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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Londres em 5 filmes

Londres em 5 filmes

Londres foi uma das últimas grandes cidades que visitei e apesar de não ir com grandes expectativas, certo é que fiquei completamente apaixonada e cheia de vontade de regressar assim que puder. Como tal, resolvi fazer um artigo onde falo sobre alguns filmes que nos mostram Londres e os seus encantos, de diferentes perspectivas. Nesta lista vão encontrar filmes bem antigos, assim como alguns bem actuais.

O primeiro filme da minha lista é o filme mais especial para mim, de todos os tempos, e que me transporta para a minha infância, quando ainda víamos os filmes em fitas VHS. Recebi este filme era muito pequenina, na casa do ano e pouco e este acompanhou-me até bem tarde. Estou a falar do filme Mari Poppins, de 1964 e que ainda hoje está entre os 25 maiores musicais de todos os tempos.

Foto - O Público
Este é um filme passado em 1910, onde um banqueiro procura uma babysitter para os seus filhos. Eis que surge a magnífica Mari Poppins, interpretada pela não menos magnífica Julie Andrews. Esta possui poderes mágicos e juntamente com o faz-tudo Bert levam a família do banqueiro numa viagem pelo mundo da música, magia e diversão, mostrando uma cidade muito mais colorida e fantasiosa, do que ela na verdade é, mas não pudemos esquecer que estamos perante um filme da Disney. 
Há uns dias li que a Disney pretendia fazer uma nova versão deste filme e estou ansiosa para que aconteça.

Segue-se o filme Notting Hill, de 1999, que é uma das melhores comédias românticas de todos os tempos. Passado no bairro de Notting Hill, este belo filme retrata a história do dono de uma livraria especializada em guias de viagem que recebe a visita de uma actriz americana famosa. 

Foto - Adoro Cinema
Certo é que o romance acontece entre os dois e vários cenários maravilhosos vão aparecendo no desenrolar da história, nomeadamente a Portobello Road, a Kenwood House ou até o Hotel Savoy.

Outro filme também estrelado pelo Hugh Grant, que se passa em Londres, é o Diário de Bridget Jones. Este filme de 2001 retrata a história de Bridget Jones, uma mulher de 32 anos, que decide começar a escrever um diário.

Foto - Viajes de Cine
Nesse diário ela vai escrevendo tudo o que lhe vem à ideia, originando um diário provocativo e bem erótico. Ao visualizar o filme é possível ver várias zonas famosas de Londres, nomeadamente o Borough Market e o pub The Globe, sendo por cima deste pub que se situa o apartamento de Bridget. Para mim, o Borough Market é um dos locais mais encantadores da cidade.

Outro filme bem famoso que se desenrola em Londres, é uma das sequelas de 007, neste caso SkyFall. Apesar de em todos os filmes de James Bond se poder ver Londres, a verdade é que SkyFall é aquele que melhor nos mostra Londres e os seus marcos mais importantes.

Foto - Blog Volto Já
A história desta filme centra-se na investigação de Bond ao ataque realizado contra o MI6 e locais como a National Gallery, Trinity Square, Whitehall ou a estação Charing Cross surgem no filme ainda com mais destaque. Depois de ver a película ainda temos mais vontade de regressar a esta cidade maravilhosa.

O último filme que seleccionei para este artigo não é um mas sim uma série deles, ou melhor, todos os filmes de Harry Potter. Nos vários filmes da saga são mostrados alguns dos lugares mais icónicos desta magnífica cidade, nomeadamente, o London Zoo, a Millennium Bridge, ou ainda a estação de King's Cross.

Foto - Harry Potter Wiki
A saga de Harry Potter leva-nos por um passeio por Londres, dando-nos a conhecer as catedrais, os castelos, o magnífico Leadenhall Market, entre muitas outras atracções da cidade, de uma forma mágica que enaltece ainda mais a beleza de cada um dos locais.

E estas foram as minhas escolhas de filmes que, da minha perspectiva, nos mostram a beleza e encanto da magnífica cidade de Londres. E vocês que filmes recomendam para podermos ver a cidade de Londres em todo o seu esplendor?

Espero que tenham gostado :)



quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Descobrir a Catedral de São Paulo

Descobrir a Catedral de São Paulo

A Catedral de São Paulo é uma catedral anglicana, sede do Bispo de Londres e um dos cartões postais da cidade, que foi erguida em honra do Apóstolo Paulo.
Localizada no ponto mais alto da Cidade de Londres, esta bonita catedral protestante ficou concluída em 1711, depois de séculos de construções e reconstruções. Em 1670, após o Grande Incêndio de 1666, o famoso arquitecto Sir Christopher Wren e a sua equipa, decidiram começar a obra do zero, construindo o bonito edifício que é possível ver hoje.

Fachada da Catedral

Ao longo dos séculos foi palco de alguns dos mais importantes eventos da capital britânica, nomeadamente o funeral do Lorde Nelson, do Duque de Wellington, de Sir Winston Churchill e de Margaret Thatcher, a celebração do Jubileu da Rainha Vitória e da Rainha Elisabete II e ainda o casamento de Charles e Diana.

Topo da fachada da Catedral

O seu exterior é de uma beleza incrível, sendo a sua fachada dominada por duas enormes torres, com os seus coruchéus a representarem a paz e a prosperidade, muito semelhante à Igreja romana de Santa Agnese. Mas a sua característica mais notável é a magnífica cúpula, com cerca de 111 metros e que pode ser vista da maior parte da cidade. Wren inspirou-se na majestosa cúpula da Basílica de São Pedro, em Roma.

Cúpula da Catedr

Já o seu interior partilha a beleza do seu exterior, sendo absolutamente deslumbrante. Aqui é possível ver um trabalho magnífico de Wren, que utilizou influências francesas e italianas e criou um local único e com uma simplicidade clássica, digna de ser visitada.

Visão criada por Wren que dá a ideia de oito arcos iguais no corredor

Um dos elementos que mais chama a atenção é o seu magnífico Altar-Mor, de mármore italiano, e o dossel, feito tendo como base vários esboços de Wren.

Coro com Altar Mor ao fundo

Vários são os pontos que merecem ser visitados, mas o principal é sem dúvida a cúpula, uma das maiores do mundo. Ao subir à cúpula não se pode deixar de experimentar a acústica da Galeria dos Sussuros, onde mesmo utilizando uma voz bem baixa, esta poderá ser ouvida do outro lado da galeria. Já bem no topo da cúpula, na Galeria de Ouro, é possível ter uma vista panorâmica da cidade de Londres.

Interior da cúpula com uma magnífica pintura de Thornhill's

Antes de sair da Catedral tem que se descer ao piso subterrâneo, onde se pode visitar a bonita e simples cripta, local onde repousam várias personalidades, nomeadamente o Lorde Nelson, o Duque de Wellington e Sir Christopher Wren.

Retábulo A Luz do Mundo

É uma sorte podermos apreciar a beleza intacta deste belo monumento, uma vez que a mesma já passou por dois incidentes, que poderiam ter consequências bem graves. O primeiro ocorreu em Setembro de 1940, quando uma bomba relógio foi descoberta e removida da catedral. Esta tinha poder suficiente para destruir em completo a Catedral. O segundo ocorreu três meses mais tarde, quando foi encontrada mais uma bomba, desta vez alojada na concha de chumbo do domo.

Não deixe de visitar esta bonita Catedral, que abriga cerca de 200 memoriais, o que a torna um local importante na história de Londres e das pessoas da cidade.

Se pretender adquirir bilhetes para as atracções de Londres basta aceder aqui ao site GetYourGuide e encontrará uma plataforma que reúne as melhores actividades da zona.

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sexta-feira, 16 de junho de 2017

Descobrir a Abadia de Westminster

Descobrir a Abadia de Westminster


A Igreja do Colegiado de São Pedro de Westminster, ou simplesmente Abadia de Westminster é uma bonita igreja de estilo neogótico da cidade de Londres. É a mais importante igreja anglicana da cidade e uma das mais importantes de Inglaterra, sendo conhecida por ser o local de coroação dos Monarcas do Reino Unido e por albergar as tumbas dos monarcas e figuras históricas britânicas. Foi também palco do funeral da Princesa Diana e do casamento entre o Príncipe William e a Duquesa de Cambridge.


Fachada Norte da Abadia de Westminster

Construída no séc. XI, no estilo românico, a mando do Rei Eduardo, a Abadia foi construída no local onde, em 616 d.C. um pescador do Rio Tamisa teve uma visão de São Pedro. Mais tarde, em 970 d.C. uma comunidade de Monges Beneditinos resolveu instalar-se na região, levando a que em 1065 a Abadia fosse consagrada para abrigar os monges. 


Pórtico da Fachada Norte

Entre 1245 e 1517 o edifício sofreu grandes alterações, nomeadamente no estilo arquitectónico. Mas foi durante o séc. XVIII que esta sofreu a sua maior alteração, ao serem construídas as duas torres da entrada principal. 




Por volta de 1534, o Estado resolveu separar a Igreja de Inglaterra da Igreja Católica, confiscando a Abadia dos Monges e tornando-a uma igreja anglicana, o que a salvou de ser destruída algumas vezes, nomeadamente durante os ataques feitos pelos iconoclastas em 1640. Mais tarde foi devolvida aos Beneditinos, pela mão da católica Rainha Maria I, mas no séc. XVIII, foi de novo retirada, desta vez pela mão de Isabel I, que a transformou no Colegiado de São Pedro.

Uma das Torres da Abadia


Em 1546 e durante 10 anos obteve o estatuto de Catedral, que perdeu em 1560, mas ao invés recebeu o estatuto de Royal Peculiar, ou seja, é um local de culto, que está sob a jurisdição da monarquia, não estando sujeita ao bispado do local. 


Uma das Torres da Abadia

Desde a coroação de Haroldo II de Inglaterra, em 1066, que todos os monarcas do Reino Unido têm sido aqui coroados, excepto Eduardo V e Eduardo VIII, que não tiveram cerimónia de coroação. Tradicionalmente, o monarca que vai ser coroado senta-se no Trono de Eduardo, o Confessor e a cerimónia é presidida pelo Arcebispo da Cantuária.

Entrada para a Sala do Capítulo

A Abadia é também conhecida por ser uma Necrópole Real que foi convertida em Mausoléu Nacional, albergando cerca de 3000 túmulos, 17 dos quais monarcas. O último monarca aqui sepultado foi o Rei Jorge II da Grã-Bretanha, em 1760. Várias são as figuras britânicas aqui sepultadas, nomeadamente Charles Dickens, Charles Darwin, Isaac Newton, Henry Parcel, entre outros. 

Jardins dos Claustros


Os locais de interesse presentes nesta bonita Abadia são imensos, destacando-se a Lady Chapel, que conserva um magnífico tecto e o conjunto de cadeiras do coro de 1512, o Poet's Corner, conhecido como o canto dos poetas e onde estão as tumbas e mausoléus destes e o Trono de Santo Eduardo, um belo trono de coroação medieval do séc. XI.

Pormenores dos Claustros

Temos também os Cloisters, construídos entre o séc. XIII e o séc. XIV e que servem para unir a igreja da Abadia ao resto das dependências ou o Collage Garden que possui mais de  900 anos, sendo o parque mais antigo do país.

Collage Garden

Resta-nos Sala do Capítulo, uma bela sala octagonal, do séc. XIII, com um estilo gótico geométrico magnífico e composta por alguns restos de pinturas do séc. XIV, vários bancos de pedra, vários vitrais e ainda um pavimento dos meados do séc. XIII. Este local foi originalmente utilizada pelos monges beneditinos para as suas reuniões diárias e mais tarde, tornou-se o local de reunião do Grande Conselho do Rei.

Pormenores da Sala do Capítulo

O preço para a visita ao local é de 22 libras se comprado na hora, ou de 20 libras se comprado online, inicialmente fiquei na dúvida se compraria ou não uma vez que é um pouco puxado e não são permitidas fotos no interior (por isso tenho tão poucas fotos) mas como também tinha um voucher em que tinha dois bilhetes pelo preço de um, acabámos por entrar. E não ficámos nada arrependidos. o bilhete incluí audioguia, que é de extrema importância pois ajuda-nos a perceber os detalhes mais importantes da história do local.

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domingo, 14 de maio de 2017

Descobrir dois Mercados de Londres

Descobrir os Mercados de Londres

Durante a nossa estadia na bela cidade de Londres tivemos a possibilidade de visitar dois mercados de rua bem interessantes e únicos. 

Borough Market
O Borough Market é um belo mercado dedicado em exclusivo à comida e bebida, sendo um dos maiores e mais antigos mercados de Londres. Este é um local único, que funciona desde 1014, quando um grupo de comerciantes locais, se uniu e começou a comercializar os seus produtos, naquela que é actualmente a Borough High Street.



Apesar do seu crescimento ao longo dos séculos, o Parlamento Britânico, no séc. XIII, decidiu que o mercado deveria ser fechado, levando a que os comerciantes se unissem e comprassem o terreno, onde actualmente o mesmo se encontra.


Hoje em dia é possível encontrar mais de 100 stands de comida, de todas as zonas do mundo, que nos proporciona uma experiência gastronómica única. Mas aqui também é possível encontrar barraquinhas a vender legumes, frutas, queijos e outros produtos, para levar para cozinhar em casa. Em Borough Market somos inundados com inúmeros aromas e imagens, que nos aguçam os sentidos e nos despertam para o frenesim diário que aqui se vive.
Apesar de toda a atmosfera envolvente que aqui se vive, o que primeiro me chamou a atenção foi o facto deste belo mercado se encontrar por baixo de um viaduto de comboios, conferindo um ambiente verdadeiramente inesquecível.



Um detalhe peculiar é que apesar de ser um espaço para comer, não existem mesas no local, levando a que as pessoas comprem o que desejam e comam, enquanto andam a deambular pelo mercado, ou procurem um local fora dali para se sentar.


Este é um local que tem que visitar quando for a Londres, quer por ser um programa diferente, quer por ter a possibilidade de experimentar comidas incríveis e diferentes ou poder comprar ingredientes frescos para cozinhar em casa.




Convent Garden
A Praça de Covent Garden é a mais antiga praça coberta de Londres e uma das mais atraentes da Europa. Inaugurada em 1630, foi durante cerca de 300 anos, um mercado de frutas, legumes e flores. Mas em 1980, os belos pavilhões vitorianos, com os telhados de ferro e vidro, de estilo neoclássico, tornaram-se numa vibrante e moderna praça de mercado, com vários cafés, bares e lojas. Este belo local é constantemente animado com as inúmeras apresentações de artistas de rua, desde acrobatas, mágicos, músicos, actores de teatro e cantores de ópera.



O espaço é composto por três mercados distintos, formados pelas tradicionais barracas de artesanato. A mais famosa é a Apple Market, na zona norte, onde se vendem essencialmente antiguidades, peças de artesanato e jóias, entre outros. Segue-se o East Colonnade Market, onde é possível encontrar jóias, sabonetes, bolsas, obras de arte, entre outros. E por fim o pequeno Jubille Market, na zona sul, onde se pode encontrar roupa, cestos de flores, entre outros.



Um dos locais mais badalados deste mercado é o restaurante Jamie's Italian, do famoso chef Jamie Oliver. Mas existem muitos mais espaços a explorar nesta encantadora praça, projectada por Inigo Jones, por isso não deixe de vir e visitar.



Vários são os mercados de Londres que merecem ser visitados, pois são aquelas atracções gratuitas, que conseguem superar de longe algumas das mais caras atracções da cidade, quer pela sua diversidade cultural, quer pela oferta de produtos de óptima qualidade, quer simplesmente pelo ambiente mágico e frenético que aí se vive.

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terça-feira, 2 de maio de 2017

Descobrir a Catedral de Southwark

Descobrir a Catedral de Southwark

A Catedral e Igreja Colegial de São Salvador e Santa Maria Overie é um bonito templo localizado na margem sul do rio Tamisa, bem perto da London Bridge. A primeira referência escrita à igreja surge em 1086, mas acredita-se que a mesma possa ter surgido séculos antes.

Catedral de Southwark

Em 1106 a igreja foi "refundada" por dois cavaleiros normandos e o Bispo de Winchester como um convento, cujos membros viviam pela regra de Santo Agostinho de Hippo. A igreja foi dedicada a Santa Maria e tornou-se mais tarde conhecida como Santa Maria Overie, "sobre o rio". Os Cânones Agostinianos criaram um hospital ao lado da igreja, que foi o antecessor directo do actual Hospital St Thomas's em frente às Casas do Parlamento.

Torre da Catedral
Na dissolução dos mosteiros em 1539, os últimos seis cânones reformaram-se, mas continuaram a viver em edifícios a norte da igreja. A própria igreja foi alugada à congregação por Henrique VIII. 
Em 1611, cansados de alugar a sua igreja para o culto, um grupo de mercadores da congregação, conhecidos como os "Negociadores", compraram a igreja ao Rei James I. Mas só em 1905, com a criação da diocese de Southwark, esta se tornou na Catedral de Southwark, igreja matriz da Diocese Anglicana de Southwark.

Porta da Entrada Sul da Catedral

O interior da Catedral de Southwark é bastante bonito e adornado com imensos memoriais, esculturas e vitrais de uma beleza ímpar. Um dos espaços mais conhecidos é a Capela de Harvard e o tabernáculo de Pugin. A capela comemora o principal benfeitor da Universidade de Harvard, que foi batizado em São. Salvador, em 1607. O vitral foi dado pelo embaixador dos EUA Joseph Choate, em 1905. Descrevendo o batismo de Cristo, foi projetado pelo artista americano John La Farge, um colega de Louis Tiffany. A capela também abriga um tabernáculo projetado por Augustus Pugin em 1851.
A Nave foi re-construída em 1895, num projecto de Sir Arthur Blomfield. Um desses belos vitrais é a janela projectada por Henry Holiday, a West End, onde estão representadas as cenas da Criação.

A bela West End

A Nave

Uma das mais belas peças desta Catedral é a sua fonte. A vida cristã começa com o batismo e como tal, em qualquer templo cristão existe uma pia batismal, onde ocorrem os batismos. Este belo exemplar encontra-se entre as entradas norte e sul da Catedral.

A Fonte da Catedral
Iniciando a visita pelo corredor norte a primeira grande atracção que encontramos é o Mapa de Oração do Zimbábue. Existem cinco dioceses anglicanas mo Zimbábue e cada uma das três áreas episcopais da diocese de Southwark estão ligadas a três dessas dioceses anglicanas no Zimbábue. 

Mapa de Oração de Zimbábue
Segue-se o Túmulo de John Gower, um conhecido poeta, amigo intimo de Geoffrey Chaucer (pai da literatura inglesa) e poeta da corte de Richard II e Henry IV.
Este é um túmulo medieval, onde é possível ver uma efígie reclinada de Gower, com a cabeça apoiada na cópia de 3 das suas maiores obras, que são unidas por temas morais e políticos. A mais conhecida terá sido o Confessio Amantis, uma coleção de histórias de amor, incluindo uma sobre Péricles de Tiro, mas Speculum Meditantis, um tratado filosófico e Vox Clamantis, uma sátira política, não lhe terão ficado atrás.

Túmulo de John Groer

Seguindo a visita à Catedral chegamos ao Altar e bem por cima deste encontra-se uma tela magnífica, erguida pelo bispo Fox de Winchester, em 1520. A sua aparência actual, apresenta várias esculturas, sendo semelhante ao objecto inicial, mas a maioria do detalhe é de períodos posteriores. As figuras representam santos e pessoas ligadas à história da Catedral de Southwark. Em 1930 foi acrescentado um novo painel dourado, mostrando os padres gregos e latinos da Igreja, inspirado num painel da Basílica de São Marcos, em Veneza.

Tela por cima do Altar

Uma das peças com maior significado da Catedral é o Nonsuch Chest, uma bela caixa embutida, feita por imigrantes alemães em Southwark. Esta foi dada à igreja em 1588 por Aldreman Hugh Offley. Anteriormente, este belo baú serviu para armazenar os registos paroquiais.

Continuando a visita é possível encontrar a Efígie de madeira de um cavaleiro, uma das únicas 94 efígies de madeira semelhantes em toda a Grã-Bretanha, tendo sido datada de 1280.
A sua identidade é desconhecida, mas acredita-se que seja um membro da família de Warenne, que tinha fortes ligações com a igreja neste momento.

A Efígie de Madeira do Cavaleiro

Bem próximo deste local é possível ver o Monumento a Humble, onde está retratado Alderman Richard Humble e as suas duas esposas, Elizabeth e Isabel. As efígies dos seus filhos estão retratados nos lados. Humble era um vereador da cidade e membro da Igreja.
Este é um belo exemplar do trabalho da "escola de Southwark", um grupo de escultores flamengos refugiados, que viveram e trabalharam na área.


Monumento a Humble

Nesta zona está também um monumento de estilo flamengo, onde está representado um ex-morador local, John Trehearne e a sua esposa. Ele foi um dos "Negociadores" que ajudou a comprar a igreja ao Rei James I.

Monumento a John Trehearne
Chega-se depois à zona do Retro-Coro, a parte mais antiga da Catedral que data do século XIII. Esta área foi utilizada como a zona privada do Bispo, não sendo parte integrante da igreja. Só mais tarde, em 1623 passou a fazer parte do templo. Actualmente, é composta por quatro capelas dedicadas a Santo André, São Cristóvão, a Virgem Maria e São Francisco e Isabel da Hungria.

Retro-Coro com a Capela da Virgem Maria ao fundo

Na Capela de Santo André são comemorados aqueles que vivem e morrem sob a sombra do HIV. Esta é uma preocupação muito contemporânea para uma doença que afeta grandes grupos de homens, mulheres e crianças em todo o mundo, particularmente na África. Uma pequena cerimónia é realizada para eles todos os sábados às 9h15.

Capela de Santo André
A Capela de São Cristovão foi concebida como uma capela para crianças. O painel pintado atrás do altar inclui borboletas, símbolos da ressurreição e almas humanas.

Capela de São Cristovão

A Capela da Virgem Maria é dedicada à mãe de Jesus. Já a Capela de São Francisco e Isabel de Hungria é dedicada a estes dois santos que eram conhecidos pela sua preocupação com os pobres, sendo um local onde os empregados da área social são comemorados.

Capela de São Francisco e Isabel da Hungria

Continuando a visita pelo corredor sul a partir do Retro-Coro encontramos o Túmulo do Bispo Lancelot Andrews, um grande pregador do século XVII. A parte original do túmulo, a efígie de Andrews e a crista no lado norte, é da autoria de um refugiado flamengo, Gerard Johnson. No túmulo Andrews aparece vestindo o manto da Ordem da Jarreteira e carregando um pequeno livro, que parece representar as suas Preces Privatae, uma colecção de orações que ele compôs e que ainda hoje são utilizadas.

Túmulo do Bispo Lancelot Andrews

Segue-se o órgão da catedral, construído por Lewis e Co., 1897. Thomas Christopher Lewis, fundador da companhia, era um nome reconhecido para a construção de instrumentos que tinham um tom brilhante e vibrante. Este permaneceu intocável até 1952, altura em que Henry Willis e Son, fizeram uma grande alteração, principalmente ao nível do som e transferiram-no de local.
Mas alguns anos após a reconstrução foi decidido que o órgão deveria voltar às especificações do conceito original, uma vez que as alterações de Willis tinham modificado significativamente o som do instrumento.

Órgão da Catedral

No transepto sul, construído no início do séc. XV, é possível ver vários monumentos de interesse e que captam a atenção de qualquer um. Um dos mais imponentes é o de Joyce, Lady Clerke, mandado erguer pelo seu marido, William, um conhecido advogado local e poeta. Este foi projectado por Nicholas Stone, um proeminente escultor do séc. XVII.
Outro dos monumentos deste local, comemora o médico Lionel Lockyer, famoso pelos seus comprimidos milagrosos.
O monumento Bliss é um monumento típico do séc. XVIII, que pretende comemorar Richard Bliss, um membro da Sacristia de São Salvador.

Parede do transepto sul com vários monumentos
comemorativos

O Memorial a Shakespeare, foi esculpido por Henry McCarthy, em 1912, e mostra uma figura de alabastro reclinada do actor e escritor. Há ainda uma bela janela, projectada por Christopher Webb, que mostra várias personagens das peças do escritor.
O irmão de William, Edmund está aqui enterrado embora não se saiba ao certo onde.

Memorial a Shakespeare

Continuando a visita somos levado a sair pela porta sul, que nos leva para as traseiras da Catedral e onde é possível ver o Memorial a Mahomet Weyonomon, inaugurado em 2006, pela Rainha e pelo Duque de Edimburgo. Este é um belo pedragulho de granito, esculpido por Peter Randall Page.
Mahomet Weyonomon era um chefe de Mohegan que veio a Inglaterra em 1735 para requisitar o rei George II para recuperar terras ancestrais tomadas pelos colonos em Connecticut. Weyonomon morreu de varíola antes que seu caso pudesse ser ouvido. Como era estrangeiro, não podia ser enterrado na cidade e assim foi enterrado em uma sepultura não localizada no quintal da Catedral.

Memorial a Mahomet Weyonomon
E termina assim a visita a uma bela Catedral, escondida do outro lado do Rio Tamisa e que por isso pode passar um pouco despercebida a quem visita Londres. Contudo, vale a pena o desvio da zona mais turística da cidade para ver este belo exemplar religioso.

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