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quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Descobrir a Catedral de São Paulo

Descobrir a Catedral de São Paulo

A Catedral de São Paulo é uma catedral anglicana, sede do Bispo de Londres e um dos cartões postais da cidade, que foi erguida em honra do Apóstolo Paulo.
Localizada no ponto mais alto da Cidade de Londres, esta bonita catedral protestante ficou concluída em 1711, depois de séculos de construções e reconstruções. Em 1670, após o Grande Incêndio de 1666, o famoso arquitecto Sir Christopher Wren e a sua equipa, decidiram começar a obra do zero, construindo o bonito edifício que é possível ver hoje.

Fachada da Catedral

Ao longo dos séculos foi palco de alguns dos mais importantes eventos da capital britânica, nomeadamente o funeral do Lorde Nelson, do Duque de Wellington, de Sir Winston Churchill e de Margaret Thatcher, a celebração do Jubileu da Rainha Vitória e da Rainha Elisabete II e ainda o casamento de Charles e Diana.

Topo da fachada da Catedral

O seu exterior é de uma beleza incrível, sendo a sua fachada dominada por duas enormes torres, com os seus coruchéus a representarem a paz e a prosperidade, muito semelhante à Igreja romana de Santa Agnese. Mas a sua característica mais notável é a magnífica cúpula, com cerca de 111 metros e que pode ser vista da maior parte da cidade. Wren inspirou-se na majestosa cúpula da Basílica de São Pedro, em Roma.

Cúpula da Catedr

Já o seu interior partilha a beleza do seu exterior, sendo absolutamente deslumbrante. Aqui é possível ver um trabalho magnífico de Wren, que utilizou influências francesas e italianas e criou um local único e com uma simplicidade clássica, digna de ser visitada.

Visão criada por Wren que dá a ideia de oito arcos iguais no corredor

Um dos elementos que mais chama a atenção é o seu magnífico Altar-Mor, de mármore italiano, e o dossel, feito tendo como base vários esboços de Wren.

Coro com Altar Mor ao fundo

Vários são os pontos que merecem ser visitados, mas o principal é sem dúvida a cúpula, uma das maiores do mundo. Ao subir à cúpula não se pode deixar de experimentar a acústica da Galeria dos Sussuros, onde mesmo utilizando uma voz bem baixa, esta poderá ser ouvida do outro lado da galeria. Já bem no topo da cúpula, na Galeria de Ouro, é possível ter uma vista panorâmica da cidade de Londres.

Interior da cúpula com uma magnífica pintura de Thornhill's

Antes de sair da Catedral tem que se descer ao piso subterrâneo, onde se pode visitar a bonita e simples cripta, local onde repousam várias personalidades, nomeadamente o Lorde Nelson, o Duque de Wellington e Sir Christopher Wren.

Retábulo A Luz do Mundo

É uma sorte podermos apreciar a beleza intacta deste belo monumento, uma vez que a mesma já passou por dois incidentes, que poderiam ter consequências bem graves. O primeiro ocorreu em Setembro de 1940, quando uma bomba relógio foi descoberta e removida da catedral. Esta tinha poder suficiente para destruir em completo a Catedral. O segundo ocorreu três meses mais tarde, quando foi encontrada mais uma bomba, desta vez alojada na concha de chumbo do domo.

Não deixe de visitar esta bonita Catedral, que abriga cerca de 200 memoriais, o que a torna um local importante na história de Londres e das pessoas da cidade.

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sexta-feira, 16 de junho de 2017

Descobrir a Abadia de Westminster

Descobrir a Abadia de Westminster


A Igreja do Colegiado de São Pedro de Westminster, ou simplesmente Abadia de Westminster é uma bonita igreja de estilo neogótico da cidade de Londres. É a mais importante igreja anglicana da cidade e uma das mais importantes de Inglaterra, sendo conhecida por ser o local de coroação dos Monarcas do Reino Unido e por albergar as tumbas dos monarcas e figuras históricas britânicas. Foi também palco do funeral da Princesa Diana e do casamento entre o Príncipe William e a Duquesa de Cambridge.


Fachada Norte da Abadia de Westminster

Construída no séc. XI, no estilo românico, a mando do Rei Eduardo, a Abadia foi construída no local onde, em 616 d.C. um pescador do Rio Tamisa teve uma visão de São Pedro. Mais tarde, em 970 d.C. uma comunidade de Monges Beneditinos resolveu instalar-se na região, levando a que em 1065 a Abadia fosse consagrada para abrigar os monges. 


Pórtico da Fachada Norte

Entre 1245 e 1517 o edifício sofreu grandes alterações, nomeadamente no estilo arquitectónico. Mas foi durante o séc. XVIII que esta sofreu a sua maior alteração, ao serem construídas as duas torres da entrada principal. 




Por volta de 1534, o Estado resolveu separar a Igreja de Inglaterra da Igreja Católica, confiscando a Abadia dos Monges e tornando-a uma igreja anglicana, o que a salvou de ser destruída algumas vezes, nomeadamente durante os ataques feitos pelos iconoclastas em 1640. Mais tarde foi devolvida aos Beneditinos, pela mão da católica Rainha Maria I, mas no séc. XVIII, foi de novo retirada, desta vez pela mão de Isabel I, que a transformou no Colegiado de São Pedro.

Uma das Torres da Abadia


Em 1546 e durante 10 anos obteve o estatuto de Catedral, que perdeu em 1560, mas ao invés recebeu o estatuto de Royal Peculiar, ou seja, é um local de culto, que está sob a jurisdição da monarquia, não estando sujeita ao bispado do local. 


Uma das Torres da Abadia

Desde a coroação de Haroldo II de Inglaterra, em 1066, que todos os monarcas do Reino Unido têm sido aqui coroados, excepto Eduardo V e Eduardo VIII, que não tiveram cerimónia de coroação. Tradicionalmente, o monarca que vai ser coroado senta-se no Trono de Eduardo, o Confessor e a cerimónia é presidida pelo Arcebispo da Cantuária.

Entrada para a Sala do Capítulo

A Abadia é também conhecida por ser uma Necrópole Real que foi convertida em Mausoléu Nacional, albergando cerca de 3000 túmulos, 17 dos quais monarcas. O último monarca aqui sepultado foi o Rei Jorge II da Grã-Bretanha, em 1760. Várias são as figuras britânicas aqui sepultadas, nomeadamente Charles Dickens, Charles Darwin, Isaac Newton, Henry Parcel, entre outros. 

Jardins dos Claustros


Os locais de interesse presentes nesta bonita Abadia são imensos, destacando-se a Lady Chapel, que conserva um magnífico tecto e o conjunto de cadeiras do coro de 1512, o Poet's Corner, conhecido como o canto dos poetas e onde estão as tumbas e mausoléus destes e o Trono de Santo Eduardo, um belo trono de coroação medieval do séc. XI.

Pormenores dos Claustros

Temos também os Cloisters, construídos entre o séc. XIII e o séc. XIV e que servem para unir a igreja da Abadia ao resto das dependências ou o Collage Garden que possui mais de  900 anos, sendo o parque mais antigo do país.

Collage Garden

Resta-nos Sala do Capítulo, uma bela sala octagonal, do séc. XIII, com um estilo gótico geométrico magnífico e composta por alguns restos de pinturas do séc. XIV, vários bancos de pedra, vários vitrais e ainda um pavimento dos meados do séc. XIII. Este local foi originalmente utilizada pelos monges beneditinos para as suas reuniões diárias e mais tarde, tornou-se o local de reunião do Grande Conselho do Rei.

Pormenores da Sala do Capítulo

O preço para a visita ao local é de 22 libras se comprado na hora, ou de 20 libras se comprado online, inicialmente fiquei na dúvida se compraria ou não uma vez que é um pouco puxado e não são permitidas fotos no interior (por isso tenho tão poucas fotos) mas como também tinha um voucher em que tinha dois bilhetes pelo preço de um, acabámos por entrar. E não ficámos nada arrependidos. o bilhete incluí audioguia, que é de extrema importância pois ajuda-nos a perceber os detalhes mais importantes da história do local.

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terça-feira, 2 de maio de 2017

Descobrir a Catedral de Southwark

Descobrir a Catedral de Southwark

A Catedral e Igreja Colegial de São Salvador e Santa Maria Overie é um bonito templo localizado na margem sul do rio Tamisa, bem perto da London Bridge. A primeira referência escrita à igreja surge em 1086, mas acredita-se que a mesma possa ter surgido séculos antes.

Catedral de Southwark

Em 1106 a igreja foi "refundada" por dois cavaleiros normandos e o Bispo de Winchester como um convento, cujos membros viviam pela regra de Santo Agostinho de Hippo. A igreja foi dedicada a Santa Maria e tornou-se mais tarde conhecida como Santa Maria Overie, "sobre o rio". Os Cânones Agostinianos criaram um hospital ao lado da igreja, que foi o antecessor directo do actual Hospital St Thomas's em frente às Casas do Parlamento.

Torre da Catedral
Na dissolução dos mosteiros em 1539, os últimos seis cânones reformaram-se, mas continuaram a viver em edifícios a norte da igreja. A própria igreja foi alugada à congregação por Henrique VIII. 
Em 1611, cansados de alugar a sua igreja para o culto, um grupo de mercadores da congregação, conhecidos como os "Negociadores", compraram a igreja ao Rei James I. Mas só em 1905, com a criação da diocese de Southwark, esta se tornou na Catedral de Southwark, igreja matriz da Diocese Anglicana de Southwark.

Porta da Entrada Sul da Catedral

O interior da Catedral de Southwark é bastante bonito e adornado com imensos memoriais, esculturas e vitrais de uma beleza ímpar. Um dos espaços mais conhecidos é a Capela de Harvard e o tabernáculo de Pugin. A capela comemora o principal benfeitor da Universidade de Harvard, que foi batizado em São. Salvador, em 1607. O vitral foi dado pelo embaixador dos EUA Joseph Choate, em 1905. Descrevendo o batismo de Cristo, foi projetado pelo artista americano John La Farge, um colega de Louis Tiffany. A capela também abriga um tabernáculo projetado por Augustus Pugin em 1851.
A Nave foi re-construída em 1895, num projecto de Sir Arthur Blomfield. Um desses belos vitrais é a janela projectada por Henry Holiday, a West End, onde estão representadas as cenas da Criação.

A bela West End

A Nave

Uma das mais belas peças desta Catedral é a sua fonte. A vida cristã começa com o batismo e como tal, em qualquer templo cristão existe uma pia batismal, onde ocorrem os batismos. Este belo exemplar encontra-se entre as entradas norte e sul da Catedral.

A Fonte da Catedral
Iniciando a visita pelo corredor norte a primeira grande atracção que encontramos é o Mapa de Oração do Zimbábue. Existem cinco dioceses anglicanas mo Zimbábue e cada uma das três áreas episcopais da diocese de Southwark estão ligadas a três dessas dioceses anglicanas no Zimbábue. 

Mapa de Oração de Zimbábue
Segue-se o Túmulo de John Gower, um conhecido poeta, amigo intimo de Geoffrey Chaucer (pai da literatura inglesa) e poeta da corte de Richard II e Henry IV.
Este é um túmulo medieval, onde é possível ver uma efígie reclinada de Gower, com a cabeça apoiada na cópia de 3 das suas maiores obras, que são unidas por temas morais e políticos. A mais conhecida terá sido o Confessio Amantis, uma coleção de histórias de amor, incluindo uma sobre Péricles de Tiro, mas Speculum Meditantis, um tratado filosófico e Vox Clamantis, uma sátira política, não lhe terão ficado atrás.

Túmulo de John Groer

Seguindo a visita à Catedral chegamos ao Altar e bem por cima deste encontra-se uma tela magnífica, erguida pelo bispo Fox de Winchester, em 1520. A sua aparência actual, apresenta várias esculturas, sendo semelhante ao objecto inicial, mas a maioria do detalhe é de períodos posteriores. As figuras representam santos e pessoas ligadas à história da Catedral de Southwark. Em 1930 foi acrescentado um novo painel dourado, mostrando os padres gregos e latinos da Igreja, inspirado num painel da Basílica de São Marcos, em Veneza.

Tela por cima do Altar

Uma das peças com maior significado da Catedral é o Nonsuch Chest, uma bela caixa embutida, feita por imigrantes alemães em Southwark. Esta foi dada à igreja em 1588 por Aldreman Hugh Offley. Anteriormente, este belo baú serviu para armazenar os registos paroquiais.

Continuando a visita é possível encontrar a Efígie de madeira de um cavaleiro, uma das únicas 94 efígies de madeira semelhantes em toda a Grã-Bretanha, tendo sido datada de 1280.
A sua identidade é desconhecida, mas acredita-se que seja um membro da família de Warenne, que tinha fortes ligações com a igreja neste momento.

A Efígie de Madeira do Cavaleiro

Bem próximo deste local é possível ver o Monumento a Humble, onde está retratado Alderman Richard Humble e as suas duas esposas, Elizabeth e Isabel. As efígies dos seus filhos estão retratados nos lados. Humble era um vereador da cidade e membro da Igreja.
Este é um belo exemplar do trabalho da "escola de Southwark", um grupo de escultores flamengos refugiados, que viveram e trabalharam na área.


Monumento a Humble

Nesta zona está também um monumento de estilo flamengo, onde está representado um ex-morador local, John Trehearne e a sua esposa. Ele foi um dos "Negociadores" que ajudou a comprar a igreja ao Rei James I.

Monumento a John Trehearne
Chega-se depois à zona do Retro-Coro, a parte mais antiga da Catedral que data do século XIII. Esta área foi utilizada como a zona privada do Bispo, não sendo parte integrante da igreja. Só mais tarde, em 1623 passou a fazer parte do templo. Actualmente, é composta por quatro capelas dedicadas a Santo André, São Cristóvão, a Virgem Maria e São Francisco e Isabel da Hungria.

Retro-Coro com a Capela da Virgem Maria ao fundo

Na Capela de Santo André são comemorados aqueles que vivem e morrem sob a sombra do HIV. Esta é uma preocupação muito contemporânea para uma doença que afeta grandes grupos de homens, mulheres e crianças em todo o mundo, particularmente na África. Uma pequena cerimónia é realizada para eles todos os sábados às 9h15.

Capela de Santo André
A Capela de São Cristovão foi concebida como uma capela para crianças. O painel pintado atrás do altar inclui borboletas, símbolos da ressurreição e almas humanas.

Capela de São Cristovão

A Capela da Virgem Maria é dedicada à mãe de Jesus. Já a Capela de São Francisco e Isabel de Hungria é dedicada a estes dois santos que eram conhecidos pela sua preocupação com os pobres, sendo um local onde os empregados da área social são comemorados.

Capela de São Francisco e Isabel da Hungria

Continuando a visita pelo corredor sul a partir do Retro-Coro encontramos o Túmulo do Bispo Lancelot Andrews, um grande pregador do século XVII. A parte original do túmulo, a efígie de Andrews e a crista no lado norte, é da autoria de um refugiado flamengo, Gerard Johnson. No túmulo Andrews aparece vestindo o manto da Ordem da Jarreteira e carregando um pequeno livro, que parece representar as suas Preces Privatae, uma colecção de orações que ele compôs e que ainda hoje são utilizadas.

Túmulo do Bispo Lancelot Andrews

Segue-se o órgão da catedral, construído por Lewis e Co., 1897. Thomas Christopher Lewis, fundador da companhia, era um nome reconhecido para a construção de instrumentos que tinham um tom brilhante e vibrante. Este permaneceu intocável até 1952, altura em que Henry Willis e Son, fizeram uma grande alteração, principalmente ao nível do som e transferiram-no de local.
Mas alguns anos após a reconstrução foi decidido que o órgão deveria voltar às especificações do conceito original, uma vez que as alterações de Willis tinham modificado significativamente o som do instrumento.

Órgão da Catedral

No transepto sul, construído no início do séc. XV, é possível ver vários monumentos de interesse e que captam a atenção de qualquer um. Um dos mais imponentes é o de Joyce, Lady Clerke, mandado erguer pelo seu marido, William, um conhecido advogado local e poeta. Este foi projectado por Nicholas Stone, um proeminente escultor do séc. XVII.
Outro dos monumentos deste local, comemora o médico Lionel Lockyer, famoso pelos seus comprimidos milagrosos.
O monumento Bliss é um monumento típico do séc. XVIII, que pretende comemorar Richard Bliss, um membro da Sacristia de São Salvador.

Parede do transepto sul com vários monumentos
comemorativos

O Memorial a Shakespeare, foi esculpido por Henry McCarthy, em 1912, e mostra uma figura de alabastro reclinada do actor e escritor. Há ainda uma bela janela, projectada por Christopher Webb, que mostra várias personagens das peças do escritor.
O irmão de William, Edmund está aqui enterrado embora não se saiba ao certo onde.

Memorial a Shakespeare

Continuando a visita somos levado a sair pela porta sul, que nos leva para as traseiras da Catedral e onde é possível ver o Memorial a Mahomet Weyonomon, inaugurado em 2006, pela Rainha e pelo Duque de Edimburgo. Este é um belo pedragulho de granito, esculpido por Peter Randall Page.
Mahomet Weyonomon era um chefe de Mohegan que veio a Inglaterra em 1735 para requisitar o rei George II para recuperar terras ancestrais tomadas pelos colonos em Connecticut. Weyonomon morreu de varíola antes que seu caso pudesse ser ouvido. Como era estrangeiro, não podia ser enterrado na cidade e assim foi enterrado em uma sepultura não localizada no quintal da Catedral.

Memorial a Mahomet Weyonomon
E termina assim a visita a uma bela Catedral, escondida do outro lado do Rio Tamisa e que por isso pode passar um pouco despercebida a quem visita Londres. Contudo, vale a pena o desvio da zona mais turística da cidade para ver este belo exemplar religioso.

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sábado, 25 de março de 2017

Descobrir a Catedral de Westminster

Descobrir a Catedral de Westminster


A Catedral de Westminster é a maior igreja católica de Inglaterra e sede do trono do arcebispo de Westminster, não devendo ser confundida com a Abadia de Westminster.
Foi construída muito depois da Abadia e as terras onde foi construída pertenciam aos monges da Abadia, que no séc. XVII venderam o terreno para a construção de uma prisão, mas em 1884 a Igreja Católica comprou o espaço e erigiu a Catedral, que dedicou ao Mais Precioso Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.
A construção da Catedral começou em 1895, sob o comando do Cardeal Vaughan, tendo John Francis Bentley como arquitecto. Este belo templo de estilo neo-bizantino, foi inaugurado em 1903 e a sua consagração aconteceu a 28 de Junho de 1910.

Catedral de Westminster

O seu magnífico interior, embora incompleto, possui vários exemplares de arte únicos, que a tornam muito especial, nomeadamente, um trabalho em mármore, composto por mais de 120 variedades de mármore, provenientes de 25 países diferentes, uns mosaicos esplendorosos, compostos por mais de 14 milhões de peças, desde mármores, pedra, terracota ou vidro e ainda várias esculturas de bronze, magníficas, que compõem a Via Crúcis, da autoria do jovem Eric Gill.

Trabalho de Mosaicos

A sua nave de 33 metros de comprimento, é constituída por cerca de 134 colunas de mármore, algumas das quais de cor vermelha, representando o Mais Precioso Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. 

Nave Central

Bem ao fundo da nave é possível ver a Cruz Grande, que possui 9 metros de altura e pesa 2 toneladas. Também ao fundo da nave é possível ver o belo altar-mor, sob um magnífico baldaquino.

Cruz Grande

Baldaquino

Continuando a visita é possível ver um bonito púlpito, que possui uma imagem de Nossa Senhora de Walsingham. E ainda o Santuário de Nossa Senhora de Westminster, onde é possível apreciar um bonito alabastro medieval inglês, do séc. XV.

Nave e Púlpito

Santuário Nossa Senhora de Westminster

No seu batistério é possível encontrar uma pia octogonal, da autoria de John Francis Bentley, de 1901 e ainda uma estátua de São João Baptista, feito de estanho da Cornualha.

Pia no Batistério

Ao longo desta belíssima Catedral é possível apreciar da 11 magníficas capelas, cada uma com a sua história e singularidade.
Ao entrar na Catedral e seguindo pelo lado direito, logo depois de passar o batistério, é possível encontrar a Capela de São Gregório e São Agostinho, dois dos santos que trouxeram o Evangelho para a Inglaterra. Ali estão enterrados o Bispo Richard Challoner e o Cardeal George Basil Hume.

Capela de São Gregório e São Agostinho

Segue-se a Capela de São Patrício e dos Santos da Irlanda, onde o verde é a cor predominante, com a maioria do mármore que a completa, a ser proveniente da Irlanda. Uma das particularidades desta capela é o facto, de nas suas paredes estarem os emblemas dos vários regimentos irlandeses e os que lutaram na I Guerra Mundial e ainda a presença de um caixão junto ao altar, onde estão inscritos os nomes dos soldados irlandeses que morreram na guerra.

Capela de São Patrício e dos Santos da Irlanda

Na Capela de Santo André e dos Santos da Escócia é possível ver dos lados do altar os relevos de quatro santos escoceses, enquanto que o nome dos restantes se encontram esculpidos nas paredes à volta da capela. Uma das coisas que mais chama a atenção neste local é o mosaico do tecto, onde estão representadas as 6 cidades a santo André e às suas relíquias e onde se consegue um padrão que faz lembrar as escamas dos peixes ou às nuvens.

Mosaico do tecto da Capela de Santo André e dos Santos da Escócia

Seguidamente surge a Capela de São Paulo onde pudemos ver no seu tecto representado uma tenda, uma vez que São Paulo era um fabricante de tendas. O mármore cinza das paredes é proveniente de Atenas, onde São Paulo pregou.

Capela de São Paulo
Tecto da Capela de São Paulo



A última capela do lado direito é a Capela da Bem-Aventurada Virgem Maria, que possui uma decoração absolutamente maravilhosa e foi aqui que se celebrou, em 1903, a primeira missa da Catedral.

Capela da Bem Aventurada Virgem Maria

Passando pelo altar-mor e seguindo para o lado esquerdo em direcção à saída encontramos a Capela do Santíssimo Sacramento, que já reservada para orações privadas. Os bonitos mosaicos que aqui encontramos, foram desenhados por Boris Anrep.

Capela do Santíssimo Sacramento


Segue-se a Capela do Santuário do Sagrado Coração e do São Miguel Arcanjo, uma pequena capela onde se pode ver uma grande estátua do Sagrado Coração de Jesus, doada pelas irmãs do Sagrado Coração, enquanto que os mármores do local foram doados por alunos das escolas conventuais do Sagrado Coração.

Capela do Santuário do Sagrado Coração e do São Miguel Arcanjo

Já a Capela de São Tomás de Canterbury, dedicada a São Tomás, está cercada de gradeamento de bronze dourado, sendo a Capela do Cardeal Vaughan, terceiro arcebispo de Westminster e fundador da Catedral. Por entre as grades é possível apreciar o monumento ao Cardeal.

Capela de São Tomás de Canterbury

Seguidamente, surge a Capela de São José, dedicada ao marido de Maria. Aqui é possível encontrar os restos mortais do quinto arcebispo de Westminster, o Cardeal Hinsley. No chão da capela é possível ver os quatro símbolos de Cristo: o pavão, o cordeiro, o peixe e o monograma de Jesus Cristo.

Capela de São José

Na Capela de São Jorge e dos Mártires Ingleses é possível ver painéis, debaixo das janelas, onde está a lista de militares que perderam a vida na guerra.

Capela de São Jorge e dos Mártires Ingleses 

Por fim é possível encontrar a Capela das Santas Almas, desenhada pelo próprio John Francis Bentley. Cada detalhe desta bela capela  foi pensado ao pormenor pelo arquitecto.

Capela das Santas Almas

Esta é uma belíssima Catedral que passa despercebida pela sua proximidade à Abadia de Westminster, contudo é um local bem diferente da Abadia e com uma beleza ímpar, que merece ser visitada.
Já visitaram a Catedral de Westminster? Qual a vossa opinião?

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