sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Roma - 1º e 2º dia

Roma - 1º e 2º dia

Depois do primeiro artigo referente à minha viagem por Itália (que podem ver aqui), hoje começo uma série de artigos onde pretendo vos dar a conhecer o roteiro feito por nós nesta inesquecível viagem. Neste artigo, dou-vos conta dos locais que visitámos nos primeiros dois dias, uma vez que no primeiro dia visitámos muito pouco dado o avançado da hora que chegámos à cidade.

Roma é uma cidade mítica, que nos conta, através dos seus monumentos, toda a sua história religiosa e cultural. A Cidade Eterna é composta por monumentos  medievais, renascentistas, barrocos e góticos que reflectem todos os contrastes patentes na cidade. Dado tudo o que tinha lido sobre a cidade, estava morta por meter os pés à estrada e começar a explorar a mesma.


1º dia

Chegámos ao aeroporto Ciampino, em Roma, por volta da 14h, como comprámos bilhetes ainda no aeroporto do Porto para o transfer até ao centro da cidade, fomos logo directos ao autocarro e partimos em grande expectativa para o início das nossas férias. Fomos deixámos junto à estação Termini e fomos à procura do hotel Deseo Home (caso queira ver o nosso artigo sobre o hotel aceda aqui).

Assim que deixámos as malas no hotel, saímos para começar a explorar a cidade. No roteiro que tinha feito antes de ir, tinha idealizado para o primeiro dia visitar as Praças e Fontes da cidade, o que acabou por servir apenas como guia inicial porque a verdade é que é impossível seguir à risca um guia nesta cidade. Pois assim que começámos a percorrer a cidade percebemos que a cada esquina encontramos um pedaço de história que nos deixa com mais vontade de continuar a explorar a mesma, esquecendo o que estava inicialmente pré-definido.

Piazza Navona
A Praça Navona foi o primeiro local por nós visitado. Esta é a praça mais emblemática da cidade e tem a forma do antigo estádio romano, sobre o qual foi construída. Ou seja, esta Praça tem a sua origem num estádio para corridas e jogos de competição, que o Imperador romano Tito Flávio Domiciano mandou construir. A Praça sempre foi o centro social de Roma e aqui encontramos três bonitas fontes, numa harmonia arquitectónica que foi planeada durante séculos, para além disso podemos ainda observar a Igreja de SantÁgenese in Agone e o Palácio Pamphili.

Piazza Navona

- Fontana dei Quattro Fiume
A Fonte dos Quatro Rios é a atracção principal desta praça e foi construída em 1651. Bernini projectou quatro estátuas que representam o Rio Ganges, Danúbio, Prata e Nilo, que estão montadas sobre um obelisco egípcio e se encontram rodeadas por leões e outros animais, tendo no cume uma pomba em bronze, que representa a paz no mundo e é o símbolo da família Pamphili.

Fonte dos Quatro Rios

- Fontana di Nettuno
A Fonte de Netuno foi construída em 1574, através do projecto de Giacomo Della Porta, mas em 1878 foi lançado um concurso com o intuito de conseguir harmonizar esta fonte com a de Bernini. Os vencedores foram Gregory Zappala e Antonio Della Bitta. O primeiro criou a escultura A Nereida com Querubins e Cavalos Marinhos e o segundo criou a escultura Netuno Luta Contra um Polvo, o que acaba também por trazer o tema do confronto físico, já patente na estátua da terceira fonte da Praça Navona.

Fonte de Netuno

- Fontana del Moro
A Fonte do Mouro foi projectada por Bernini, para concluir a fonte inicial construída por Giocomo Della Porta, em 1576 e esculpida por Giovanni Antonio Mari, em 1654. Esta tem representada um etíope (mouro) a lutar com um golfinho.

Fonte do Mouro

Piazza della Minerva
Depois de visitada a Praça Navona, partimos em busca do Panteão. E nessa busca  encontrámos a pequena Praça de Minerva, que deve o seu nome ao templo dedicado à deusa Minerva, que se encontrava no local onde actualmente podemos encontrar a Igreja de Santa Maria Sopra Minerva. Aqui encontrámos o elegante Elefantino de Bernini, com o obelisco egípcio às costas.

Elefantino

Panteão
Bem perto encontramos um dos monumentos mais extraordinários da cidade, o Panteão. Este foi o primeiro local a deixar-nos de queixo caído, é indescritível a sensação que se sente quando chegamos à Piazza della Rotonda e nos deparamos com a magnitude deste edifício. O Panteão foi construído com o intuito de ser um templo dedicado a todos os santos, sendo o único edifício de arquitectura greco-romana totalmente intacto, na cidade. Actualmente, é uma igreja católica e o grande destaque é a sua cúpula gigante, que possui uma abertura no topo, permitindo a entrada de luz natural e também da chuva. Aqui podemos também encontrar o túmulo de Vittorio Emanuelle II e de Rafael.

Panteão - a sua entrada
Panteão - o seu interior

Fontana di Trevi 
Seguimos depois em direcção à Fonte de Trevi, que é a maior fonte barroca de Itália, com cerca de 26 metros de altura por 20 de largura, e que foi inaugurada em 1762. 
A grande desilusão desta viagem foi o facto de esta bonita fonte estar em obras e não nos ser possível visualizá-la na sua plenitude.

Fonte de Trevi em reconstrução

Piazza Barberini
Depois da desilusão da Fonte de Trevi decidimos regressar ao hotel (sim, porque gravidez cansa) e olhámos o mapa para ver qual o caminho a escolher para que pudéssemos visitar o máximo possível no percurso de regresso. Nesse caminho de regresso passámos pela Praça Barberini, local bem movimentado, que nos anos 60 foi o centro da Dolce Vita de Roma. Aqui encontramos duas fontes construídas por Bernini, ambas em 1640, para a família Barberini. A Fontana delle Api, composta por abelhas, símbolo da família Barberini e a magnífica Fontana del Tritone.

- Fontana del Tritone
A Fonte do Tritão foi criada por Bernini a pedido do Papa Urbano VIII Barberini, para decorar a Praça de Barberini, que ficava em frente ao Palácio Barberini. Esta é uma das obras-primas de Bernini, e onde podemos ver o Tritão com busto de homem e cauda de peixe, com a cabeça virada para trás, bebendo a água de uma concha, sendo dessa concha que sai a água da fonte.

Fonte do Tritão

Chiesa di Santa Susanna alle Terme di Dioclesiano
Continuando o percurso de regresso ao hotel passámos pela Praça de São Bernardo onde encontrámos a Igreja de Santa Susana nas Termas de Diocleciano, igreja católica romana, que foi reconstruída entre 1585 e 1603 para servir de mosteiro das freiras cistercienses. Desde 1921 tem servido como paróquia para os norte-americanos residentes em Roma. Pena foi estar fechada e apenas podermos apreciar o exterior, que por sinal era bem bonito.

Igreja de Santa Susana nas Termas Diocleciano

Chiesa Santa Maria della Vittoria
E bem próximo a esta situa-se a igreja, de estilo barroco, Santa Maria da Vitória, que foi construída em honra de São Paulo, em 1605, pelas Carmelitas e em 1620 foi dedicada à Virgem Rainha Maria da Vitória. Na capela Cornaro podemos encontrar uma das mais belas esculturas barrocas, O Êxtase de Santa Teresa, de Bernini. Esta igreja ficou mundialmente conhecida através do filme "Anjos e Demónios", baseado no romance de Dan Brown. Aqui tivemos a oportunidade de entrar e ficámos deslumbrados com o que encontrámos.

Igreja Santa Maria da Vitoria

Porta Pia
Bem perto do nosso hotel tínhamos a bonita Porta Pia, inserida na antiga muralha Aureliana, foi construída entre 1561 e 1565, por Michelangelo, a mando de Pio IV. Contudo a sua fachada externa só ficou completa em 1869 com o desenho de Virginio Vespignani.

Como estávamos realmente cansados e sem grande fome, decidimos comprar uma pizza no Caffè Piave, na Via Piave e comer no hotel. Estava assim terminado o primeiro dia, com muito cansaço mas também com muita satisfação e encantamento à mistura.

2º dia
Para o segundo dia tínhamos reservado a visita ao Vaticano e depois vermos o tempo que sobrava e a partir daí decidir o que ainda conseguiríamos visitar. Como levávamos os bilhetes comprados não estávamos muito preocupados com as filas que iríamos encontrar e lá partimos felizes e entusiasmados com o dia que nos esperava. Chegámos cerca de uma hora antes da hora dos bilhetes e tínhamos algum receio que nos impedissem de entrar, mas isso não aconteceu e assim começámos o dia mais cedo do que o previsto.

Vaticano
Quem vai a Roma não pode deixar de conhecer a menor nação do mundo, pois esta é mais do que uma experiência religiosa, é uma oportunidade de ver e sentir grande obras de arte da Humanidade.

A única experiência menos positiva deste dia (mas não posso dizer que tenha sido negativa, porque não me estragou o dia) é a quantidade de pessoas que nos aborda, em volta do Vaticano, para vender visitas guiadas aos museus.

- Museus do Vaticano
A nossa visita ao Vaticano iniciou-se nos Museus e honestamente ia sem grande expectativa, uma vez que não sou uma apreciadora de arte e quando comprei os bilhetes foi com o intuito de poder visitar a Capela Sistina. Mas posso dizer-vos que fiquei completamente rendida ao que vi e vivi uma experiência completamente inesquecível ao puder ficar de frente a obras de arte magníficas e únicas.
Os Museus do Vaticano, tal como o nome indica são um conjunto de museus onde podemos ver diversas colecções que incluem antiguidades greco-romanas, etruscas, egípcias e arte religiosa moderna. Quando entramos encontramos várias placas que nos vão indicando para que lado é que fica cada museu, o que torna a visita bastante organizada.
Uma vez que esta visita foi sem dúvida marcante, posteriormente farei um artigo apenas a falar dos Museus do Vaticano e falando em pormenor de diversos museus que consegui visitar.

Placa a indicar o caminho para os Museus

Escada em Espiral de Giuseppe Momo

- Capela Sistina
Após visitarmos a maior parte dos Museus encaminhámos-nos para aquela que é a principal atracção do Vaticano, a Capela Sistina.
Quando no séc. XV foram iniciadas as restaurações no Vaticano, o Papa Sisto IV ficou encarregue de reconstruir a antiga Capela Magna do Palácio Apostólico. A obra ocorreu entre 1477 e 1481 e quando terminada recebeu o nome de Capela Sistina, em homenagem ao Papa.
Contudo,  em 1504 ocorreram grandes danos na infraestrutura da mesma e como tal, foi necessário proceder a reparações do edifício. Então, em 1506 o Papa Júlio II, decidiu chamar Michelangelo para refazer o fresco do tecto. Mas convencer Michelangelo não foi fácil e o Papa demorou cerca de 2 anos para o conseguir. Este fresco levou 4 anos a ficar pronto e segundo consta o artista fez tudo sozinho, dispensado a ajuda de assistentes.
Devo confessar, que apesar de ter achado a Capela Sistina fantástica não fiquei propriamente surpreendida com o que encontrei. Isto porque os museus já me tinham deslumbrado de tal maneira que ainda vinha em êxtase com o que tinha visto. Quando terminámos a visita percebemos que tínhamos passado a manhã inteira perdidos no meio de fantásticas obras de arte e estávamos os dois completamente deslumbrados.

- Piazza San Pietro
Quando terminámos a visita aos Museus já era hora de almoço, mas decidimos que ainda iríamos à Praça de São Pedro e à Basílica e almoçaríamos mais tarde. A Praça de São Pedro é considerada uma das mais bonitas praças do mundo, foi projectada por Bernini, no séc. XVII, em estilo clássico mas com elementos barrocos. E bem no centro da praça podemos encontrar o obelisco de Heliópolis, do Antigo Egipto. Este é o local ideal para passear e tirar bonitas fotos.


Colunas projectadas por Bernini
Praça de São Pedro vista da Basílica

- Basílica San Pietro
A Basílica de São Pedro, de estilo renascentista, é a maior igreja cristã do mundo e a sua enorme e bonita cúpula (projectada por Michelangelo) pode ser vista de praticamente toda a cidade. Foi construída entre 1506 e 1626 e vários foram os artistas que participaram na sua construção, nomeadamente Bernini, Rafael e Michelangelo.
Várias são as obras de arte que aqui se encontram e que nos fazem ficar completamente deslumbrados:
  • A famosa Pietà, de Michelangelo;
  • A estátua de bronze de São Pedro;
  • A cúpula projectada por Michelangelo;
  • O Museu do tesouro de São Pedro;
  • A estátua de São Longuinho, de Bernini;
  • O túmulo do Papa João Paulo II
Cúpula de Michelangelo
Baldaquino
Pietà
A entrada na Basílica é gratuita, mas é necessário passar por um detector de metais para podermos entrar, o que acaba por provocar uma longa fila. Mas vale a pena a espera, porque a Basílica é realmente muito bonita e imponente.

Bonita Cúpula da Basílica
Basílica de São Pedro
Quando terminámos a visita ao Vaticano decidimos ir comer qualquer coisa rápida e prosseguir na descoberta desta enigmática cidade.
Para tal, almoçámos bem próximo ao Vaticano, no Ristorante Lunch Pizzaria, situado na Piazza del Risorgimento. Foi um almoço rápido e reconfortante que permitiu recarregar baterias para a parte da tarde.

Pasta Pomodoro

Ponte Sant'Angelo
Depois de almoçar partimos em direcção ao Castel Sant' Angelo e encontrámos a bonita Ponte Sant'Angelo, a mais elegante ponte que encontramos sobre o rio Tibre. As suas balaustradas são compostas por dez anjos, concebidos por Bernini, que representam diferentes fases da paixão  de Cristo.

Ponte Sant'Angelo
Ponte Sant'Angelo

Castel Sant'Angelo
Ao chegar ao Castelo decidimos utilizar a primeira entrada a que tínhamos direito, com o Roma Pass. Devo dizer que foi uma excelente opção, apesar de já ter lido em alguns blogs que o castelo não valia a pena ser visitado (não concordo nada). O Castel Sant'Angelo é um imponente monumento, construído sobre o Rio Tibre e que simboliza 2000 anos de história romana, desde Adriano até à Unificação Italiana. Foi mandado construir pelo Imperador Adriano para ser o seu mausoléu, tendo servido também de fortaleza, prisão papal e mais recentemente foi transformado em museu.
Ao longo das muralhas podemos encontrar um acolhedor café com esplanada que proporciona uma vista fantástica sobre a cidade. Outra das vistas fantásticas que podemos obter dos alto das muralhas deste fantástico castelo é a cúpula da Basílica de São Pedro.

Castelo Sant'Angelo
Arcanjo São Miguel
Tecto da Sala do Tesouro

Palácio da Justiça
Depois de sairmos da nossa visita ao Castelo pretendíamos ir até à Piazza del Popolo e fomos caminhando ao longo do Rio Tibre e apreciando os vários edifícios que nos iam surgindo. E nesse percurso deparámo-nos com um majestoso edifício que tentámos decifrar no mapa o que seria, era nada mais nada menos que o Palácio da Justiça. E ficámos ali um tempo especados a admirar o mesmo.

Palácio da Justiça

Chiesa Sacro Cuore del Suffragio
Logo após passarmos o edifício do Palácio da Justiça vimos uma edifício deslumbrante, era a Igreja Santo Coração do Sufrágio. Esta é uma relíquia da arte gótica, destacando-se das igrejas predominantemente renascentistas da cidade. Esta bonita igreja possui um Pequeno Museu das Pobres Almas do Purgatório, que é composto por uma grande vitrina, existente numa única parede. Segundo se sabe, durante um incêndio que deflagrou na igreja, o Padre Juet, começou a ver sinais paranormais. A partir daí começou a estudar casos semelhantes, o que acabou por resultar neste museu, onde encontramos provas destes casos.

Igreja Santo Coração do Sufrágio

Chiesa San Rocco all´Augusteo
Depois de passarmos o Rio Tibre encontrámos a Igreja de São Roque, que data do séc. XVII e foi fundada pela "Irmandade de São Roque" (associação religiosa criada para apoiar os doentes que sofriam de peste).  Esta igreja não possui grandes obras de arte, mas na sua fachada encontramos as Histórias de San Rocco pintadas pelo artista Avanzino Nucci.

Igreja de São Rocco

Mausoleo Augusto
Bem próximo da igreja de São Roque vimos umas ruínas que descobrimos ser o Mausoléu de Augusto. Este foi em tempos um imponente edifício fúnebre, mandado construir pelo imperador romano Augusto, no ano 28 a.C., para servir de túmulo para si mesmo.

Mausoleu Augusto

Piazza del Popolo
Continuámos então a nossa caminhada e por fim chegámos à enorme Praça do Povo, construída no séc. XVI e que funcionava como porta de entrada dos viajantes dos séc. XVIII e XIX, vindos do norte, tendo servido também como palco para a execução dos criminosos julgados na cidade. Nesta enorme praça são várias as atracções que podemos observar, entre elas temos ao centro um Obelisco egípcio de Ramsés II, com uma pequena fonte aos pés. Esta é uma praça cheia de atracções que merece realmente ser visitada, mais que não seja para se deixar invadir pela agitação que aqui paira.

Piazza del Popolo

- Chiesa Santa Maria dei Miracoli
Numa das pontas da praça estão duas igrejas (conhecidas como as gémeas) cuja fachada pode levar a pensar que estas são simétricas, mas que na realidade apresentam algumas diferenças. Contudo só nos foi possível ver a da direita, a Igreja de Santa Maria dos Milagres, uma vez que a da esquerda, igreja de Santa Maria di Monsanto estava fechada.

Interior da Igreja de Santa Maria dos Milagres
As gémeas

- Basílica de Santa Maria del Popolo
A Basílica de Santa Maria do Povo é uma igreja renascentista da Ordem de Santo Agostinho e uma das mais antigas igrejas romanas. Encontra-se repleta de obras primas, nomeadamente Daniel, de Bernini, A Conversão de São Paulo, de Caravaggio, A Assunção da Virgem, de Carracci, entre outros. Aqui podemos ainda encontrar os túmulos de Caravaggio e de Carracci, na capela Cerasi.

Basílica de Santa Maria do Povo
Interior da Basílica de Santa Maria do Povo

Piazza di Spagna
Depois de visitar a Praça do Povo e todas as suas atracções, decidimos apanhar o metro na Estação Flaminio até à próxima paragem, na Estação Spagna (apesar de ser perto as minhas pernas e costas já não aguentavam mais). Rapidamente chegámos à Praça de Espanha, famosa pela sua escadaria que juntamente com a igreja Trinita dei Monti e a praça formam um conjunto arquitectónico fantástico. Bem no centro encontramos a Fontana della Barcaccia. Em tempos foi o local onde estava sediada a embaixada espanhola e daí o seu nome. E apesar de todo o meu cansaço, certo é que não resisti a subir a magnífica escadaria para poder visitar a igreja de que tanto ouvi falar.

Fontana della Barcaccia
A Fonte da Barca é uma engraçada fonte construída pelos dois Bernini, Pietro (pai) e Gian (filho), em 1627, para o Papa Barberini Urbano VIII. Esta representa um barco a naufragar e é composta por várias abelhas e sóis, que constituíam o brasão desta família.

Fonte da Barca

- Scalinata Trinita dei Monti
A Escadaria da Trindade do Monte é uma grande escadaria, construída em 1720 e composta por 135 degraus. Foi feita para ligar a Praça de Espanha à igreja francesa Trinità dei Monti.

Escadaria da Trindade do Monte

Chiesa Trinita dei Monti
A IGreja da Santíssima Trindade do Monte foi fundada pelo rei Carlos VIII de França, no séc.XVI e levou quase 100 anos a ficar pronta. A obra mais importante que aqui encontramos é o fresco A deposição da Cruz, de Volterra. Esta é provavelmente a igreja mais fotografada da cidade.

Interior da Igreja

Piazza della Repubblica
Antes de voltarmos ao hotel para descansar um pouco antes de jantar, decidimos parar na Praça da República. Esta é uma movimentada praça, composta essencialmente por cinemas e bares. Num dos lados da praça encontramos as ruínas dos banhos do imperador Diocleciano e onde Michelangelo incorporou a fantástica igreja de Santa Maria degli Angeli, em 1563. Esta foi para mim a igreja que mais me marcou, pois por fora parecia uma simples igreja em ruínas e por dentro era qualquer coisa de absolutamente incrível.
Bem no centro da praça encontramos a polémica Fontana delle Naidi, da autoria de Mario Rutelli e constituída por várias ninfas, algo que não foi muito bem aceite quando estas foram construídas.

Praça da República

- Basílica Santa Maria degli Angeli
A Basílica de Santa Maria dos Anjos foi edificada no local do complexo de banhos do imperador Diocleciano. Esta resulta da conversão do salão central de banhos, por parte de Michelangelo, quando o Papa Pio IV ofereceu o local aos monges de Santa Cruz.

Exterior da Basílica
Parte do interior da Basílica

Depois de termos ficado completamente deslumbrados com o último local visitado e de termos ido ao hotel descansar um pouco, decidimos ir procurar um local para jantar, que não fosse muito longe e decidimos então ficar pela Osteria Romana Al 39 e não nos arrependemos, pois tivemos um jantar bem agradável e não muito pesado e a um bom preço.

E assim terminava o nosso segundo dia nesta fantástica cidade. Foi um dia repleto de descobertas, de sensações, de arrepios...Não dá para descrever todas as sensações experimentadas nestes dois dias...Sei que fiquei completamente apaixonada por esta cidade e pelas suas obras...

Espero que tenham gostado :)

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Os outros artigos da série referente a esta viagem - roteiros:
Viagem por Roma, Florença e Pisa
Roma 3º dia
Florença 4º dia
Florença 5º dia
Pisa 6º dia
Roma - último dia

Os outros artigos da série referente a esta viagem - hotéis:
Deseo Home - Roma
Hotel Sonya - Roma
Hotel Mia Cara - Florença
Hotel Bologna - Pisa

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Visitar Roma sem gastar
Museus do Vaticano
O meu top 10 das Igrejas de Roma
Forum Romano e Monte Palatino

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