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sexta-feira, 24 de abril de 2015

Roma - Último dia

Roma - Último dia


Finalmente o artigo com o roteiro do último dia da nossa viagem a Itália. Depois da visitar Pisa, chegou o dia de regressar a Roma, para visitar o que nos restava desta frenética e maravilhosa cidade.

Para a viagem de regresso a Roma, mais uma vez optámos por viajar de comboio, na companhia Trenitália. Mais uma vez, os bilhetes foram comprados pela internet, ainda em Portugal, tal como está descrito no primeiro artigo desta série ( podem ver aqui). Desta vez, viajámos no FrecciaBianca e partimos da Estação de Pisa Centrale até à Estação Termini, a viagem teve a duração de 2h40m e pagámos um total de 28€ pelos dois bilhetes.

Chegámos a Roma por volta das 12 horas e decidimos ir direitos ao hotel, fazer o check-in e começar então a explorar o resto da cidade. Desta vez optámos por ficar no Hotel Sonya e posteriormente farei um artigo sobre o mesmo, deixando as minhas impressões.

Depois do check-in feito saímos então para começar o nosso último roteiro e bem em frente ao hotel encontrámos o primeiro edifício histórico, o Teatro dell'Opera.

Teatro dell'Opera
O Teatro de Ópera de Roma, foi inaugurado em 1880, com o nome de Teatro Constanzi, nome do empreiteiro responsável pelo financiamento e construção do projecto, Domenico Constanzi, tendo sido Achille Sfondrini, especialista em teatros, o arquitecto do projecto.
Quando em 1926 o Município de Roma o comprou, o teatro passou a designar-se de Reale dell'Opera, nome que perdurou a até ao fim da monarquia, em 1958, passando depois para o nome que mantém até hoje.
Apesar deste ser um local bem antigo e com imensa história, certo é que não é algo que chame a atenção como tantos edifícios espalhados pela cidade.

Teatro dell'Opera
Seguidamente, dirigimo-nos para a enorme Basílica Santa Maria Maggiore, que ficava bem perto do hotel.

Basílica Santa Maria Maggiore
A Basílica de Santa Maria Maior é uma das quatro basílicas patriarcais de Roma, foi construída entre 432 e 440, durante o pontificado do Papa Sisto III e dedicada à Virgem Maria. Reza a lenda que foi a própria Virgem Maria que escolheu o local para a construção da mesma, enviando um sinal em forma de nevão, em Agosto.
Este foi um daqueles locais que nos deixou de queixo caído, tanto pela sua enormidade, quer pela sua beleza e para além disso encontra-se enquadrada numa bonita praça, o que a torna ainda mais espectacular. Tal como já referi noutros artigos, pretendo fazer um sobre as 10 igrejas que mais me impressionaram em Roma, sendo esta uma dessa igreja. Como tal, nessa altura falarei um pouco mais sobre esta inesquecível igreja.

Fachada lateral
Fachada da Igreja 
Interior da Igreja

Depois da visita à Basílica decidimos comprar bilhetes para os transportes públicos da cidade, uma vez que tínhamos decidido visitar zonas mais afastadas do centro histórico. Comprámos 2 bilhetes para cada um de 100 minutos. Cada bilhete teve um custo de 1,50€. Então apanhámos um autocarro que nos deixou perto do Circo Massimo e aproveitámos para comprar umas fantásticas sandes no Bar Circo Massimo e de sentarmo-nos num banco e apreciar a paisagem enquanto matávamos a fome.

Circo Massimo
O Circo Massimo é uma antiga arena e local de entretenimento da Roma Antiga, utilizado pelos reis etrusco como palco de jogos e corridas. Mais tarde, Júlio César sentiu a necessidade de expandir este local, de modo a permitir aumentar a capacidade de espectadores. Este ocupa quase todo o vale que se estende entre o Palatino e o Aventino. Acredita-se que grande parte do património que em tempos existiu aqui ainda se encontra enterrado.
Este é um local fantástico para descansar um pouco e aproveitar para falar com as pessoas que por aqui circulam.

Circo Massimo

Depois da barriguinha recomposta, seguimos em direcção à Praça Boca da Verdade, onde pudemos apreciar várias atracções.

Basílica di Santa Maria in Cosmedi
A primeira das quais foi a Basílica de Santa Maria em Cosmedi, fundada no séc. VI, sobre as ruínas de um antigo edifício. Esta foi entregue aos gregos, que tinham fugido do Império Romano do Oriente, durante o séc. VIII.
Esta é uma igreja bem simples, cujo exterior é de tijolo com um vestíbulo de dois andares e possui ainda um bonito campanário. No seu interior a simplicidade mantém-se, com tectos planos de madeira, as colunas são simples e dando a sensação de simplesmente servirem de decoração.
Apesar da sua simplicidade, esta é uma bonita igreja com várias particularidades muito próprias e que a tornam única. A primeira das quais é o Altar de Hércules, situado no piso subterrâneo da igreja e a outra é a famosa Boca da Verdade.

Fachada da Igreja
Interior da igreja
Altar de Hércules

- Bocca della Verità
Na parte de fora da igreja podemos encontrar a famosa Boca da Verdade, que mais não é que uma máscara de Tritão, em mármore, que tem a boca aberta. Diz-se que a estátua tem o poder de detectar mentiras e quem lá meter a mão corre o risco de ser mordido, caso seja um mentiroso.
Ainda pensámos ir tirar uma foto e ver se algum de nós era mordido, mas a final era interminável e ainda queríamos ver tanta coisa, que optámos por deixar isso para uma próxima oportunidade.

Boca da Verdade

Seguimos depois bem para o centro da Praça de onde vimos o Templo de Hércules e o Arco de Jano.

Tempio di Ercole
O Templo de Hércules, data do séc. II a.C. e é um monumento redondo composto por 20 colunas coríntias, sendo o monumento mais antigo da cidade feito em mármore. Mais tarde, em 1132, foi convertido numa igreja dedicada a Santo Estevão das Carroça e já na segunda metade do séc. XVI a igreja foi dedicada à Santa Maria do Sol. Acredita-se que será Mummius Acaico o autor deste bonito projecto e apenas foi reconhecido oficialmente como um monumento antigo em 1935.

Templo de Hércules
Arco di Giano
O Arco de Jano (nome do guardião do submundo de duas cabeças), data do séc. IV e é o único arco quadriforme preservado na cidade. Acredita-se que este não foi construído como Arco Triunfal ou dedicado a algum imperador ou divindade, mas sim para servir de portão, que era utilizado por comerciantes, para se abrigarem do mau tempo. Em pleno séc. XVIII foi remodelado, de forma a servir como parte de uma fortaleza.
Este é um monumento que passa um pouco despercebido se não soubermos que o mesmo há-de estar ali algures, até porque bem em frente a ele se encontra um parque de estacionamento e geralmente as pessoas preferem caminhar nas margens do Rio.

Arco de Jano

Tempio di Portuno
Também bem próximo da Praça Boca da Verdade, encontramos o Templo de Portunus, um templo dedicado ao Deus Portunus, que data do séc. I a.C.. Este é um bonito pórtico rectangular, composto por várias colunas. A sua construção é feita em travertino e tufo ( uma espécie de rocha vulcânica). Dada a sua beleza invulgar este monumento tem servido de inspiração a tantos outros desde o séc. XVI.

Templo de Portunus

Depois de deixarmos esta zona seguimos junto à margem do Rio Tibre em direcção ao famoso bairro de Trastevere.

Ponte Fabricio
Para chegar a este bairro boémio podemos passar pela histórica Ponte Fabricio, que é a mais antiga ponte romana da cidade, conseguindo manter-se preservada até aos dias de hoje e que nos permite aceder à Ilha Tiberina. Foi construída no séc. I a.C, a mando de Lucius Fabricius.

Ponte Fabricio
Em cima da Ponte

Isolda Tiberina
Passando a Ponte Fabricio chegamos à Ilha Tiberina, que é uma pequena ilha em forma de barca, no Rio Tibre, que se situa entre o Gueto (bairro judaico) e Trastevere. É famosa, pois era onde se encontrava o Templo de Esculápio, deus grego da Medicina. Durante muito tempo os romanos evitavam aproximar-se do local, pois acreditavam que este era amaldiçoado e só com a construção do Templo é que essa crença desapareceu. Aqui é possível encontrar o Hospital Fatebenefratelli e a Igreja de São Bartolomeu.

Ilha Tiberina
Igreja São Bartolomeu

Trastevere
Logo depois de passarmos a Ilha Tiberina chegamos a Trastevere, que é um bairro centenário com uma atmosfera única, caracterizado pelas suas ruas de paralelos estreitas e sinuosas. Sendo o único local em Roma que sobreviveu ao período medieval e que mantém a sua identidade local bem presente. Inicialmente, este bairro não fazia parte da cidade, tendo sido o Imperador Augusto a anexar Trastevere à cidade, numa altura em que este era habitado por judeus e sírios.
Foi dos locais que mais gostei na cidade, pois toda a atmosfera envolvente é fantástica e temos a sensação que estamos num local parado no tempo e ainda podemos visitar várias atracções fantásticas.

Ruas de Trastevere

Basílica di Santa Cecília in Trastevere
O primeiro local por nós visitado foi a Basílica de Santa Cecília, que foi construída no local onde era a casa de Cecília e seu marido, dois mártires cristãos do séc. III. Esta bonita igreja foi construída no séc. IX, mas só no final do séc.XVI, o corpo de Santa Cecília foi trazida para a mesma. Posteriormente, o escultor Stefano Maderno ficou encarregue de esculpir uma estátua em mármore, reproduzindo a posição em que o corpo foi encontrado aquando da exumação. Maderno conseguiu representar bem o corpo de uma mulher torturada até à morte, pois depois de sobreviver à sua sentença de ser afogada em água a ferver, foi decapitada.
O único senão é que a mesma estava fechada e não a podemos visitar por dentro.

Basílica de Santa Cecília

- Chiesa di San Francisco a Ripa
Na nossa descoberta pelo bairro, encontrámos a Igreja de São Francisco a Ripa, construída no lugar da hospedagem onde São Francisco de Assis ficou quando, em 1219 visitou Roma. O edifício actual remonta ao séc. XVII, com projectos da abside de Onorio Longhi e da fachada por Matthias de Rossi. A igreja está ricamente ornamentada, sendo a sua grande atracção a escultura da Beata Ludovica Albertoni, esculpida por Bernini e que representa uma beata num estado de êxtase religioso. É também uma das muitas igrejas da cidade que nos deixa completamente deslumbrados.

Fachada da Igreja
Interior da Igreja
Capela de São João de Capestarno
Capela São Pedro de Alcantâra

- Basílica di Santa Maria in Trastevere
Outro dos locais absolutamente inesquecíveis do bairro de Trastevere é a Basílica de Santa Maria em Trastevere, igreja mais importante deste bairro. Esta dá igualmente nome à Praça que a acolhe, sendo a mais antiga das igrejas dedicadas a Maria, na cidade. Foi fundada no séc. III, pelo Papa Calisto I e a sua fachada é precedida por um bonito pórtico, projectado por Carlo Fontana. Aqui podemos encontrar as relíquias de São Júlio I, assim como os corpos de São Calisto I e Inocêncio I.
Esta é mais uma das igrejas que terá lugar de destaque num novo artigo.

Fachada da Basílica
Interior da Basílica

- Piazza Trilussa
No passeio pelas belas ruas do bairro encontrámos a Praça Trilussa, que é dedicada ao poeta romano Carlo Alberto Salustri "Trilussa", com um monumento que retrata o mesmo, no centro da Praça. A Praça têm ainda uma escadaria que têm sempre pessoas sentadas, quer a conversar, a desenhar, a ler ou apenas a descansar. Este é um dos locais mais populares e lotados da noite em Roma e é o ideal para quem quer descansar um pouco e se deixar envolver pela rotina agitada que aqui se sente.

Praça Trilussa

- Basílica di San Crisogono
Quando já estávamos no caminho de regresso para o próximo bairro, encontrámos a Basílica de São Crisógono, construída por volta do séc. IV, e que foi uma das primeiras igrejas paroquiais da cidade. É dedicada ao mártir São Crisógono e ao longo dos séculos tem sofrido várias reformas até chegar ao estado actual.
Actualmente serve a Ordem dos Trinitários, mas durante muito tempo foi a igreja nacional dos sardenhos e corsos, que residiam em Roma.
E apesar de a termos encontrado por acaso, esta foi uma das minhas igrejas preferidas e como tal, irei falar um pouco mais sobre ela num outro artigo.

Interior da Basílica
Fachada da Basílica
E terminámos assim a nossa descoberta por este bairro boémio, absolutamente inesquecível e seguimos em direcção ao próximo bairro, o Gueto Judaico, que fica bem próximo depois de atravessarmos o rio.

Guetto
O Gueto Judaico foi instituído em Roma, em 1555, pelo Papa Paulo IV, tendo sido controlado pelo papado até cerca de 1870.
Este era um quarteirão que se encontrava murado e possuía três portas que eram fechadas durante a noite, para que os seus moradores não saíssem de lá. O gueto encontrava-se frequentemente inundado pelas águas do Rio Tibre, dado a sua localização e também não possuía uma rede de esgotos. Além das condições desumanas em que os judeus eram obrigados a viver, ainda tinha que usar um pano (os homens) ou um véu (as mulheres) amarelo, que os distinguia do resto da população.
Depois de 1870, os judeus puderam fixar a sua residência em outras áreas da cidade, mas continuando sempre a manter uma ligação muito especial com esta área, até porque é o local onde ainda se encontram os principais marcos da comunidade judaica na cidade.
Este foi mais um dos locais que adorei, na cidade. A atmosfera que aqui se vive é absolutamente fantástica, o cheiro a comida sente-se em todo o local, dando vontade de entrar num daqueles bares e experimentar os petiscos.


Gueto Judaico

- Sinagoga
Logo à entrada do bairro, depois de passar o Tibre, encontramos a Sinagoga, que foi construída entre 1901 e 1904, numa das áreas degradadas do gueto judaico, depois da unificação de Itália e quando Vittorio Emanuele II mandou reconstruir o gueto e concedeu a cidadania aos judeus italianos. Este edifício foi projectado por Vincenzo Costa e Osvaldo Armanni. 
O local foi, em 1986, palco da primeira visita de um pontífice romano a um lugar de culto judaico, acto que coube ao Papa João Paulo II. Aqui podemos encontrar o Museu Judaico de Roma, onde podemos ver diferentes peças do património histórico, cultural e artístico desta comunidade. Nós optámos por não entrar pois ainda nos faltava tanto para ver que não queríamos perder muito tempo.

Sinagoga

- Chiesa S.Maria in Publicolis
Bem no interior do bairro, encontrámos a Igreja de Santa Maria em Público, de estilo barroco, que foi construída no Palácio Santacroce, por volta de 1186 e várias foram as reformas que sofreu ao longo dos anos. A última das quais pelas mãos de Giovanni Antonio de Rossi, por volta de 1642.
Desde 1835 que é sede da dos Missionários dos Sagrados Corações de Jesus e Maria. Mas também não nos foi possível visitar por dentro pois estava encerrada.

Fachada

- Fontana delle Tartarughe
Um dos locais mais bonitos do Gueto, para mim é a Praça de Mattei, com a Fonte das Tartarugas. Esta foi construída entre 1580 e 1588 pelas mãos do arquitecto Giacomo della Porta e do escultor Taddeo Landini e denominava-se de Fonte de Mattei. Acredita-se que a mesma foi construída depois do Duque Mattei ver o seu noivado rompido, depois de ter perdido uma enorme fortuna. Para provar que continuava rico, este mandou construir a fonte e colocá-la à porta do seu Palácio (na altura os maiores construtores de fontes na cidade eram os Papas e os Cardeais), o que acabou por fazer com que o noivado fosse reatado.
Em 1658, esta fonte sofreu algumas alterações, pela mão de Lorenzo Bernini, que adicionou quatro tartarugas nas mãos dos quatro jovens, representados na fonte. Este jovens seguram com a outra mão e o pé quatro golfinhos.

Fonte das Tartarugas
Pormenor da Fonte
Não pode deixar de visitar este encantador local, e quando o fizer não siga um roteiro, mas caminhe sem destino e deixe-se envolver pela história do local.
Depois de nos deixarmos perder por este histórico bairro, seguimos o nosso caminho para visitar o que ainda nos faltava e logo à saída do mesmo, deparámo-nos com o Largo da Torre Argentina e as suas ruínas.

Largo di Torre Argentina
Este Largo da Torre Argentina, não é mais que uma praça, onde se encontram vestígios de alguns templos da época da República Romana e ainda as ruínas do Teatro de Pompeu.
O complexo arqueológico, também conhecido como Area Sacra, foi descoberto em 1926 e foram encontradas as ruínas de 4 templos, que foram originalmente designados por A, B, C e D (de norte para sul), uma vez que não se sabe ao certo a quem foram dedicados. Contudo, acredita-se que o Templo A (provavelmente o Templo de Juturna) terá sido construído no séc. III a.C para comemorar a vitória de Caio Lutácio sobre os Cartaginenses, tendo sido mais tarde transformado numa igreja. O Templo B (é referido como Aedes Fortunae Huiusce Diei), é circular e com seis colunas, terá sido construído no séc. II a.C., para celebrar a vitória de Lutácio Catulo sobre os Cimbros. Já o Templo C, será os mais antigo de todos e data de III ou IV a.C., e provavelmente dedicado a Feronia, antiga deusa da fertilidade. E por fim o Templo D, que data do séc. II a.C., devoto a Lares Permarini.
É um bonito local para passear e tirar uma bonitas fotos.

Area Sacra

Chiesa del Gesù
E bem próximo podemos encontrar a Igreja de Jesus, uma bonita igreja de estilo barroco, construída no séc. XVI, por Giacomo Vignola.  A sua bonita fachada reúne elementos da Renascença e do Barroco, tendo sido Giacomo della Porta, o seu autor. Esta deslumbrante igreja foi fundada por Ignácio de Loyola (fundador da Sociedade de Jesus) e pertence à Ordem dos Jesuítas.
Não tinha grandes expectativas em relação a esta igreja pois levei um guia da cidade e lá não davam grande destaque à mesma, pois devo dizer que foi provavelmente a igreja mais deslumbrante que já vi na minha vida. E como tal, falarei mais pormenorizadamente sobre ela num outro artigo.

Fachada
Interior da Igreja

Basílica del Sacro Cuore di Gesú
Para terminar decidimos ir até à Basílica do Sagrado Coração de Jesus, que fica mesmo ao lado da Estação Termini e que nos tinha chamado a atenção logo no primeiro dia que chegámos à cidade. Esta foi mandada construir pelo Papa Pio IX, em 1870, sob o comando do arquitecto Francis Vespignani. Em 1921, o Papa Bento XV elevou-a à categoria de Basílica Menor e mais tarde foi estabelecida como igreja titular do Sagrado Coração de Jesus. No cimo do seu campanário está a estátua do Cristo Redentor (1931) e foi esta estátua que nos chamou à atenção, pois não é comum ver algo tão bonita e gradioso, no cimo de um campanário.

Cristo Redentor
Fachada da Igreja
Interior da Igreja

E chegava assim o fim da nossa viagem por três cidades inesquecíveis, que nos tinham enchido a alma. Foi uma viagem com um sabor muito especial, até porque pela primeira vez éramos três e apesar de ainda estar na barriga, já se fez notar pois já não foi possível fazermos tudo o que queríamos. Isto quer pelo cansaço que sentia, quer pelo medo que tinha de fazer algo que prejudicasse a minha filha.

Caso estejam para viajar para alguns destes locais e queiram mais algum tipo de informação, não deixem de o fazer pois terei todo o gosto em ajudar.

Ainda tenho mais uns quantos artigos preparados sobre a viagem e que irei colocando ao longos dos próximos tempos.

Espero que tenham gostado :).

E vocês já visitaram Itália? O que acharam? Ou ainda querem visitar?
Este blog tem parceria com o Booking. Se pretender fazer a sua reserva para ficar alojado em qualquer cidade da Itália, contrate o serviço por aqui e estará ajudando o nosso blog, já que o nosso trabalho é voluntário.

Se pretender adquirir bilhetes para as atracções em Roma basta aceder aqui ao site GetYourGuide e encontrará uma plataforma que reúne as melhores actividades da zona.

Os outros artigos da série referente a esta viagem - roteiros: 

Os outros artigos da série referente a esta viagem - hotéis:

Outros artigos dedicados a Roma

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Deseo Home

Deseo Home


Na nossa viagem a Roma ficámos hospedados durante três noites no Deseo Home, um espaço com apenas nove quartos, todos eles temáticos e que se destaca pela originalidade, deixando de lado a faceta mais impessoal do típico hotel e o conceito mais simples de um Bed & Breakfast. Aqui encontrámos um ambiente elegante, confortável e moderno. 
Tal como já referi no primeiro artigo feito sobre a nossa viagem (que podem ver aqui), pagámos 189€ pelas três noites, com direito a pequeno-almoço.

O Deseo Home localiza-se na Via Palestro perto da Porta Pia e a cerca de 10 minutos a pé da Estação Termini. Mesmo em frente ao mesmo está uma paragem de autocarro, onde podemos apanhar transporte para o centro antigo de Roma assim como para o Vaticano (autocarro 492 ou 62). E ainda a cerca de 5 minutos a pé encontramos a estação de metro de Castro Pretorio, para quem preferir o metro ao autocarro.

Via Palestro

Este encontra-se num edifício comum de apartamentos e ocupa dois apartamentos, em dois andares distintos. O nosso quarto ficava no mesmo apartamento que a recepção e tomávamos o pequeno-almoço no andar superior. O pequeno-almoço é bastante simples, mas tem o que é necessário para nos alimentarmos antes de partirmos à descoberta desta magnífica cidade que é Roma.

Edifício do Deseo Home

Como já referi o hotel é composto por quartos temáticos, o que nos coube a nós foi o Glam, que possuí uma concepção linear e funcional com cores sóbrias, ideal para quem gosta do minimalismo e possui ar condicionado, uma TV LCD, mini-bar, cofre e secador de cabelo.

O nosso quarto

O nosso quarto

Pormenor do quarto

Zona da Tv

Casa de banho

Casa de banho

Uns dias antes de chegarmos recebi um e-mail a perguntar qual seria a hora prevista de chegada, uma vez que não têm recepção 24 horas por dia, também perguntavam se estaríamos interessados que nos fossem buscar ao aeroporto. Quando chegámos tínhamos uma pessoa à nossa espera que nos deu um mapa da cidade e nos foi indicando todas os sítios de paragem obrigatória, assim como quais os autocarros que podíamos apanhar junto ao hotel para alguns sítios da cidade. Ao mesmo tempo foi nos dado também todas as chaves necessárias para entrar e sair quando quiséssemos.

Este é um local que aconselho a toda a gente pois gostei imenso, o único aspecto negativo que encontrei foi o facto de nos ser dito que teríamos acesso a rede Wi-Fi gratuita, mas a verdade é que havia problemas de rede e não foi possível utilizar a mesma.

Se quiser fazer a sua reserva neste hotel basta aceder aqui.
Caso queira dar uma vista de olhos no site basta ir a www.deseohome.com

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Em breve deixarei também os artigos dos restantes alojamentos desta viagem.


sábado, 21 de fevereiro de 2015

Roma - 3º dia

Roma - 3º dia

Aqui está o próximo artigo da minha série sobre a viagem a Roma, Florença e Pisa. Desta vez é o roteiro referente ao terceiro dia, onde nos dedicámos a visitar Roma Antiga. 

Devo dizer que mais uma vez superou todas as expectativas, embora tenham ocorrido algumas peripécias pelo meio. Mas também são essas situações que tornam cada viagem única.

A cada dia que passava acreditava cada vez mais que Roma é daquele tipo de cidade, em que não precisamos de visitar museus para conhecer a sua história, pois explorar as suas ruas, repletas de ruínas e com um bom guia no bolso são, para mim, a opção ideal para conhecer esta incrível cidade e todas as suas histórias vividas ao longo de mais de 2000 anos.

Assim decidimos mais uma vez deixar os museus de parte e iniciarmos o dia desvendando os mistérios do trio Coliseu, Fórum Romano e Monte Palatino (exactamente por esta ordem). Para tal, apanhámos a linha azul do metro na Estação Castro Pretório (localizado perto do nosso hotel) e saímos na Estação Colosseo. 


Coliseu
Nenhuma palavra consegue explicar a sensação que sentimos, quando iniciámos a subida das escadas do metro para a rua e começámos a vislumbrar o enorme Coliseu, foi um misto de emoções que nos fez ficar parados e calados no meio da rua simplesmente a olhar para este fantástico monumento. Decidimos então encaminharmo-nos para a entrada e utilizar então a segunda entrada que tínhamos direito com o Roma Pass, aqui não serviu de muito para ultrapassar na fila, uma vez que como fomos bem cedo ainda não havia muita gente por ali.
O Coliseu é um enorme anfiteatro, com capacidade para cerca de 60000 espectadores, que foi mandado construir por Vespasiano, em 72 d.C.. O seu verdadeiro nome é "Anfiteatro de Flávio", mas foi chamado de Coliseu devido às suas proporções e à sua proximidade ao Colosso de Nero. Esta estrutura tinha como função servir de palco para espectáculos, que tinham como finalidade estimular e alimentar o espírito guerreiro de quem assistia e assim torná-los os senhores do mundo. E foi assim que surgiram os Gladiadores, que se matavam entre si enquanto vários tipos de feras aumentavam o horror do espectáculo.
Este é o símbolo maior da cidade e ainda hoje depois de tantos séculos passados, é o orgulho de Roma e O monumento que qualquer turista pretende ver. 
O conselho que posso dar é que aproveite bem cada momento, passeando sem pressa, subindo e descendo em todos os locais possíveis, que repare em cada pormenor e que tire muitas fotografias. Contudo, não deixe de esquecer que aqui morreram centenas de pessoas.

Coliseu
Interior do Coliseu
Vista do Fórum a partir do Coliseu

Arco de Constantino
Quando chegámos ao topo do Coliseu começámos a ver o bonito Arco de Constantino e aproveitámos para tirar algumas fotos.
Acredita-se que inicialmente o Arco de Constantino foi mandado construir em honra do Imperador Trajano e mais tarde foi adoptado por Constantino, que o dedicou ao seu triunfo sobre o co-imperador Maxêncio, algo que está narrado nas esculturas do mesmo. Este está localizado onde eram realizados os desfiles triunfais, durante a Roma Antiga. Pode-se dizer que este arco triunfal é ecléctico pois engloba peças de outros monumentos romanos antigos, que relembram Trajano, Marco Aurélio e Adriano.

Arco de Constantino

Fórum Romano
Depois de visitado o Coliseu, decidimos seguir em direcção ao Fórum Romano, que fica bem perto. Devo confessar que ia extremamente entusiasmada, pois adoro a história de Roma Antiga e ia ver algo que a até aqui só tinha visto em livros e documentários, só foi pena estar a chover o que não dava para explorar tudo como deve ser.
O Fórum Romano foi o centro da vida civil e económica da cidade, durante cerca de 12 séculos. Esta região começou a ser construída por volta do ano 700 a.C. e localiza-se entre o Monte Palatino e o Monte Capitolino.
Contudo com a queda do império romano e com o terramoto de 851, iniciou-se a decadência do mesmo e actualmente, é uma extensa área de ruínas e escavações arqueológicas com grande afluência turística.
Posteriormente farei um artigo apenas dedicado ao Fórum Romano e ao Monte Palatino, para que deste modo possa contar em pormenor toda a história do local.

Entrada para o Fórum Romano
Fórum Romano

Monte Palatino
Depois de visitado o Fórum Romano decidimos continuar para o Palatino, apesar de já estarmos na hora de almoço. Contudo, como levávamos um lanche acabámos por comê-lo e decidir que no fim iríamos comer qualquer coisa. E valeu a pena, pois pelo menos nesta altura deixou de chover o que permitiu visitar mais à vontade este local.
O Palatino é uma histórica colina que foi o centro de Roma em duas épocas distintas: a dos Reis e a dos Imperadores. Este localiza-se entre o Fórum Romano e o Circo Máximo e é composto por ruínas de grandiosos palácios, que foram construídos pelos imperadores romanos para uso pessoal. Quando por aqui passar não deixe de visitar o Estádio do Palatino, o Templo das Virgens Vestiais, o Templo de Saturno e o Museu do Palatino.

Estádio Palatino

Chiesa S. Gregorio Magno
Depois de uma visita tão rica de imagens e de história sentíamo-nos muito mais enriquecidos e cheios de energia para continuar a visita e antes de irmos almoçar/lanchar decidimos só visitar umas igrejas que se encontravam bem perto.
A primeira é a Igreja de São Gregório Magno, que inicialmente era uma simples capela anexa a uma villa romana (moradia rural), villa essa que posteriormente foi convertida num mosteiro e mais tarde dedicado a São Gregório, em homenagem ao Papa Gregório I. E em 1629 tanto a capela como o pequeno mosteiro foram reconstruídos por Giovanni Battista Soria, a mando do Cardeal Scipione Borghese. Contudo, a obra foi suspensa em 1633, quando o Cardeal morreu e apenas em 1642 se reiniciou a reconstrução. A decoração interior da mesma ficou então a cargo de Francesco Ferrari.

Igreja de São Gregório Magno
Átrio da Igreja de São Gregório Magno 

Chiesa Santi Giovanni e Paolo
E a segunda era a Basílica de São João e São Paulo, nesta fase já me encontrava exausta com fome e toda molhada (sim tinha começado a chover novamente e de forma torrencial e eu grávida já sem me conter nas pernas). Pior de tudo, foi molhar-me toda para a igreja estar fechada (primeira peripécia do dia).
Contudo, não posso deixar de falar na mesma pois a mesma tem uma história interessante e é diferente exteriormente da maioria das igrejas da cidade.
A Basílica de São João e São Paulo é predominantemente bizantina e foi construída em 398, sobre a casa dos soldados romanos e mártires João e Paulo, onde estes foram mortos. Mas apenas no séc. XX, os seus corpos foram descobertos e posteriormente colocados numa urna por de baixo do altar. Aqui podemos encontrar vários frescos romanos e medievais.

Fachada da Igreja de São João e São Paulo

Torre da Igreja de São João e São Paulo
Decidimos então voltar para trás e começar à procura de um local para almoçar, ou de um autocarro que nos levasse até algum lado pois cada vez chovia mais e eu já estava toda encharcada e estava meia gripada, logo sabia que não ia correr muito bem se continuasse à chuva. Nesta nosso tentativa de encontrar um lugar para comer ou um autocarro eis que passa um carro junto à berma e por cima de uma poça, dando-me um autêntico banho de lama. Imaginem o meu desespero, as minhas hormonas descontroladas, a minha fome, o cansaço e o frio - estava prestes a perder o controlo. Mas lá me consegui acalmar e decidimos continuar a caminhar até conseguirmos chegar a uma paragem que tivesse um autocarro que nos levasse ao hotel para trocarmos de roupa.

Teatro Marcello
Nessa caminhada passámos pelo bonito Teatro Marcelo, que é o único teatro antigo que resta em Roma. Foi mandado construir por Júlio César e concluído por Augusto, que lhe deu o nome de Marcelo em homenagem ao seu sobrinho que morreu precocemente e que seria o seu sucessor como Imperador. Durante a Idade Média este edifício foi convertido numa fortaleza e no século XVI sofreu algumas alterações pelas mãos de Baldassarre Peruzzi.
Foi este o edifício que serviu de modelo para a construção do Coliseu.

Teatro de Marcelo
Depois de muito andar, finalmente chegámos à Piazza Venezia, local onde sabíamos que existia uma paragem com o autocarro que nos levaria até ao hotel. Mas antes de irmos apanhar o autocarro, vi um bar que já tinha ouvido falar em outros blogs de viagens e que tinha a indicação de ser muito bom, o Cin Cin Bar. Decidi entrar comprar duas sandes e levá-las para o hotel e comer lá depois de trocar de roupa. Comprámos uma Focaccia de Presunto e Queijo e um Calzone de Presunto, Queijo, Alface e Tomate, pagámos 9€ pelas duas, e devo dizer que eram deliciosas.
Depois da ida ao hotel, trocarmos de roupa, aconchegarmos o estômago e descansarmos um pouco decidimos voltar à estrada e continuar a nossa descoberta. A ideia era voltarmos à Piazza Venezia, mas quando íamos no autocarro e pouco antes de chegarmos ao destino vimos a Coluna de Marco Aurélio e decidimos sair antes.

Coluna de Marco Aurélio
A Coluna de Marco, situada na Piazza Colonna, foi construída para celebrar as vitórias deste, na Arménia, Pérsia e Germânia. Mas em 1588, o Papa Sisto V, mandou substituir, no topo da coluna, a estátua original de Marco Aurélio pela de São Paulo. A restauração ficou a cabo de Domenico Fontana.

Coluna de Marco Aurélio
Chiesa di Santi Bartolomeo e Alessandro
Na mesma praça encontrámos também a Igreja de São Bartolomeu e Alexandre, construída na segunda metade do séc. XVI, tinha o nome de Santa Maria da Pietà. Foi mandada construir pelo padre Ferrante Ruiz, para servir de apoio ao Ospedale dei Pazzarelli (primeiro asilo de loucos, em Roma). Mais tarde, a igreja foi entregue à Fraternidade de Bergamashi, que a dedicou aos santos padroeiros Bartolomeu e Alexandre. E entre 1728 e 1735 esta igreja foi renovada, segundo os projectos de Giuseppe Valvassori, por Contoni e Dominicis, este último aluno de Bernini.
Esta foi mais uma das igrejas que não podemos visitar por dentro, pois estava fechada (mas nem nos podemos queixar porque a maioria de igrejas que vimos nestes dias estavam abertas, embora em algumas não fosse possível fotografar).

Igreja de São Bartoleu e Alexandre

Chiesa S. Ignazio di Loyola
Depois de visitar a Piazza Colonna e as suas atracções, fomos explorar o mapa e perceber o que havia próximo que pudéssemos visitar e decidimos seguir em direcção à Igreja de São Inácio de Loyola e ainda bem que o fizemos, para mim esta foi mais uma das igrejas que me deixou de queixo caído. Não deixem de visitá-la.
Esta é uma das duas igrejas jesuítas da cidade e é um verdadeiro tesouro do barroco tardio. Aqui encontramos verdadeiras obras de arte que nos apuram os sentidos, nomeadamente o fresco da nave, Apoteose de S.Inácio, do artista Andrea Pozzo ou ainda a sua fantástica cúpula. Nesta deve procurar um ponto e fazer um movimento, para que possa ver a distorção da perspectiva. Posteriormente, farei um artigo só sobre as igrejas de Roma e então dedicarei mais tempo a esta inesquecível igreja.

Fachada da Igreja de São Ignácio de Loyola
Interior da Igreja

Templo de Adriano
Bem próximo encontrámos o Templo de Adriano, que foi mandado construir por António Pio, no ano de 145 d.C., em homenagem ao Imperador Romano Adriano. Actualmente, encontramos ainda 8 magníficas colunas de mármore que permitem ter uma ideia do que o monumento foi na época. Essas colunas estão inseridas num edifício do séc. XVII e que alberga a Bolsa de Valores de Roma.

Colunas do Templo de Adriano

Chiesa S. Marcelo
Chegava então a altura de irmos em direcção à Piazza Venezia, para ver todas as atracções que ela nos reserva. Nesse percurso, na Via del Corso, encontrámos a Igreja de São Marcelo. Igreja dedicada ao Papa Marcelo I, e que se acredita que a mesma tinha sido construída sobre a prisão deste. Actualmente, a igreja que encontramos e que possui uma fachada projectada por Carlo Fontana, está sobre as ruínas da igreja mandada construir pelo Papa Adriano I, no séc. VIII.

Igreja de São Marcelo

Monumento a Vittorio Emanuele II
Finalmente conseguíamos chegar à Piazza Venezia e dedicar-lhe algum tempo. Esta praça encontra-se preenchida pelo Monumento Vittorio Emanuele II, uma grandiosa construção de homenagem ao primeiro rei de Itália Vittorio Emanuele II, projectado por Giuseppe Sacconi. Este foi construído nos finais do séc. XIX, e possui uma estátua equestre do mesmo bem na frente do monumento. Por detrás encontramos a arder a chama eterna, que se encontra guardada dia e noite por soldados armados, no Altar da Nação. Na época em que foi idealizado o objectivo era que fosse visto por toda a cidade e segundo consta foram destruídas várias ruínas da Roma Antiga para que esse objectivo fosse cumprido.
O meu conselho é que suba até ao terraço e aproveite o miradouro para tirar bonitas fotos da cidade, não deixando de beber um café na cafetaria que aqui se encontra.

Monumento Vittorio Emanuele II

Palazzo Venezia
Na mesma praça podemos ainda ver o Palácio Veneza, que nós optámos por não visitar, dada a falta de tempo que tínhamos para fazer tudo o que desejávamos. No entanto, não posso deixar de  o referir. Aqui encontramos as mais importantes colecções da cidade, das artes decorativas medievais, nomeadamente joalharia bizantina, elementos em prata, cerâmica, porcelana, tapeçarias e armaduras.

Palazzo Venezia

Forum Trajano
Seguimos depois em direcção ao Fórum de Trajano, o último dos Fóruns Imperiais da Roma Antiga, que foi mandado construir pelo Imperador Trajano. Este serviu para comemorar a vitória sobre Dácia, e tinha como objectivo ser o maior e mais esplendoroso de todos os Fóruns Imperiais. O trabalho foi entregue ao arquitecto Appolodoro de Damásco e foi inaugurado no ano de 112 d.C..
Várias foram as atracções que aqui encontrámos, tendo valido a pena visitar a zona.

Fórum de Trajano

- Colonna Traiana
A Coluna de Trajano foi mandada construir exactamente com o mesmo propósito do Fórum e é o grande monumento de comemoração da vitória na guerra contra os dácios. Envolta nela podemos encontrar uma faixa helicoidal de figuras que nos mostra as armas, as artes e os costumes, quer dos romanos, quer dos dácios. Na sua base foram depositadas as cinzas do Imperador, cuja estátua podia ser encontrada no topo.

Coluna de Trajano

- Mercati Traianei
O Mercado de Trajano é um complexo de edifícios de seis andares com várias salas, do séc. II, sendo considerado o primeiro centro comercial da história. Tal como o Fórum de Trajano, foi projectado pelo arquitecto Appolodor de Damásco, que acompanhava sempre Trajano nas suas aventuras.

Mercado de Trajano

- Chiesa di Santa Maria di Loreto
A Igreja de Santa Maria de Loreto foi construída a mando da Associação Sodalizio dei Fornai, em 1507, por António de Sangallo. A sua construção ocorreu no local onde existia uma capela, do séc.XV, que continha uma imagem da Virgem de Loreto e daí surgiu o nome da actual igreja.

Igreja Santa Maria do Loreto

- Chiesa SS. Nome di Maria
A Igreja do Santíssimo Nome de Maria, localizada no Fórum de Trajano, é uma igreja católica datada do séc. XVIII. Esta encontra-se em frente à Coluna de Trajano, a alguns passos da igreja quase idêntica mas mais colorida, Santa Maria de Loreto.

Igreja do Santíssimo Nome de Maria

Chiesa di S. Giuseppe dei Falegnami
Decidimos então que voltaríamos ao Coliseu para tirar fotos de noite e assim decidimos começar o percurso para o Coliseu, aproveitando para visitar o que encontraríamos à volta. E assim encontrámos a Igreja de São José dos Carpinteiros, que já tínhamos visto ao longe quando visitámos da parte da manhã o Fórum Romano.
Esta é uma igreja católica, erigida sobre a prisão de Mamertine, que foi iniciada em 1597 e dedicada ao santo padroeiro dos carpinteiros. Vários foram os responsáveis pelo projecto, primeiro arquitecto foi Giacomo della Porta, mas em 1602 o mesmo seguiu sob a direcção de Giovanni Battista Montano (que projectou a fachada), posteriormente e após a sua morte foi o seu aluno Giovanni Battista Soria o responsável e por fim foi António del Grande, que em 1663. concluiu a mesma.

Igreja São José dos Carpinteiros

Basílica Santi Cosme e Damiano
Mesmo a chegar ao Coliseu encontrámos a Basílica de São Cosme e Damião, que não encontrámos em nenhum mapa e que descobrimos por acaso. Esta situa-se no Fórum de Vespasiano, sendo dedicada aos dois irmão gregos, mártires e santos, Cosme e Damião. A mesma resulta da união da biblioteca do Templo da Paz e de uma pare do Templo de Rómulo, projecto idealizado pelo Papa Félix IV. É uma igreja bem simples, mas muito bonita e elegante.

Simples fachada da Basílica São Cosme e Damião
Mosaico por cima do altar
E para terminar só faltava mesmo voltar ao Coliseu e tirar todas as fotos possíveis de modo a recordar para sempre este local. E devo dizer que não nos arrependemos nada, pois se o mesmo já é fantástico durante o dia, à noite ganha uma nova vida.

Coliseu

E assim termina mais um artigo com o roteiro do nosso terceiro dia. Os roteiros dos próximos dois dias serão dedicados a Florença e regressaremos a Roma para o roteiro do sétimo dia, depois de termos  passado também por Pisa.
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Espero que tenham gostado :) .

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Viagem por Roma, Florença e Pisa
Roma 1º e 2º dia
Florença 4º dia
Florença 5º dia
Pisa 6º dia
Roma - último dia

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Deseo Home - Roma
Hotel Sonya - Roma
Hotel Mia Cara - Florença
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