, que apresenta azulejos com a esfera-armilar, emblema de D. Manuel I.

Quarto de D. Sebastião


Sala das Sereias
Segundo a descrição feita por D. Duarte, durante o reinado de D. João I, neste local situava-se o guarda-roupa real, onde estavam guardados o vestuário, as jóias e os objectos pessoais.

Sala dos Brasões
Localizada na ala ocidental do Palácio, a Sala dos Brasões, erguida sobre a Sala das Colunas, representa o expoente máximo da intervenção manuelina, no Palácio, sendo a mais importante sala heráldica da Europa, estando representadas as armas de 72 famílias nobres portuguesas e dos oito filhos de D. Manuel I. É conhecida pelo belo portal manuelino da entrada.

Tecto com vários brasões


Quarto-prisão de D. Afonso VI
Foi nesta sala que D. Afonso VI permaneceu encarcerado e vigiado cerca de nove anos, a mando do seu irmão, D. Pedro II. Tendo sido aqui que o mesmo morreu, em 1683. Este aposento é um dos mais antigos do Palácio e o único com grades de ferro, na janela.

Sala Chinesa
Localizado numa das zonas mais antigas do Palácio, é conhecida pela existência de um monumental Pagode da dinastia Qing, construído na China, no final do séc. XVIII e início de séc.XIX.

Pagode da Dinastia Qing


Capela Palatina
Construído no reinado de D.Dinis, no início do séc. XIV, este é um espaço religioso, com invocação do Espírito Santo, representado nos frescos que revestem as paredes. O pavimento cerâmico e o tecto de madeira são feitos de trabalho mudéjar, sendo dos exemplares mais antigos de Portugal.

Capela Palatina


Sala Árabe
Acredita-se que terá sido o quarto de dormir de D.João I, no início do séc.XV. Este comunica, através de uma escada de caracol, à Sala das Sereias ( "o guarda-roupa"). A decoração actual, do período manuelino, é composto por vários azulejos, que criam um efeito tridimensional.

Fonte Mourisca do início do séc. XVI


Cozinha
Conhecida pelas suas duas chaminés gigantes, vistas de quase toda a vila de Sintra, esta cozinha do início do séc. XV, foi construída para servir grandes banquetes de caça. É composta por uma série de fornalhas e dois grandes fornos, uma estufa e ainda um trem de cozinha, em cobre acastanhado. O revestimento das paredes é feito em azulejo branco, do final do séc. XIX, possuindo uma composição heráldica, com as armas reais de Portugal e Sabóia.

Cozinha


O Palácio da Vila, nome pelo qual também é conhecido, é o único sobrevivente dos Paços Reais medievais, e exibe no seu interior um acervo único de azulejaria hispano-mourisca e colecções de arte decorativa dos séc. XVI ao séc. XVIII, tornando a sua visita bem interessante.

Este blog tem parceria com o Booking. Se pretende fazer a sua reserva para ficar alojado em Sintra, contrate o serviço aqui e estará a ajudar o nosso blog, já que o nosso trabalho é voluntário.






terça-feira, 19 de novembro de 2019

Desafio Wanderlust

Desafio Wanderlust

Um destes dias andava a visitar blogs de viagens que nunca tinha lido e descobri um blog chamado Mala de Viagem ou percorrer os diversos artigos do blog encontrei uma TAG Desafio Wanderlust. Esta tag tem apenas questões relacionadas com viagens e como achei bem interessante e divertido decidi responder às diversas questões.

Venham conferir as respostas:

  • Quando e para onde foi o teu primeiro avião?
Para Portugal. Para quem ainda não sabe, nasci nos EUA e vim com apenas 4 anos para Portugal. Mas antes de vir em definitivo já tinha vindo a Portugal, com cerca de um ano de idade. O primeiro avião que apanhei como viajante, para conhecer outro local, foi para Veneza.


Veneza

  • Para onde já foste e gostarias de voltar?
Sou daquelas pessoas que normalmente gosta de voltar sempre uma segunda vez, ver as coisas com uma perspectiva diferente, sentir-me num espaço já conhecido, para explorar o que ainda não conheço. Já o fiz em algumas cidades e adoro. E existem aqueles locais que voltaria 2, 5, 10, 100 vezes e que nunca me cansaria. Nomeadamente, Santorini, um paraíso na Terra e que já visitei duas vezes mas que iria já amanhã sem pensar, outra vez.

Oiã, Santorini

  • Amanhã vais viajar e o dinheiro não é problema, para onde vais?
É difícil escolher, quando ainda me falta visitar tanta coisa. Mas talvez para os EUA, conhecer várias cidades americanas, fazer o Route 66, jogar num casino em Las vegas, dar um mergulho em Key West, conhecer uma celebridade em LA, fazer uma Wine Tour em Napa, entre tantas outras coisas. Nasci nos EUA, em Boston, mas não conheço nada deste país, cheio de possibilidades.

  • Método preferido de viajar: avião, comboio ou carro?
É engraçado que o meu método favorito de viajar é aquele que menos utilizo, o comboio. Para mim é o método mais fácil e confortável dos três.

Londres


  • Blog preferido de viagens?
São vários os blogs de viagem que sigo, por isso é difícil escolher um. Aconselho vivamente o blog Alma de Viajante e o João Leitão Viagens, dois blogs portugueses magníficos.Do outro lado do oceano tenho a recomendar o 360 Meridianos.

  • Para onde viajarias só para comer a comida local?
Provavelmente para a China, para provar a Street Food. Adoro comida chinesa e acho que iria adorar passar por essa experiência.
  • Preferes o lugar do meio, do corredor ou da janela?
O da janela sempre.

Paris
  • Como passas o tempo quando estás no avião?
Desde que a minha filha nasceu e passou a viajar connosco passo a maior parte do tempo a brincar com ela.
  • Existe algum lugar para onde não voltarias?
Como já disse anteriormente sou daquelas pessoas que gosta sempre de voltar uma segunda vez aos locais e especialmente quando adoro um local ou quando não gosto assim tanto. Quando visitei Veneza pela primeira vez, confesso que fiquei um pouco desiludida, talvez por ter grandes expectativas e por ter visitado essencialmente a parte mais turística. Decidi voltar uma segunda vez e ficar numa zona menos turística e visitar lugares mais frequentados por locais. Adorei Veneza. Com isso, aprendi que é sempre bom dar uma segunda oportunidade a cada local.

E vocês, o que responderiam a cada uma das perguntas?
Fico a aguardar as vossas respostas.




segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Roteiro de dois dias em Sintra

Roteiro de dois dias por Sintra

A Vila de Sintra, o Monte da Lua, classificada como património mundial pela UNESCO, localiza-se na encosta norte da Serra com o mesmo nome e é um dos locais mais mágicos e misteriosos que alguma vez conheci.
Aqui é possível encontrar a simbiose perfeita entre a Natureza e o Homem, mais propriamente entre o Parque Nacional da Serra de Sintra e palácios magníficos, deslumbrantes residências e ainda um castelo em ruínas, no alto de uma colina.

Visitei Sintra pela primeira vez quando era adolescente e fiquei encantada com a Vila, desejando puder um dia vir a conhecer tudo de uma forma mais completa. Finalmente a oportunidade surgiu e apesar das condições atmosféricas não terem sido as melhores, a verdade é que valeu muito a pena e pretendo voltar brevemente.

Como viajámos com uma criança de 3 anos e eu me encontrava grávida de 8 meses, decidimos ficar alojados bem no Centro Histórico da Vila ( falarei posteriormente do nosso hotel - Casa da Pendoa) e planeámos a visita o mais possível para não ser extremamente cansativo nem para mim nem para a minha filha, não visitando um grande número de atracções, mas apenas as atracções principais.

O nosso roteiro
1º Dia
No primeiro dia o plano era visitar o Parque e Palácio da Pena e a Quinta da Regaleira, para tal, fomos até ao Posto de Turismo, pedir informações e comprar os bilhetes, para as atrações que queríamos visitar. De notar, que o bilhete da Quinta da Regaleira tem que ser comprado no local, os restantes bilhetes se forem comprados no Posto de Turismo e ao mesmo tempo têm um desconto de 5%.

Depois de recolhidas as informações necessárias dirigimo-nos até à paragem de autocarro para apanhar a Carreira 434, que faz o "Circuito da Pena", e lá fomos nós desbravar caminho.
A primeira paragem foi no Castelo dos Mouros. Testemunho da presença islâmica na região, este castelo terá sido construído entre os séc. VIII e IX e posteriormente ampliado, por altura da conquista muçulmana da Península Ibérica.

O Castelo dos Mouros, devido à sua localização, num dos Picos da Serra de Sintra foi o local ideal , encontrado pelos árabes, para construir a sua dupla cintura de muralhas defensivas. A sua arquitectura é fruto de várias intervenções iniciadas por D. Afonso Henriques, após a tomada de Lisboa e Santarém, passando pelas alterações feitas por D. Fernando I. Tendo sofrido novas alterações após o terramoto de 1755 e ainda algumas alterações durante o reinado de D. Fernando II, no séc. XIX, muito ao gosto romântico da época. Apesar de todas as alterações, foram preservadas as características da arquitectura inicial.

O Castelo visto do Paço Real

A sua presença imponente no pico da Serra dá uma foto incrível, mas não só, no próprio local do Castelo é possível admirar uma paisagem única, que tem como primeiro plano a Vila, o Paço e o Palácio da Pena e mais distante o Cabo da Roca, a Praia das Maças, Mafra, Ericeira e o Oceano Atlântico.

Depois de visitada a zona do Castelo, voltámos a apanhar a Carreira 434 e seguimos em direcção ao nosso destino inicial, o Parque e Palácio da Pena ( posteriormente farei um artigo só dedicado a este local).
Parque da Pena circunda todo o Palácio da Pena, por mais de 200 hectares, compostos por vários trilhos por entre florestas e jardins, cheios de plantas, árvores e flores, nativos de vários recantos do mundo, sendo um verdadeiro tesouro de património natural.
Dentro do Parque é possível apanhar um mini bus que faz o percurso pelos principais pontos do Parque, nomeadamente a Cruz Alta, o Alto de Santo António, o Alto de Santa Catarina, a Gruta do Monge, a Fonte dos Passarinhos, a Feteira da Rainha e o Vale dos Lagos. Nós como tínhamos o carro da nossa filha e como o mini bus é como o nome indica mini, decidimos fazer o que conseguíssemos a pé, dirigindo-nos para o Palácio.

O Palácio da Pena é um dos palácios mais românticos de Portugal, tenso sido construído durante o séc. XIX, a mando do Rei D. Fernando II, que era considerado um artista, apaixonado pelas artes que idealizava um palácio com a magnitude de um cenário de ópera. Este foi regido sobre as ruínas de um convento quinhentista, que o rei tinha adquirido.

Maquete do Palácio da Pena 

Depois de ver o Palácio fomos até ao Chalet e Jardim da Condessa d'Ella, criado na zona ocidental do Parque da Pena, na segunda metade do séc. XIX, a mando do rei D. Fernando II e da sua segunda esposa, Elise Hensler, Condessa d'Ella. A ideia era o local servir de refúgio e recreio deste casal.
A decoração do local, bem eclética, é composta por bonitas pinturas, magníficos estuques, azulejos únicos e a presença exaustiva da cortiça, como elemento ornamental. Já o jardim é caracterizado pela presença da vegetação autóctone e espécies botânicas vindas dos quatro cantos do mundo, destacando-se a Feteira da Condessa, o Jardim da Joina, o Caramanchão e os Lagos.

Depois da visita pelo Parque voltámos a apanhar a Carreira 434 (o bilhete comprado no início serve para o percurso todo) e seguimos em direcção à Vila para almoçarmos e depois continuar o resto do nosso roteiro. Escolhemos um belo restaurante chamado "Bacalhau na Vila", onde todos os pratos são feito de bacalhau.

Com a barriga composta, decidimos ir até à Quinta da Regaleira a pé, pelo caminho encontrámos a Igreja de São Martinho, localizada mesmo ao lado do Posto de Turismo. Esta bonita e simples igreja é a Igreja Paroquial da Vila, tendo a igreja primitiva sido construída entre 1147 e 1154, pelo Rei D. Afonso Henriques, após a reconquista de Sintra aos muçulmanos.
Nela é possível encontrar um pequeno museu de arte sacra, que pode ser visitado por qualquer pessoa e cuja a entrada é livre, pedindo a paróquia, a cada pessoa que a visita, que contribua com uma pequena gratificação.

O interior da Igreja de S. Martinho

Seguimos depois para o nosso destino e chegámos à Quinta da Regaleira, onde comprámos os bilhetes e partimos à descoberta do local.
Situada em pleno Centro Histórico de Sinta, a Quinta da Regaleira, classificada como Património Mundial pela UNESCO, foi construída no final do séc. XIX, com inspiração no Romantismo, a mando do homem mais rico de Portugal, na época. O seu proprietário, António Augusto Carvalho Monteiro, tinha interesses filosóficos e iniciáticos muito específicos e o conjunto da edificação e do jardim reflete isso mesmo, algo que foi exuberantemente transmitido pelo talentoso arquitecto cenógrafo Luigi Manini.
A principal atracção da propriedade são os seus magníficos jardins, com um elaborado sistema de túneis. Por toda a parte, escondidos na propriedade, é possível encontrar diversos símbolos religiosos, jardins ocultos e outros objectos bem misteriosos.
Posteriormente farei um artigo inteiramente dedicado a este maravilhoso local.

O edifício da Quinta da Regaleira


Completamente destruído após a visita e depois de um dia cheio de caminhadas, decidimos voltar ao centro da Vila e passar pela pastelaria mais conhecida das redondezas, "A Piriquita", para lanchar, mas como o local estava à pinha decidimos levar o lanche para casa e assim dar  o dia por terminado.


2ºdia
Para o segundo dia decidimos deixar o Parque e Palácio de Monserrate e o Palácio Nacional de Sintra. 

Começámos por apanhar a Carreira 435, bem perto do Posto de Turismo, que faz o Circuito Monserrate, e seguimos em direcção ao nosso destino. Apanhámos um motorista super bem disposto que nos foi explicando tudo o que íamos vendo ao longo do percurso. 

Chegámos ao Parque de Monserrate, construído por um milionário inglês, Sir Francis Cook.  Este parque é uma das mais bonitas criações paisagísticas do Romantismo, sendo uma antiga propriedade rural de 33 hectares, onde pudemos ver uma belíssima colecção botânica com espécies de todo o mundo, divididas por zonas distintas, construindo cenários maravilhosos ao longo de todo o percurso.

Depois de percorrida a maior parte do parque chegámos ao Palácio de Monserrate, que terá sido construído por volta de 1856, de acordo com o projecto do arquitecto inglês James T. Knowles, para servir de residência de Verão da família Cook. Para tal, foram utilizadas as ruínas da mansão neogótica edificada por Gerard de Visme, do séc. XVIII.
Posteriormente farei um artigo todo dedicado ao Parque e Palácio de Monserrate, contando em pormenor a história do local.

O Palácio de Monserrate

Caminhámos pelo  Parque, até chegar à entrada para voltar a apanhar a Carreira 435 e seguir em direcção à Vila. Decidimos sair junto à estação de comboios para almoçar e depois fazer o percurso a pé até ao Centro Histórico, pela denominada Volta do Duche, uma estrada cheia de vegetação e grandes árvores e por onde vamos encontrando diversas atracções, nomeadamente a Fábrica das Verdadeiras Queijadas de Sapa, a entrada do Museu Anjos Teixeira, a entrada para o Parque da Liberdade, a Fonte Mourisca e ainda uma bonita exposição temporária, feita com estátuas diferentes e contemporâneas.

Chegados ao Centro da Vila fomos até ao Palácio Nacional de Sintra, conhecido por Paço Real. Situado no coração de Sintra, este é um palácio de estilo gótico, construído no final do séc. XIV, tendo sido Palácio Real mais frequentado de Portugal, continuamente utilizado desde o séc. XV até à queda da Monarquia, em 1910, ano em que foi declarado Monumento Nacional.
Cada sala é caracterizada pela sua decoração única, sendo um verdadeiro museu de azulejo, com aplicações magníficas. 
O seu exterior é composto por arcos góticos e fachadas simplistas brancas e ainda por duas monumentais chaminés maciças vindas da cozinha, que o tornam visível praticamente em toda a Vila. Este é um dos locais a que dedicarei um artigo completo.

Como acabámos a visita ainda cedo, decidimos ir até ao Museu da História Natural de Sintra, também ele localizado no Centro Histórico, e que expõe uma belíssima colecção de fósseis doados por Miguel Barbosa e a sua mulher, Fernanda Barbosa, que durante cerca de 50 anos reuniram um acervo único, composto por milhares de fósseis de valor incalculável. Foi inaugurado em Agosto de 2009 e a sua Sala de Exposições Permanentes está dividida por 6 módulos distintos, que representam a evolução da vida na Terra, desde os seus primórdios até ao Quaternário.
Este Museu é composto por uma Sala de Exposições Permanentes e uma Sala de Exposições Temporárias, que está preparada para receber eventos diversos e o bilhete custa apenas 1€.

Visitado o Museu decidimos voltar à "Piriquita", comprar o lanche e terminar o nosso dia, pois o cansaço, aliado à chuva já estava a ser demais.

Foram sem dúvida dois dias maravilhosos e cheios de aventuras onde conseguimos descobrir um pouco mais da história de Portugal e da beleza do nosso belo país. Sem dúvida um lugar onde pretendo voltar, de preferência com melhor tempo.

Infelizmente, depois de regressar de férias fiquei sem telemóvel e fiquei sem todas as fotos que lá estavam, tendo apenas as da máquina. Contudo, poucas foram as que tirei com a máquina devido às condições atmosféricas.

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