segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Um dia em...Tunis

Um dia em...Tunis

Hoje o artigo "Um dia em..." é dedicado à bonita cidade tunisina de Tunis, que se acredita que tenha sido fundada pelos fenícios, no séc. VI a.C., tendo sido uma das maiores e mais prósperas cidades islâmicas.

Uma das muitas portas maravilhosas da cidades

Localizada no Mar Mediterrâneo, é uma bonita cidade costeira, sendo a mais bem conservada cidade árabe antiga. É composta por vários monumentos históricos, souqs e uma modernidade única, que a tornam numa das mais bonitas cidades de África.

Tunis

O nosso roteiro
Visitámos a cidade num dos cruzeiros que fizemos e como era a primeira vez em solo não europeu e não sabíamos ao certo o que nos esperar, decidimos ir com um guia.
Desembarcámos no bonito porto de Tunis, conhecido como La Goulette, onde está a bonita fortaleza de Kasbah, construída em 1535, por Carlos I de Espanha.

Adicionar legenda
Depois do desembarque apanhámos um autocarro, já com o nosso guia e seguimos em direcção ao centro da cidade, mais propriamente à zona da Medina de Tunis. Tunis possui uma bonita medina, declarada Património Mundial da UNESCO, em 1979, composta por inúmeras vielas e passagens cobertas, com cores e aromas intensos e um comércio bastante activo. Esta bela Medina é composta por cerca de 700 monumentos, incluindo palácios, mesquitas, mausoléus, entre outros.
Uma das maravilhas desta medina é a fusão de influências e estilos presente na arquitectura, nomeadamente influências orientais, romanas ou bizantinas, aliadas à arquitectura típica árabe.

Várias perspectivas da Medina

Ao chegarmos ao centro fomos logo encaminhados para a Praça Halfaouine, também conhecida como Praça do Governo. Esta é uma bonita e grande praça que se encontra rodeada por vários edifícios governamentais. Aqui, é bem visível o contraste existente entre este local e as ruas à sua volta, dada a discrepância do tipo de construções que ali existem

Praça Halfaouine com o l'hôtel de ville de Tunis ao fundo

Desta praça é possível ver outros monumentos belíssimos e bastante importantes para a cidade, nomeadamente o Palácio de Bey ou Dar-al-Bey, que junta a arquitectura e a decoração de vários estilos e períodos diferentes. Pensa-se que esteja sobre os restos de um teatro romano.

Dar-al-Bey do lado esquerdo da imagem
Outro monumento que é possível ver é a Mesquita do Kasbah, construída pelos almohades em 1230. Foi a primeira mesquita a ser construída em Tunis, depois da Mesquita Al-Zaytuna. Inicialmente, servia como lugar de orações apenas para os soberanos que viviam na Kasbah, posteriomente, tornou-se uma mesquita pública para a oração de sexta-feira.

Mesquita do Kasbah
Depois de passearmos pela praça e pelos edifícios à volta fomos levados mesmo para o interior da medina, pois o propósito seria passearmos pelos diversos souks e visitarmos uma perfumaria, para vermos como eram produzidos os perfumes, e visitarmos um local onde eram feitos bonitos tapetes.

A perfumaria e a loja de tapetes


Na nossa visita pela Medina percebemos que existem vários mercados, sendo alguns de visita obrigatória, nomeadamente o Souk de la Laine, onde se encontram os tecelões, o Souk des Chechias, especializado na produção dos típicos chapéus de lã tunisinos ou ainda o Souk des Orfevres, onde encontrará artigos de ouro de grande qualidade.

Souk des Orfevres

O caos frenético instalado nas ruas da Medina é contagiante, levando-nos a entrar no clima e a regatear o preço das coisas com os lojistas. Algo extremamente necessário, uma vez que os preços costumam estar inflacionados para os turistas.

Souk de La Laine

Um. conselho que dou é que tenha um cuidado redobrado ao visitar os souks, mantendo sempre a sua carteira bem guardada, pois costumam existir inúmeros carteiristas espalhados pela multidão.

Durante o nosso passeio pela medina deparámo-nos com a bonita Mesquita Youssef Dey, igualmente conhecida como Al B'chamqiya. Foi a primeira mesquita otomano-turca a ser construída em Túnis. Este belo monumento histórico serviu inicialmente como local para se falar em público e só em 1631, passou a ser uma mesquita real.


Mesquita Youssef Dey

Outra mesquita que conseguimos ver foi a Al-Zitouna, ou Grande Mesquita, construída no séc. IX. Esta recebeu o nome Zitouna, que significa oliveira, pois o seu fundador tinha por hábito reunir os estudantes do Corão à sombra de uma oliveira. O edifício actual foi mandado construir pelo emir Aghlabide Abou Il Abbés Mohamed, à cerca de 100 anos. É a mais antiga da cidade, sendo conhecida por hospedar a primeira das universidades do Islão e onde se formaram algumas das personalidades mais importantes da Tunísia.
É a Mesquita de Al-Zaytuna e o espaço envolvente que divide a cidade de Tunis em dois subúrbios distintos, a norte a Bab Souika e a sul Bab El Jazira.

O Minarete de Al-Zitouna

Depois de uma manhã bem passada seguimos em direcção a Cartago, para visitar o Sítio Arqueológico de Cartago (posteriormente farei um artigo dedicado a Cartago).
Cartago foi uma potência na Antiguidade, tendo disputado com Roma o controle do Mar Mediterrâneo, originando as três Guerras Púnicas, que levaram à destruição do local. Esta foi em tempos uma bela cidade, sendo actualmente um bairro de Túnis, onde existe uma estação arqueológica e turística bastante importante.
Classificada como Património Mundial da UNESCO, em 1979, as ruínas de Cartago, são uma das atracções mais populares do país.

Ruínas de Cartago

Depois de visitar as ruínas de Cartago seguimos em direcção a Sidi Bou Said,uma vila pitoresca, localizada a nordeste de Tunis. Famosa pelas suas casas brancas e azuis, que surgem da magnífica combinação entre a arquitectura árabe e andaluza, Sidi Bou Said é igualmente famosa por ser o lar de muitos artistas tunisinos, alguns dos quais membros da "Escola de Tunis".

Sidi Bou Said

Uma casa típica de Sidi Bou Said

E terminava assim um dia magnífico sob o fantástico sol africano. Um dia em que entrámos em contacto com uma realidade bem diferente da nossa e que nos levou a agradecer a vida que temos, mas também a admirar este fantástico povo e a sua magnífica cultura. Sem dúvida um lugar inesquecível.

E vocês já visitaram Tunis? O que acharam? Ou ainda querem visitar?


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sábado, 19 de agosto de 2017

Descobrir Barcelona de Gaudí

Descobrir Barcelona de Gaudí

Este artigo não era suposto sair hoje, mas dado os últimos acontecimentos em Barcelona, decidi publicá-lo como forma de homenagem a esta bonita cidade e a toda a sua população. Juntos conseguiremos combater o terrorismo e mostrar que não nos rendemos ao medo. Força Barcelona....

Barcelona possui um elo enorme com Antoni Gaudí, como poucas cidades do mundo possuem com algum arquitecto. As magníficas obras de Gaudí são únicas e resultam da combinação das formas e cores da natureza, com técnicas de construção inovadoras e modernas.
Antoni Gaudí é um dos arquitectos mais famosos do mundo e foi em Barcelona que toda a sua genialidade ganhou forma. Religioso fervoroso e apaixonado pela natureza, conseguiu aliar as sua suas paixões numa simbiose perfeita e criar autênticas obras de arte que ainda hoje são cartões postais de Barcelona. Mas o seu estilo peculiar não agradou a muitos, na época, e como tal este não viu o seu trabalho ser devidamente reconhecido.

Barcelona vista do Parque Guell

Depois de se conhecer o trabalho e estilo de Gaudí é fácil passar por um monumento e ver que este tem a assinatura do arquitecto. O seu estilo único é inconfundível e por isso vamos falar um pouco sobre o seu magnífico trabalho.

Após se graduar como arquitecto, em 1878, Gaudí desenhou os candeeiros de iluminação na Plaça Reial, encomendados pela Câmara de Barcelona. Estes belos candeeiros de seis braços, inaugurados em 1879, durante os festejos de La Mercè, foram construídos em ferro fundido e com uma base em mármore.

Candeeiro da Plaça Reial

Segue-se a Casa Vicens, que foi a primeira casa desenhada por Gaudí. Construída entre 1883 e 1888, esta foi encomendada por Manuel Vicens i Montaner, dono de uma fábrica de tijolos e fabricante de azulejos, para servir como casa de verão.
A primeira grande obra do mestre surge como um palácio de "As Mil e Uma Noites" e junta elementos da tradição burguesa espanhola e a tradição árabe secular, sendo constituída por um conjunto de estilos diferentes.

Casa Vicens (Foto: casavicens.org)

Localizado na Carrer Nou de la Rambla, o Palácio Guell, foi outra das primeiras obras de Gaudí na cidade de Barcelona, tendo sido construído entre 1885 e 1890. Tal como o Parque Guell, foi encomendada por Eusebi Guell para servir de residência a si e à sua família. Este belo edifício de estilo modernista catalão foi declarado Património da Humanidade pela UNESCO em 1984 e em 2011 foi reaberto ao público depois de sete anos fechado para obras.

Palácio Guell (Foto: Barcelona Connect)

Já a Casa Calvet é uma das obras menos conhecida de Gaudí e considerada por muitos como a mais conservadora do arquitecto. Em estilo barroco, este edifício de 5 andares, construído entre 1898 e 1900, foi encomendado por um empresário da área têxtil, para servir tanto para o negócio, na cave e piso térreo, como para habitação nos pisos superiores. Acredita-se que o edifício seja mais conservador, uma vez que este teve que ser encaixado noutros já existentes, ao mesmo tempo que estava localizado num bairro bem elegante de Barcelona.
Em 1900 a Casa Calvet recebeu o prémio de melhor edifício concedido pelo Município de Barcelona.

Casa Calvet (Foto: Turisme de Barcelona)

A Casa Batló é uma das mais imponentes e importantes obras de Gaudí, coincidindo com o período mais criativo do génio. Também conhecida como a "casa de los huesos", devido à semelhança de alguns elementos da fachada com ossos, esta foi reformada por Gaudí, entre 1903 e 1906. Josep Batló, um rico empresário da área têxtil, comprou o edifício e encomendou a remodelação do mesmo ao arquitecto, tendo ficado extremamente contente com o resultado obtido. Como tal, resolveu indicar o seu nome ao seu amigo Pere Milà, para a construção de La Pedrera.
Contando com o apoio dos seus ajudantes habituais, construiu uma autêntica obra prima, onde se vê refletido o seu estilo muito pessoal, com inspiração nas formas orgânicas da natureza. Gaudì criou uma bela fachada, com muros ondulados e sobre os quais colocou  vários fragmentos de cerâmica e vidros quebrados, conferindo um aspecto colorido e com relevos à fachada, já no alto do prédio é possível ver uma torre coroada com uma cruz de 4 braços, que pretende simbolizar a espada de São Jorge a atravessar o corpo de um dragão, numa clara referência ao padroeiro da Catalunha. 
Em 2005 foi declarada Património da Humanidade pela UNESCO.


Casa Batló


A Casa Milà, também conhecida como La Pedrera, é uma das mais importantes obras do génio Antoni Gaudí. Este enorme edifício de habitação que ocupa um quarteirão inteiro, é conhecido pelo seu magnífico exterior de pedra calcária de acabamento rude, moldada e arredondada, assemelhando-se a várias grutas. Este prédio foi encomendado por Pere Milà, em 1906, que pretendia uma casa que deixasse Barcelona rendido e que ofuscasse as casas da Mansana de la Discòrdia. Para tal, foi dado a Gaudì um orçamento ilimitado, que o levou a produzir esta enorme escultura abstracta, onde triunfam as linhas curvas a as formas orgânicas.
Contudo, o projecto não teve o efeito desejado, chegando a ser mesmo alvo de chacota. Era um projecto muito à frente para o seu tempo e só com o passar das décadas é que se passou a ver a magnitude da arquitectura de Gaudì. Prova disso é o facto de a mesma ter sido declarada Património da Humanidade pela UNESCO, dada a sua importância para a história da arte e da arquitectura.

La Pedrera

O Parc Guell é uma das obras mais conhecidas do arquitecto modernista. O curioso é que este belo parque resulta de um enorme fracasso urbanístico. O rico banqueiro Eusebi Guell, fantasiava com um belo condomínio fechado, um oásis no bairro de Gràcia, com uma vista privilegiada sobre a cidade. O projecto previa a construção de dezenas de residências unifamiliares, rodeadas por belos jardins, ou seja, pretendia -se criar uma cidade-jardim.
Contudo, o empreendimento nunca foi acabado e apenas se concluíram as fundações, com caminhos que imitavam rios de lava e cavernas de troncos de árvores,  duas casas , uma das quais ocupadas por Gaudí e que hoje é a Casa Museu Gaudí e as áreas comuns, como a bonita escadaria e a sua emblemática salamandra, a sala hipostila, que seria o mercado do condomínio e que sustenta a praça central, emoldurada pelo banco serpenteado com a técnica do trecandís e ainda dois pavilhões na entrada, que são inspirados no conto "Hansel e Gretel" e foram construídos para servir de portaria e administração. Já no ponto mais alto do parque, onde estava projectada uma capela, encontra-se o Turó de les Tres Creus (Calvário das três Cruzes).
Apesar do fracasso, o que ficou foi um parque deslumbrante e único, aberto ao público desde 1922 e que em 1984, foi declarado Património Mundial da Humanidade pela UNESCO.

Parque Guell

Mas a verdadeira obra-prima do arquitecto, localiza-se na Carrer de Mallorca, e é a Sagrada Família. Este assumiu o projecto quando tinha apenas 31 anos e esteve à sua frente durante 43 anos. Neste tempo ele dedicou-se de corpo e alma a um trabalho que pretendia que fosse um monumento a Deus e um ponto de referência em Barcelona. À medida que os anos passavam também as ideias de Gaudí se iam modificando, muito em parte devido às constantes interrupções por falta de verbas e que levavam a que o arquitecto fosse procurando novas soluções estruturais, muitas delas a partir da experimentação em outros projectos. Quando morreu, em 1926, apenas estavam concluídas a cripta, parte da abside, a Fachada da Natividade e uma torre. Depois da sua morte foi necessário pedir aos arquitectos que se seguiram que imaginassem como este haveria de querer a obra. 
Não perca o nosso artigo dedicado a Descobrir a Sagrada Família.

Sagrada Família

Apesar de não ter visto o seu trabalho ser reconhecido em vida, Antoní Gaudí tornou-se num dos arquitectos mais famosos do mundo e com um legado dos mais espectaculares do universo, algo que se pode ver refletido pelas número de obras que foram declaradas Património Mundial pela UNESCO, ou seja, entre 1984 e 2005 sete obras de Gaudí foram agraciadas com esse título.

E vocês já visitaram Barcelona e as obras de Gaudí? O que acharam?
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Leia os nossos artigos sobre Barcelona:
Não perca as nossas impressões do nosso hotel.
Roteiro do nosso 1ºdia.
Roteiro do nosso 2º dia
Roteiro do nosso 3º dia
Descobrir a Sagrada Família
Descobrir a Catedral de Barcelona




segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Gastronomia do Mundo - Génova

Gastronomia do Mundo - Génova

Hoje o artigo é dedicado à série "Gastronomia do Mundo", onde falo dos pratos típicos dos locais que vou visitando. 

Quando se pensa na gastronomia de Itália o prato que no vem lago à cabeça é a pizza, contudo existem inúmeros pratos que fazem da culinária italiana, uma das mais deliciosas do mundo. Sendo também muito conhecida pelos seus molhos e massas frescas. Como tal, hoje dedicarei este artigo a um famoso molho italiano.

A cozinha genovesa é bem simples e rica em vegetais e ervas, utiliza muito o azeite e é conhecida por ser uma gastronomia genuína, saborosa e com pratos extremamente atraentes. Uma das suas especialidades mais famosas é  Il pesto alla genovese, um fantástico molho pesto, que tem na sua constituição manjericão, alho, queijo pecorino e azeite, onde o seu segredo não está propriamente nos ingredientes mas sim nas quantidades usadas.
De notar, que pesto surge de uma alteração feita a um molho utilizado pelos antigos romanos em que utilizavam alho, queijo e ervas. 

Foto - Giallozafferano
Para começar limpe as folhas de manjericão e retire os talos. De seguida coloque num pilão o majericão, os alhos, o azeite, os pinoli e as nozes, o queijo parmesão e o pecorino, sal e pimenta e esmague tudo ( se não tiver um pilão coloque num processador). Quando obtiver uma mistura homogénea, o seu molho está feito. 
Não há nada mais fácil.
Depois basta utilizar este belo molho na sua refeição. 
Para ver a receita completa visite 2 Nuts 4 Spices.

Uma curiosidade é que a gastronomia genovesa é conhecida como "cozinha do retorno", porque muitas das receitas típicas de Génova foram criadas pelas mulheres que esperavam que os seus maridos regressassem do mar.

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Não deixe de ler o nosso outro artigo sobre Génova.






terça-feira, 1 de agosto de 2017

Um dia em...Monte Gordo

Um dia em...Monte Gordo

Monte Gordo é uma antiga vila de pescadores, localizada no concelho de Vila Real de Santo António. Esta é composta por uma extensa e magnífica praia, um clima fantástico, a água calma e a uma temperatura maravilhosa e onde nasceu o primeiro hotel algarvio, nos anos 60, o Hotel Vasco da Gama.
Este é um dos principais destinos turísticos do Algarve, que para além da praia nos oferece também várias actividades de lazer, como o casino, vários bares e restaurantes e festas de rua e ainda possui a proximidade a Espanha.

O roteiro:
Inicie o dia com uma visita à bela Praia de Monte Gordo, conhecida pelo seu extenso areal e pelas suas seguras e quentes águas, dado os ventos do Levante. Esta é uma praia de famílias e por certo verá sempre um monte de crianças a correr e a passear por ali.

Praia de Monte Gordo

A praia ganhou este ano um bonito passadiço, em toda a sua extensão, que visa facilitar o acesso à praia a todos. Este será iluminado em toda a sua extensão e terá zonas de descanso, dando ainda mais destaque a esta bonita praia.

Passadiço iluminado

Ao passear à beira-mar não deixe de ir ver os bonitos e coloridos barcos e os seus pescadores, praticantes de pesca artesanal, que chegam durante a manhã e onde poderá ver as redes a serem retiradas dos barcos, assim como os peixes que pescaram. Pode sempre tentar meter conversa com eles e saber um pouco mais desta actividade tão tradicional e que aos poucos está a acabar.


Pesca Artesanal
Depois de dar uns belos mergulhos e ver o trabalho dos pescadores, aproveite para conhecer um pouco mais desta pacata vila, visitando a Igreja de Nossa Senhora das Dores, uma igreja bem antiga e simples mas muito bonita, centro da fé da população local. Acredita-se que o primeiro templo aqui construído (cujos vestígios estão sob a igreja actual) terá sido construído dada a fé dos pescadores semi-nómadas, que passavam por esta região. Contudo, dada a falta de povoamento permanente desta localidade e de falta de controlo do movimento das areias o mesmo acabou soterrado.
Quem visitar Monte Gordo no segundo domingo de Setembro poderá assistir à belíssima procissão da Nossa Senhora das Dores, que é acompanhada por barcos de pesca espectacularmente adornados.

Igreja Nossa Senhora das Dores

Se é fã de casinos, não deixe de visitar o Casino Monte Gordo, localizado na avenida principal e bem junto à praia. Este é um dos mais animados spots da vila. Além da enorme diversidade de jogos, é possível ainda encontrar uma variedade de propostas gastronómicas que se conjugam com o programa de entretenimento.

Casino de Monte Gordo

Para terminar o dia não deixe de passear pela Avenida Infante D. Henrique, que mais não é do que a Marginal Pedonal de Monte Gordo. Esta é uma bela avenida de calçada, pedonal, onde durante a noite se pode assistir a vários espectáculos de artistas de rua, comprar peças de artesanato nas várias barraquinhas espalhadas pela avenida ou ainda comer uma fartura enquanto assiste a isto tudo.
Se tiver crianças consigo, não deixe de visitar o Parque Infantil, localizado na marginal, ideal para crianças entre os 3 e os 14 anos. Possuí vários balouços e ainda bancos em madeira para os pais poderem estar sentados, enquanto observam os filhos.

Parque Infantil

Caso queira ficar alojado por aqui pode encontrar grandes hotéis e complexos turísticos, na via principal da vila ou ainda optar pelo belo parque de campismo, localizado no extremo leste de Monte Gordo. 

Ao visitar Monte Gordo terá certamente um dia bem preenchido e não ficará descontente, pois possui a beleza das praias algarvias ou mesmo tempo que não possui a confusão da maior parte das estâncias balneares de todo o Algarve. 






domingo, 23 de julho de 2017

Roteiro Gastronómico pelo Porto

Roteiro Gastronómico pelo Porto

Depois de já vos ter deixado um Roteiro pelo Porto em 3 dias, hoje decidi falar-vos de um roteiro diferente na cidade Invicta. Ou seja, vou falar-vos de um roteiro gastronómico que fiz por esta bela cidade.

O nosso roteiro iniciou-se numa sexta-feira à noite, tendo optado por jantar no The Wine Box - Vinhos e Tapas, um local que várias pessoas já nos tinham indicado, em outras visitas que fizemos à cidade.
Ideal para os amantes do vinho e localizado na Rua dos Mercadores, o The Wine Box é um restaurante singular, ideal para um almoço de negócios ou um jantar de amigos. 
O seu interior é caracterizado pelas madeiras das caixas vínicas, que forram algumas das paredes, pelo preto das ardósias e ainda pelas inúmeras garrafas de vinho, que decoram o local e o tornam num ambiente acolhedor, descontraído e único.
Tal como o nome indica, este é um espaço especializado em vinhos, mas no qual também é possível saborear deliciosas tapas e petiscos, entre eles as "patatas bravas", os ovos "reveultos", ou as tábuas de queijo e enchidos. Geralmente, são os funcionários que aconselham os vinhos de acordo com o que se pede para comer.
Sem dúvida um local a repetir.

The Wine Box

No dia seguinte decidimos ir tomar o pequeno-almoço ao The Traveller Caffé, uma coffee house and Juice Bar, mesmo ao lado do Coliseu. Este é um espaço bastante cosmopolita, que alia o rústico e o moderno, ideal para um belo pequeno-almoço ou lanche. Aqui temos a sensação de viajar pelos quatro cantos do mundo, que nos é transmitida quer pelos posters espalhados pelo espaço, pela montra coberta de frases que incentivam a viajar, quer pelas sugestões gastronómicas que nos são sugeridas.
É ainda possível encontrar Hot-dogs nova-iorquinos, bretzel de chocolate, muffins com iogurte grego, smothies artesanais ou biscoitos ingleses.
Talvez de todos os locais que visitei neste roteiro, aquele que menos me entusiasmou.
The Traveller Caffé

Seguimos depois em direção ao Mercado do Bolhão, um dos elementos mais importantes e emblemáticos da cidade do Porto. Contudo, este local está bem diferente do que foi em tempos, sendo actualmente um edifício a necessitar de grandes alterações.
No Mercado decidimos fazer uma paragem na Bolhão Wine House. Fundada em 2013, é uma garrafeira, situada no Mercado do Bolhão, no lugar de uma antiga loja de flores. Aqui é possível degustar um bom vinho e um belo petisco português, enquanto se aprecia a azáfama que se vive neste belo Mercado. A maior parte dos produtos que servem no local provém de outros vendedores do mercado e caso o cliente compre um produto numa outra banca do mercado e que eles não tenham na sua carta, é permitido que o cliente o consuma lá, mostrando assim, o verdadeiro sentido de comunidade.
Aqui é também possível encontrar vários artigos de produtores independentes. Um local que aconselho, a quem gostar de um bom vinho do Porto. Pareceu-me ser um local mais frequentado por turistas estrangeiros, pelo menos eramos nós os únicos portugueses. 

Bolhão Wine House
Depois de passearmos um bocado fomos até à Tasquinha do Caco, localizada no Jardim de São Lázaro. É uma hamburgueria bem acolhedora, onde se tem uma experiência gastronómica bastante agradável. Aqui são servidos hambúrgueres artesanais, com carne 100% de novilho, que pode ser servido em bolo do caco, pão escandinavo, de alfarroba ou sem glúten ou ainda em pão típico de hambúrguer. Já as batatas fritas de acompanhamento podem ser chips de batata doce, batata normal ou ainda batata noisette.
Mas nem só de hambúrgueres é feita a ementa, havendo ainda à disposição moelas, alheiras, pimentos padrón, queijo camembert no forno, entre outros.

Tasquinha do Caco

De barriga cheia decidimos ir beber café a um dos mais emblemáticos estabelecimentos da cidade do Porto, o Majestic Café.
"O Majestic Café não é apenas um café. A aura especial e indecifrável que o espaço transmite aos seus visitantes, desde cedo alimenta estórias muito particulares, onde o amor é uma constante."
Localizado na Rua de Santa Catarina, o Majestic Café é um café histórico, com elevada importância cultural para a sociedade portuguesa.
Inaugurado em Dezembro de 1921, este luxuoso café, da autoria do arquiteto João Queiroz, depressa se tornou palco de várias tertúlias políticas, sociais e filosóficas. Aqui era possível ver várias personalidades intelectuais da cidade, como José Régio, Teixeira de Pascoaes assim como vários alunos e professores da Escola de Belas Artes do Porto, como Júlio Resende.
Os anos passaram mas a verdade é que o Café Majestic, continua a ser um dos mais belos exemplares de Arte Nova da cidade do Porto, tendo sido considerado em 2011, o sexto café mais bonito do mundo.
Com clientes dos vários cantos do mundo, este é um dos locais de paragem obrigatória para quem visita a cidade do Porto, quer seja um simples turista ou uma personalidade famosa nacional ou internacional.

Majestic Café 

Percorremos depois as belíssimas ruas da cidade, desbravando cada recanto e maravilhando-nos com tudo o que o Porto tem para oferecer. Depressa chegou a hora do lanche e a Chocolataria das Flores foi a nossa opção. Este é um belo espaço, acolhedor, com uma decoração contemporânea e minimalista, onde predominam os tons branco e preto. 
Este é o espaço ideal para quem pretende uma bela sobremesa, algo visível nas suas vitrines, onde se alinham diversas iguarias de chocolate, que nos deixam com água na boca. Aqui são confecionados chocolates e biscoitos de forma artesanal, assim como bolos caseiros, brownies ou queques, com magníficos recheios de framboesa, caramelo, noz, lima, ou até alfazema, podendo ser acompanhado por um chá, um café ou por uma bela limonada.
Sem dúvida um espaço a repetir, para experimentar mais uns quantos doces maravilhosos de chocolate.

Chocolataria das Flores

Passeamos mais um pouco e depressa chegou a hora de jantar. Decidimo-nos por um restaurante que já conhecíamos, bem no centro histórico da cidade, o Forno Velho, localizado na Hotel Carrís da Ribeira. É um local sóbrio, que preserva as marcas medievais do espaço, algo que se mantém no hotel inteiro. Aqui encontramos uma cozinha que tem por base a tradição portuguesa, mas apresentada com um toque de modernidade e umas nuances da gastronomia galega.
Mais uma vez não ficámos desiludidos.


Forno Velho

E termina com chave de ouro o nosso roteiro pelo Porto, um farol gastronómico na Europa. Esta cidade que mantém, na sua gastronomia, os sabores e as tradições culinárias de séculos, mas sempre numa constante descoberta de novos paladares. 


domingo, 16 de julho de 2017

Gastronomia do Mundo - Corfú

Gastronomia do Mundo - Corfú

Hoje o artigo é dedicado à série "Gastronomia do Mundo", onde falo dos pratos típicos dos locais que vou visitando. Desta vez o artigo é sobre uma cozinha que adoro, a grega e mais especificamente sobre um prato chamado Pastitsada.

A gastronomia grega possui características mediterrânicas, mas sofreu inúmeras influências da culinária de Itália, Balcãs, Turquia e Médio Oriente. Sendo o prato de que hoje falo um desses casos, em que se nota uma grande influência de outro tipo de cozinha.

Corfú foi, na época do Renascimento, um ponto de extrema importância nas transacções comerciais da Europa, estando durante muito tempo sob domínio veneziano, o que influenciou a vida da população da ilha. Influência essa que também se observa na gastronomia local, que mantém fortes ligações à cozinha veneziana em combinação com o sabor mediterrânico.

O prato mais popular da ilha é a Pastitsada, um guisado de carne, altamente aromático, com um molho de tomate espesso. É um prato despretensioso e que conforta os sentidos. Geralmente, é servido com massa grossa e uma generosa dose de queijo.

Foto - My Little Expat Kitchen

Tempere os pedaços de galo com sal e pimenta, aqueça o azeite e a manteiga em lume médio e coloque o galo até ficar cozinhado. Retire o galo e reserve.
No mesmo recipiente adicione as cebolas, cenouras, alho, louro e as especiarias e deixe cozinhar. Adicione a pasta de tomate e mexa. 
Adicione o vinho e deixe evaporar um pouco. Junte os pedaços do galo. Ajuste os temperos, tape e deixe cozinhar mais um pouco.
Destape e deixe reduzir mais um pouco, até engrossar o molho. Retire o louro e deixe repousar já fora do lume, enquanto coze a massa.
Retire a carne e misture o molho na massa. Coloque a carne por cima, rale um pouco de queijo Kefalotyri e coloque no topo.
E voilá está pronto a ser degustado.
Para ver as quantidades correctas aceda ao blog Kalofagas.

Tenho a certeza que ficará rendido a este prato tão simples de fazer mas tão gostoso de se comer.

Este blog tem parceria com o Booking. Se pretende fazer a sua reserva para ficar alojado em Corfú, contrate o serviço aqui e estará a ajudar o nosso blog, já que o nosso trabalho é voluntário.

Leia o nosso artigo sobre Uma manhã em Corfú.





sexta-feira, 7 de julho de 2017

Descobrir a Blandy's Madeira - Wine Lodge

Descobrir a Blandy´s Madeira - Wine Lodge

A Blandy's Madeira - Wine Lodge, localizado no Funchal, é uma parte integrante da produção de Vinho Madeira. Adquirida em 1840, por Charles Ridpath Blandy, é actualmente o coração do negócio de vinho da família, estando armazenados no local mais de 650 barris de cubas, onde o vinho se encontra a envelhecer.

A entrada da Blandy's Madeira

Quem gostar de saber um pouco mais da história da Blandy e do Vinho Madeira, pode fazer uma visita guiada, conhecendo as diversas salas que fazem parte do local.

Alguns utensílios expostos no local

Nesta visita, exploramos mais de 200 anos de história, passando por salas onde se pode ver o vinho em estágio, por pequenas exposições, vendo vídeos e ainda visitando um pequeno museu, com vários objectos que em tempos terão sido utilizados na produção de Vinho Madeira. 

Salas com barris de diferentes estágios

O Museu

A visita termina com uma pequena prova de vinhos madeira, com diferentes estágios, numa sala onde é possível ver murais do renomado artista alemão Max Romer.

O Bar

Este é sem dúvida um dos programas que aconselho, a quem visita a Ilha da Madeira, porque mesmo não sendo grande apreciador de Vinho Madeira, tenho a certeza que gostará de saber um pouco mais da história deste vinho e desta família tão popular na Madeira.



domingo, 25 de junho de 2017

Descobrir o Portugal dos Pequenitos

Descobrir o Portugal dos Pequenitos

Localizado em Coimbra, o Portugal dos Pequenitos é um parque temático lúdico-pedagógico, que foi criado com o objectivo de divulgar a cultura, a arquitectura e o património português em Portugal e no mundo.

Entrada do Portugal dos Pequenitos

Inaugurado a 8 de Junho de 1940, este é um parque essencialmente direccionado para as crianças, sendo uma referência para muitas gerações. Foi criado pelo médico Fernando Bissaya Barreto e projectado pelo arquitecto Cassiano Branco e desde 1959 integra o património da Fundação Bissaya Barreto.

Mapa Mundo com Vasco da Gama

O Portugal dos Pequenitos caracteriza-se por apresentar construções em escala reduzida de vários monumentos e outros elementos do património edificado português. Actualmente o parque é composto por 5 áreas distintas, para além dos 3 museus, da Casa da Criança, do Parque Infantil e do Relógio do Sol.

Entrada do Parque onde está o "Expresso dos Pequenitos"

Quando entramos no parque a primeira área que nos surge é a dos Países de Língua Oficial Portuguesa, onde é possível encontrar uma representação etnográfica e monumental dos países africanos de Língua Oficial Portuguesa, nomeadamente do Brasil, Macau, Índia e Timor. Sendo possível encontrar nesta zona uma vegetação própria destas regiões.

Zona dedicada à Índia
Zona dedicada a Macau

Segue-se a área de Portugal Insular, onde é possível ver a réplica dos principais monumentos das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, ladeadas por grandes lagos, assemelhando-se às ilhas no Oceano Atlântico.

Área do Portugal Insular - Açores

Portugal Monumental é a área seguinte e que se apresenta como um espaço ilustrativos dos principais monumentos de Portugal, com maior destaque para os monumentos de Lisboa, mas também é possível ver alguns de Trás-dos-Montes, Douro, Minho e Beiras.

Área de Portugal Monumental

É também nesta área que se encontram os 3 museus, onde estão expostos os acervos museológicos da Fundação. Temos o Museu do Traje, aberto desde 1997, e onde estão expostos cerca de 300 peças em miniatura que representam a evolução na forma de vestir do povo português ao longo dos tempo, temos o Museu da Marinha, inaugurado em 1998, e onde estão expostas cópias miniaturas de barcos de pesca, carga e guerra, construídos nos Estaleiros Navais da Figueira da Foz e temos ainda o Museu do Mobiliário.

Logo a seguir temos a área Coimbra, onde se encontram as réplicas dos principais monumentos da cidade, muito particularmente da nossa belíssima Universidade.

Porta da Capela de São Miguel na área Coimbra

Por fim surge a área das Casas Regionais, onde é possível ver representações fidedignas das casas tradicionais de Portugal, sendo o espaço que mais sucesso faz entre a criançada.

Área das Casas Regionais

Solar do Minho

Quem visita o parque tem ainda a possibilidade de percorrer o mesmo num comboio eléctrico, o "Expresso dos Pequenitos".

Para quem contar visitar o Portugal dos Pequenitos o valor do bilhete ronda os 9,95€ para os adultos e entre os 3 e os 13 o preço é de 5,95€, sendo grátis para os menores de 3 anos.

Este é sem dúvida um dos símbolos da bonita cidade de Coimbra e que faz sonhar os mais pequenos, sendo um dos programas obrigatórios para quem visita a cidade acompanhado de crianças.