quinta-feira, 30 de junho de 2016

Um dia em...Batalha

Um dia em...Batalha

Hoje o artigo da série "Um dia em..." é dedicado à Vila da Batalha, um local onde a história e a modernidade se cruzam. 
Esta é uma vila portuguesa, localizada no distrito de Leiria, que terá sido fundada pelo Rei D. João I, juntamente com o Mosteiro de Santa Maria Vitória, mais conhecido como Mosteiro da Batalha. 
Apesar de só ter surgido como localidade por volta do séc. XIV, a verdade é que no local existem vestígios de ocupação desde o Paleolítico. Esta bonita localidade foi palco de importantes momentos históricos de Portugal, nomeadamente com a presença romana na cidade de Colippo e com as lutas de independências travadas por Portugal.

Dado a herança cultural inigualável que aqui se vive, decidimos vir conhecer esta bonita vila e algumas das suas atracções mais importantes, uma vez que tanto eu como o André apenas conhecíamos o Mosteiro da Batalha.

O nosso roteiro
Chegámos no dia antes à noite e pernoitámos no magnífico hotel Villa Batalha. De manhã acordámos bem cedo e decidimos começar o nosso roteiro pelo Mosteiro. Antes de lá chegarmos encontrámos o bonito Largo de Infante D. Henrique, onde pudemos ver o seu busto, inaugurado em 2010, no âmbito das celebrações dos 550 anos sobre a sua morte. De notar, que o Infante D. Henrique, também conhecido como "o Navegador", nos deixou um enorme legado, sendo uma das figuras incontornáveis dos Descobrimentos.

Largo do Infante D. Henrique
Busto do Infante D: Henrique

Seguimos depois em direcção ao bonito Mosteiro de Santa Maria Vitória, mais conhecido com Mosteiro da Batalha. Este surgiu da promessa feita por D. João I, em pleno campo de batalha, à Virgem Maria, onde prometeu a edificação de um mosteiro caso saísse vencedor desta batalha histórica. O bonito Mosteiro é um dos monumentos mais visitados de Portugal, sendo uma jóia do Património Mundial. Posteriormente, dedicarei um artigo inteiro a este fantástico monumento.

Mosteiro da Batalha

Bem em frente ao Mosteiro da Batalha encontrámos a Estátua Equestre do Condestável Nuno Álvares Pereira. Esta é uma obra do séc. XX, do escultor Leopoldo de Almeida, que representa Nuno Álvares Pereira na figura de um cavaleiro, que empunha a espada na mão, numa atitude gloriosa, onde se pretende mostrar o génio militar que venceu a Batalha de Aljubarrota, uma importante vitória para a independência portuguesa.

Estátua Equestre do Condestável Nuno Álvares Pereira

A nossa próxima paragem foi o Museu da Comunidade Concelhia da Batalha, que apesar de estar fechado, quando tocámos à campainha, abriram para que pudéssemos visitar o museu. Este foi considerado, em 2012, o melhor Museu Português. É um projecto que pretende valorizar a identidade e a história do Concelho da Batalha e do seu povo. Um museu extremamente bem organizado e super dinâmico e interactivo, que aconselho vivamente.

MCCB

Depois de visitarmos o museu seguimos em direcção à Igreja Matriz da Exaltação de Santa Cruz, que terá sido iniciada em 1514, a mando do Rei D. Manuel. Tivemos azar, pois a mesma estava fechada e apenas pudemos observar o portal magnífico, da autoria do Mestre Arquitecto Boitaca.

Igreja Matriz da Exaltação de Santa Cruz

Decidimos depois passear um pouco pelas ruas da vila e fomos encontrando alguns marcos importantes, nomeadamente o Pelourinho, que é bem recente, tendo sido inaugurado em 2000. Este tem por base desenhos do anterior pelourinho, que terá sido demolido no séc. XIX, depois de ter sofrido actos de vandalismo. Foi construído pelo Mestre Alfredo Ribeiro e é constituído por um capitel, decorado com o brasão da Batalha, onde pudemos ver a Nossa Senhora da Vitória.

Pelourinho

Bem junto ao Pelourinho, encontra-se o bonito Monumento Voz das Mãos, que é um monumento evocativo ao grande mestre de Cantaria Alfredo Neto Ribeiro, um filho da terra, que tem a sua vida e a da sua família ligada ao Mosteiro da Batalha.

Monumento Voz das Mãos

De regresso ao hotel para almoçar passámos pela pequena Capela Nossa Senhora do Caminho. Reza a lenda que esta capela surge quando um frade dominicano encontrou uma imagem de Nossa Senhora naquele local, que fazia parte do muro da cerca conventual. O frade levou a imagem para o Mosteiro, de onde desapareceu, tendo reaparecido no mesmo local onde foi encontrada da primeira vez. Assim, foi decidido erguer ali esta pequena e simbólica capela, no séc. XVII.

Capela Nossa Senhora do Caminho

Depois de almoço, decidimos ir até ao Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota, onde é apresentado ao público todo o processo e estratégias da Batalha de Aljubarrota. Este é sem dúvida um projecto inovador, que pretende mostrar aos seus visitantes este conjunto patrimonial que tão importante é na história do nosso país e da nossa independência. Posteriormente farei um artigo falando em pormenor deste local.

Entrada do C.I.B.A.

Seguimos depois em direcção às Grutas da Moeda, umas das grutas mais bonitas de todo o país. Estas têm uma extensão de visita de cerca de 350 metros e uma profundidade de cerca de 45 metros abaixo da cota de entrada. Estas belas grutas foram descobertas quando, em 1971, dois caçadores perseguiam uma raposa, que se refugiou num algar existente no meio do bosque. Ao entrar no local, ficaram deslumbrados com o interior, onde se podiam ver galerias repletas de várias formações calcárias.

Galeria das Grutas da Moeda

Para terminar o dia decidimos ir até à bonita Ponte da Boutaca, um viaduto construído em 1862, durante o reinado de D. Luís, bem próximo do Mosteiro da Batalha. O seu estilo revivalista e traço neo-gótico está presente nos 6 arcos quebrados, que são ladeados por 4 pavilhões de estilo românico, sendo a única ponte do país que ainda mantém as casas de portageiro.

Ponte da Boutaca


E assim terminou o nosso dia pela bonita Vila da Batalha. E vocês já estiveram na Batalha? O que acharam da vila?
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Espero que tenham gostado.



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