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segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Descobrir Tavira

Descobrir Tavira

Agora que estamos em pleno Inverno e com saudades do calor decidi falar-vos de uma bonita cidade da região do Sotavento Algarvio, Tavira.
Situada às margens do Rio Gilão, Tavira é uma das cidades mais bonitas do Algarve, possuindo uma mescla de elegantes edifícios, ruas de paralelos e praças, que lhe conferem um ambiente de uma vila piscatória bem tradicional.
Ao visitar esta região irá encontrar vestígios que indicam que a mesma foi habitada por fenícios, cartagineses, gregos, túrdulos e romanos. Sabe-se que entre os séc. VIII e XIII foi dominada pelos árabes até ser conquistada, em 1242, pelos Cavaleiros da Ordem de Santiago, comandados por D. Paio Peres Correia. Em 1520, foi elevada a cidade, pelas mãos de D. Manuel I.

Para conhecer Tavira tem que se deixar perder pelas ruelas charmosas e encantadoras e maravilhar-se pelos seus bonitos edifícios, tendo em atenção que os edifícios históricos da cidade, foram construídos posteriormente a 1755, pois nesse ano houve um terramoto que devastou a cidade.

Rua de Tavira

Para descobrir Tavira inicie o percurso no Mercado da Ribeira, um bonito edifício em ferro forjado, datado do séc. XIX, que abrigou até 1999, o mercado central e que actualmente, após obras de reabilitação, é composto por lojas, restaurantes e bares e siga em direcção ao belo Jardim do Coreto, local onde se costuma fazer um pequeno mercado de produtos regionais.

Jardim do Coreto

Dirija-se para o centro da cidade, mais propriamente para a Praça da República, onde está situada o edifício dos Paços do Concelho, cuja fachada possui o Brasão da cidade e o rosto esculpido de D. Paio Peres Correio.  Pudemos ver ainda um belo monumento aos combatentes da I Grande Guerra Mundial.
Logo ali encontrará também o Núcleo Museológico Islâmico, um dos polos do Museu Municipal de Tavira e que possui um diversificado espólio arqueológico do período medieval islâmico na cidade, alguns deles provenientes de várias escavações desenvolvidas no último ano.


Praça da República
Continue caminhando até chegar à Porta de D. Manuel I e estará entrando "Vila a Dentro". Esta porta terá sido construída no reinado de D. Manuel I, para permitir a comunicação com a então Praça da Ribeira.

Sendo Tavira uma cidade com uma longa tradição católica, com mais de 30 igrejas prontas a serem descobertas é natural encontrar uma a cada canto. Assim, logo que passa a Porta de D. Manuel I encontrará a Igreja da Misericórdia, localizada junto à Porta D. Manuel I., obra do mestre pedreiro André Pilarte. Esta é uma bela igreja renascentista, do séc. XVI, especialmente conhecida pelos seus magníficos retábulos barrocos e os seus 18 painéis de azulejos figurativos azuis e brancos, datados do séc. XVIII.

Porta D.Manuel

Continue o percurso até chegar à Igreja de Santa Maria do Castelo, a igreja com maior destaque na cidade. Datada do séc. XIII, terá sido construída no local de uma antiga mesquita, no Alto de Santa Maria, após a conquista de Tavira, pela Ordem de Santiago, em 1242. É constituída por vários estilos arquitectónicos, como o gótico, barroco, manuelino e neoclássico, algo resultante das reconstruções que foi sofrendo ao longo dos séculos, nomeadamente após o sismo de 1755, que provocou uma tremenda destruição da mesma. Aqui jazem as sepulturas de sete Cavaleiros da Ordem de Santiago e acredita-se que abrigue também a sepultura do Grão-Mestre, Dom Paio Peres Correia.

Igreja de Santa Maria do Castelo
Visite de seguida o Castelo de Tavira, classificado como Monumento Nacional e uma das atracções da cidade. Este belo castelo medieval, de origem fenícia, terá sido conquistado aos mouros, em 1240, pelas forças de D. Paio Peres Correia, Mestre da Ordem de Santiago.
As suas belas torres oferecem uma das paisagens mais bonitas da cidade e de toda a região envolvente, enquanto que o seu magnífico jardim é o local ideal para descansar nos dias de calor. O acesso ao Castelo é gratuito.
Junto ao Castelo encontrará a Torre de Tavira, um antigo reservatório de água que actualmente, na sua câmara obscura nos proporciona uma vista de 360º de Tavira.

Caminhe pela cidade dirigindo-se de novo para a Praça da República e siga para a Ponte Romana. Esta é um dos cartões postais da cidade e como tal, ponto obrigatório de visita. Situada no centro da cidade, esta bela ponte une as duas margens do Rio Gilão. Acredita-se que este era o local de uma ponte romana do séc. III, que foi reconstruída durante o período medieval. Sofreu várias modificações ao longo dos séculos, mantendo-se com a configuração adquirida no séc. XVII. A partir de 1989 passou a ser uma ponte pedonal

Ponte Romana

Atravesse a ponte e dirija-se para umas das praças mais bonitas da cidade, a Praça Dr. António Padinha, onde é possível encontrar um belo jardim, uma estátua de Dom Marcelino Franco e ainda a Igreja de São Paulo. Esta última é uma antiga igreja conventual dos frades eremitas de São Paulo, mandada construir em 1606. É conhecida pela sua fachada desornamentada, pela sua planta em cruz latina com uma única nave e pelo Retábulo de Nossa Senhora do Carmo, de 1730.

Siga em direcção a mais um dos pólos do Museu Municipal de Tavira, a Ermida de Santa Ana, um dos edifícios religiosos mais antigos da cidade. Terá sido erigida no início do séc. XIV e passando a funcionar como uma capela privada, integrada no Palácio do Governador do Algarve. Esteve abandonada algum tempo, até que por volta de 2006 foi remodelada, sendo actualmente um palco de actividades culturais.

Se tiver interesse poderá visitar o restante Museu Municipal de Tavira, conhecido por ser um museu de território, polinucleado e multitemático, composto por vários pólos, nomeadamente o Palácio da Galeria (com exposições que abordam a História e a diversidade do património concelhio), o Núcleo Museológico de Cachopo (enaltece a vertente serrana do concelho desde os tempos pré-históricos), Núcleo Arqueológico do Bairro Almóada (com a exposição de vestígios de um bairro almóada), a Ermida de São Sebastião (magnífica ermida medieval) e o Centro Interpretativo do Abastecimento de Água de Tavira (antiga estação elevatória das águas).

Se estiver de visita à cidade não pode deixar de passar pelas Salinas, localizadas em pleno Parque Natural da Rio Formosa. Aqui encontrará os montes brancos de flor de sal salpicados com pernas-longas e flamingos, conferindo uma paisagem deslumbrante e seguir até ao Mercado Municipal onde poderá comprar fruta, peixe e maravilhosas especiarias.

Mercado Municipal
Outro local de visita obrigatória é o Forte de Santo António de Tavira, localizado na foz do Rio Gilão. Terá sido construído no séc. XVI, a mando de D. Sebastião, de forma a proteger a entrada na barra e, simultaneamente, a cidade.

E claro que não pode deixar de visitar as belíssimas praias das redondezas, nomeadamente a Ilha de Tavira, a Praia de Cabanas e as Praias da Terra e do Barril.

Se pretender adquirir bilhetes para as atracções de Tavira basta aceder aqui ao site GetYourGuide e encontrará uma plataforma que reúne as melhores actividades da zona.

Este blog tem parceria com o Booking. Se pretende fazer a sua reserva para ficar alojado em Tavira, contrate o serviço aqui e estará a ajudar o nosso blog, já que o nosso trabalho é voluntário.

Caso queira ler mais sobre o Algarve, não deixe de ver os nossos artigos

sábado, 8 de dezembro de 2018

Descobrir a Mata Nacional do Bussaco

Descobrir a Mata Nacional do Bussaco

A Mata Nacional do Bussaco, inserida na Serra do Bussaco, é uma área protegida, plantada pela Ordem dos Carmelitas Descalços, no início do séc. XVII. Aqui é possível encontrar inúmeras espécies vegetais importadas dos quatro cantos do mundo, sendo um património único, quer na sua componente natural, quer na sua componente arquitectónica.

Mata Nacional do Bussaco
O espaço terá sido doado em 1628 por D. João Manuel, Bispo de Coimbra, à Ordem dos Carmelitas Descalços, para que estes pudessem construir o seu "Deserto", em Portugal. E foi nesse mesmo ano que se iniciaram as obras para a construção do convento e os seus muros, para delimitar o local. Depois de construído um convento simples, algo bem patente no seu revestimento arquitectónico e técnica decorativa, iniciou-se a construção da Via Crucis, em 1644, que tinha como objectivo representar os passos da Paixão de Cristo. Já a bonita floresta autóctone portuguesa foi sendo "construída" por sucessivas gerações de monges, que tinham como objectivo representar o Monte Carmelo, como local da origem da Ordem.
Mais tarde, em 1810, a Mata foi palco da Batalha do Bussaco, tendo o convento servido de base ao Duque de Wellington, durante o confronto entre as tropas luso-britânicas e as tropas napoleónicas. Alguns anos depois, em 1834, dá-se a extinção das ordens religiosas e como tal, segue-se um período em que o local fica ao abandono.
Mas em 1856, a Mata passa a ser propriedade da Administração Geral das Matas do Reino e sofre alguns melhoramentos, nomeadamente uma área ajardinada, designada por Jardim Novo e que actualmente envolve o Convento e o Hotel,  a Cascata de Santa Teresa e ainda o Vale dos Fetos, com o Lago Grande.
Mais tarde, em 1888, Emídio Navarro decide dar início à construção de um palácio real, de estilo neomanuelino, cujo magnífico projecto tem a autoria de Luigi Manini.

Ao passear por esta bela Mata perceberá que a mesma possui "um microclima muito particular, com temperaturas amenas, elevada precipitação e frequentes nevoeiros matinais, que favorecem a ocorrência de elevada biodiversidade", assim como sentirá que está num local místico retirado de um qualquer livro encantado.

Mata Nacional do Bussaco

A Mata tem para oferecer vários percursos pedestres, devidamente identificados, que o convidam à descoberta da sua biodiversidade maravilhosa e única.

O seu Património Natural é riquíssimo tanto a nível de Fauna, como da Flora. Exemplo disso são as 150 espécies de Animais vertebrados e mais de 600 espécies de invertebrados espalhados pela Mata Nacional do Buçaco. Possuindo ainda, uma das mais ricas colecções dendrológicas da Europa, sendo conhecida como "majestoso arboreto". É constituída por cerca de 257 espécies lenhosas, 89 espécimes notáveis, cerca de 400 espécies de flora autóctone e 300 de flora alóctone, possui ainda 4 unidades de paisagem ( Arboreto, Pinhal do Marquês, Mata Climática da Cruz Alta e Jardim e Vale dos Fetos).

Mata Nacional do Bussaco
Estas unidades de paisagem possuem características únicas que as distinguem uma das outras. O Arboreto resulta de um processo de florestação, onde partiram de uma área já existente e que foi sendo reflorestada, inicialmente pelos frades, que habitavam o local, durante o séc. XVII.

O Pinhal do Marquês ocupa cerca de 15 ha, sendo o pinheiro-bravo (Pinus Pinaster) a espécie dominante neste povoamente, invadido por acácias.

A Mata Climática da Cruz Alta é composta pela Floresta Relíquia, situada no extremo sudoeste da Mata Nacional do Bussaco, constituída essencialmente por plantas autóctones, conservando as características da floresta primitiva que existia nesta região, antes da ocupação humana. E ainda pelos Habitats naturais constantes da Directiva Habitats, composta por matagais arborescentes de Laurus nobilis, Louriçais, matos termomediterrânicos pré-desérticos, Medronhais, Carvalhais Galaico-portugueses, entre outros.

Mata Nacional do Bussaco

O Jardim Novo, construído em 1886-87, possui canteiros delimitados por sebes de buxo talhadas e o Vale dos Fetos, teve o seu nome atribuído pela existência de muitos exemplares de fetos, de porte arbóreo. O seu arruamento terá sido construído por volta de 1887.

Jardim Novo

Outro exemplo do Património Natural é o Cedro de São José, um cipestre, plantado na Mata, no séc. XVII, tendo resistido na local durante mais de 300 anos. Apesar do seu nome científico - Cupressus lusitanica - subentender tratar-se de uma espécie portuguesa, a verdade é que a mesma terá sido trazida das regiões montanhosas do México, Guatemala e Costa Rica, pela Ordem dos Carmelitas.
O seu nome surgiu uma vez que está localizado na Ermida de São José, bem no coração da Mata Nacional do Bussaco, sendo uma homenagem a São José e uma das principais atracções da Mata.

Cedro de São José

Já o Património Edificado, classificado como Imóvel de Interesse Público, engloba o núcleo central (Palace Hotel Bussaco e o Convento de Santa Cruz), 10 Ermidas de habitação, 4 Capelas de Devoção, 20 passos da Via Sacra, 10 Cercas com as respectivas portas, o Museu Militar, o Monumento comemorativo da Batalha do Bussaco, vários Cruzeiros, 6 Fontes e vários Miradouros e Casas.

Património da Mata Nacional do Bussaco

A Porta das Ameias é uma das portas que dá acesso à Mata e que se encontra aberta desde a fundação do Convento de Santa Cruz do Bussaco. Esta porta, cujo nome provém do facto de várias ameias lhe servirem de remate, foi reaberta por volta de 1861, pelo Conde da Graciosa, sendo a mais utilizada a nível de circulação rodoviária. É uma pequena porta de pedra, muito ao estilo de muralhas, que geralmente protegem uma vila ou cidade.

Porta das Ameias

O Miradouro Portas de Coimbra, recebeu este nome, uma vez, que se encontra virado para a bela cidade de Coimbra. Aqui encontram-se duas belas portas, que têm inscritas duas bulas papais, onde são excomungados todos os que causam danos à floresta e onde é proibida a entrada de mulheres nos conventos dos Carmelitas, qualquer que fosse a sua condição e hierarquia. Em tempos esta terá sido a entrada principal da Mata, mas com o tempo acabou por cair em desuso e actualmente é mais utilizada como local de convívio, onde pode relaxar e estar em contacto com a Natureza, com excelentes paisagens como pano de fundo.

Miradouro Portas de Coimbra

A Ordem dos Carmelitas Descalços construíram também o Convento de Santa Cruz do Bussaco, cujo objectivo era albergar essa ordem monástica, que existiu entre 1628 e 1834. Uma das particularidades deste convento é que em 1810 foi a casa de Arthur Wellesley, 1º Duque de Wellington, durante a Guerra Peninsular, uma vez que este foi o comandante das forças anglo-portuguesas contras as tropas do general francês André Massena, na Batalha do Bussaco. 
Actualmente, é uma das atracções turísticas mais conhecidas da Mata Nacional do Bussaco.

Convento de Santa Cruz do Bussaco

Em 1888 iniciou-se a construção do Palácio Real, actualmente Palace Hotel do Buçaco, no local do convento, sendo este parcialmente demolido. O Palácio Real foi o último legado dos reis de Portugal. Tendo sido projectado no final do séc. XIX, pelo arquitecto italiano Luigi Manini e contado com a intervenção de outros magníficos arquitectos. 
Possui um estilo neomanuelino, bem característico e está magnificamente decorado com painéis de azulejo, frescos e quadros alusivos à Epopeia dos Descobrimentos.


Palácio Real

No seu interior é possível encontrar obras de arte únicas, de grandes mestres portugueses, nomeadamente, a colecção de painéis de azulejos, evocando os Lusíadas, os Autos de Gil Vicente e a Guerra Peninsular, magníficas esculturas, pinturas e frescos, belas telas, ilustrando versos da epopeia marítima de Luiz de Camões e ainda bonitas peças de mobiliário portuguesas, indo-portuguesas e chinesas.

Interior do Hotel Palace Buçaco

Dentro do Palácio poderá perder-se pelos diversos ambiente, nomeadamente pelo Bar Carlos Reis.Um bonito e secular espaço, contíguo ao que terá sido o antigo salão de festas do Palácio. Na sua decoração são mantidos os móveis originais e sobre os lambris de madeira é possível ver as bonitas pinturas, com motivos florais, do mestre Carlos Reis. No espaço do bar propriamente dito sobressai um bonito quadro "Os Derrotados", que terá sido idealizado por Carlos Reis e pintado pelo seu filho.
Este é o local ideal para descansar, depois de uma caminhada pela Mata, enquanto degusta de um belo vinho do Porto, um raro Madeira ou um robusto bruto da Bairrada, todos eles expostos para que possa escolher o que mais lhe agradar.


Bar Carlos Reis

Outro ambiente maravilhoso é a Sala de Jantar Real, que serve de espaço de refeições do Restaurante Real. Esta é a antiga sala de banquetes dos Braganças, sendo o espaço caracterizado pelo seu magnífico tecto árabe e as suas magníficas telas, de João Vaz, que ilustram a viagem de Vasco da Gama para a Índia. 
A minha sugestão é que optem pelo menú de degustação e se deixem levar pelos pratos preparados pelo chef acompanhados pelos lendários Vinhos do Bussaco.


Sala de Jantar Real

O Museu Militar, situado no lugar das Almas do Encarnadouro, abriga o espólio da Batalha do Bussaco, travada em Setembro de 1810, entre as tropas napoleónicas, comandadas pelo Marechal Massena e as anglo-lusas, comandadas pelo Duque de Wellington.
Este foi inaugurado por ocasião do 1º Centenário da Batalha, com a presença do Rei D. Manuel II e nas suas salas é possível ver o rico legado deixada dessa época, nomeadamente figuras uniformizadas, guiões e medalhas, uniformes, gravuras, entre outras.

Passeando pela Mata encontrará a Via Sacra, composta por diversas capelas, onde estão representados os vários passos da Prisão e da Paixão de Cristo.
A Via Sacra que vemos actualmente resulta de várias transformações, que ocorreram ao longo dos séculos, desde a altura em que foi implantada na Mata, em pleno séc. XVII, pela mão do reitor da Universidade de Coimbra, Manuel Saldanha.

Capela da Via Sacra

O Pretário faz parte da Via Sacra, situando-se no início da mesma e simboliza o Palácio de Poncio Pilatos. Foi mandado construir pelo Bispo Conde D. João de Melo, que tentou incorporar vários elementos marcantes na condenação e na morte de Jesus Cristo, nomeadamente os 28 degraus que se encontram no Pretório e que simbolizam os 28 degraus percorridos por Jesus Cristo, quando subiu no Palácio de Pilatos e ainda temos a famosa varanda do Ecce Homo.

Um dos elementos mais encantadores da Mata são as suas fontes, nomeadamente a Fonte de Santa Teresa, situada junto à ermida com o mesmo nome. Esta terá sido construída pelos frades carmelitas e concluída em pleno séc. XIX. Foi considerada a melhor fonte de água da Mata Nacional do Bussaco e deve o seu nome a Santa Teresa de Ávila, a reformadora da Ordem das Carmelitas e Doutora da Igreja.
Em volta é possível encontrar várias mesas e bancos de pedra, ideal para fazer uma pausa na caminhada e aproveitar para relaxar um pouco, ao som da água a correr na fonte.

Fonte de Santa Teresa
Ou ainda a Fonte da Samaritana, localizada na Ermida com o mesmo nome. Esta fonte foi mandada construir por D.Manuel Saldanha, e onde foi representado o encontro entre Jesus e a Samaritana, mas quando, no séc. XIX, a fonte sofreu uma reforma, esta representação desapareceu. Actualmente apenas é possível ver as duas lápides, onde estão gravadas passagens desse diálogo bíblico. Actualmente, encontra-se em grande estado de degradação. Uma particularidade é que esta não possui nascente própria, sendo fornecida pela Fonte do Carregal.

As Ermidas de Habitação tinham como função servir de local de repouso para os frades que pretendiam passar algum tempo fora do mosteiro e separados da comunidade. Estas simples ermidas eram compostas por um pequeno oratório, uma pequena sacristia, um pequeno espaço para descanso e um pequeno jardim, com uma cisterna.

Para mim este é de facto um dos locais mais bonitos de Portugal, quer pela sua história, quer pela sua beleza natural, quer pelo seu ambiente místico  sem dúvida que irei visitar mais vezes.

Mata Nacional do Bussaco
Este blog tem parceria com o Booking. Se pretende fazer a sua reserva para ficar alojado na zona da Mata Nacional do Bussaco, contrate o serviço aqui e estará a ajudar o nosso blog, já que o nosso trabalho é voluntário.

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sexta-feira, 15 de junho de 2018

Descobrir Sierre

Descobrir Sierre


Na nossa mais recente visita à Suíça visitámos a região de Sierre. Inicialmente denominada de Curtis, esta localidade foi legada à Abadia de Saint-Maurice, no Cantão de Valais, que no séc. XI pertencia ao Bispado de Sion.

Esta é uma região que sobrevivia essencialmente da agricultura e só com o aparecimento dos caminhos de ferro, em 1868 é que começou a ficar mais desenvolvida.
Conhecida como a cidade do sol, por possuir sol cerca de 300 dias por ano, Sierre não mudou muito na sua aparência ao longo dos tempos, mantendo-se uma cidade quente e antiga, que se transformou numa cidade animada e acolhedora. Esta é a principal região vinícola da Suiça, sendo a sua paisagem maioritariamente constituída por vinhas.

Apesar de não possuir um grande número de atracções, a verdade é que as poucas que existem são bonitas e bem interessantes, tornando o passeio muito agradável. Prepare-se para caminhar, sempre rodeado de uma bela paisagem e facilmente visita a cidade em uma manhã ou tarde.

Sierre

O primeiro local que visitámos foi o Museu do Vinho do Valais, que tem como objectivo garantir a conservação do património ligado às vinhas e à produção de vinhos. As actividades do museu giram em torno de quatro missões básicas: conservação e manutenção de inventários, pesquisas científicas, destaque de colecções e educação pública cultural.

Bem junto ao Museu encontrámos o Château de Villa, um castelo construído no séc. XV, por uma família de Platea. Em 1939 o edifício foi comprado e restaurado por Mme. Panchaud De Bottens, com o intuito de criar um museu de trajes suíços, contudo o plano saiu furado quando a mesma foi vítima de fraude e teve que abrir falência. Recentemente, em 1951, o castelo tornou-se propriedade de uma fundação sem fins lucrativos, cujo objectivo era fazer do Château de Villa um lugar de importância para a cidade e para o cantão de Valais. As prioridades da fundação são garantir a preservação do próprio castelo e promover os interesses culturais e económicos do Valais.
Actualmente abriga um restaurante e uma enoteca, onde é feita a promoção dos produtos de Valais, em especial dos seus vinhos.

Château de Villa
Continuámos o nosso passeio e fomos visitar o Le Château de Mercier, propriedade da família Mercier de Lausanne, na colina de Pradegg. Este belo castelo, construído em 1908, combina os estilos neo-renascentista e neo-barroco, sendo composto por três casas e algumas dependências, nomeadamente, celeiros, estábulos, galpões, entre outros. Terá sido construído para a família passar as férias de Verão, contudo, como a manutenção da casa e do seu belo parque ficava bastante dispendiosa, em 1991, a família legou ao Estado de Valais. Foi então renovada por mais de 4 milhões de francos suíços e a sua gestão foi confiada a uma fundação de Sierre, que organiza eventos culturais e gere o centro de acolhimento de seminários.

Le Château Mercier

Este é um local alegre e emocionante, onde a viticultura ganhou uma verdadeira dimensão cultural e onde cada local possui uma beleza única e tão virada para promoção de Sierre. 
Vocês já visitaram a cidade? O que acharam?

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Leia os nossos outros artigos sobre a Suiça:















sábado, 28 de abril de 2018

As viagens que todos devemos fazer

As viagens que todos devemos fazer 

Recentemente li um artigo maravilhoso denominado 102 viagens que todos devemos fazer uma vez na vida e resolvi fazer uma reflexão com base nesse artigo, falando nas viagens ai descritas que já fiz e aquelas que sonho fazer. Esta é uma lista  única que engloba destinos e festividades mágicas, capazes de encantar qualquer um.
A verdade é que todas são maravilhosas e foi bastante difícil escolher, confesso que me apetecia colocar as 92 que ainda não fiz mas pronto, a muito custo lá consegui decidir e escolhi "apenas" 30.

As que já fiz:
- Provar algumas das melhores pizzas do mundo em Nápoles, Itália. Declarada como património da Humanidade, a famosa pizza de Nápoles conta já com mais de cinco séculos de existência, acreditando-se que a mesma terá ganho fama, quando em 1889 Rafaelle Esposito fez a primeira pizza redonda, para servir à Rainha Margherita, de Itália. Esta terá sido enfeitada com as cores da bandeira de Itália, com queijo (branco), manjericão (verde) e tomate (vermelho).

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Uma bela pizza

- Assistir ao pôr do sol sobre o Mar Mediterrâneo a partir de Santorini, uma das mais belas ilhas gregas. Este é um local divino, silencioso e encantador, possuindo o pôr-do-sol mais famoso e romântico do mundo. Já tive a oportunidade de visitar esta bela ilha por duas vezes e de ambas fiquei absolutamente maravilhada.

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O Castelo de Oiã que oferece o mais belo por do sol do mundo
- Caminhar ao longo das muralhas de Dubrovnik, que protegeram a cidade croata a partir do séc. XIII. A "pérola do Adriático", como é conhecida, é a cidade mais famosa da Croácia, sendo uma das mais bem conservadas cidades medievais da Europa. Estas muralhas são compostas por várias zonas distintas, nomeadamente a Porta pile, a Porta Ploce, o Forte Minceta, o Forte Revelin, o Forte Bokar e o Forte de São João.

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Vários pormenores das muralhas de Dubrovnik

- Passear pelas margens do Rio Sena, em Paris e deliciarmo-nos com as pontes e monumentos parisienses, tendo uma outra perspectiva.

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Vários pormenores do Rio Sena

- Fazer um piquenique no estranho mas bonito Parc Guell de Antoni Gaudí, em Barcelona. Este belo e deslumbrante parque, declarado Património Mundial da Humanidade, pela UNESCO, resulta de um enorme fracasso urbanístico, mas a verdade é um local magnífico e de onde se pode obter uma vista sobre toda a cidade.

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Parc Guell

- Perder-se no labirinto dos jardins do Palácio de Versalhes, perto de Paris. Mandado construir por Luís XIV, estes belos jardins tinham como objectivo impressionar quem os visitasse e transmitir através das suas fontes e caminhos a grandiosidade de Fraça e do seu rei.

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Jardins do Palácio de Versalhes

- Usar uma máscara no Carnaval em Veneza. O uso destas elaboradas máscaras venezianas remontam ao inicio do séc. XIII e tradicionalmente, o uso das mesmas era permitido entre o 5 de Outubro e o 26 de Dezembro, na Terça-Feira Gorda e na Festa da Ascensão, ou seja, grande parte do ano era permitido ao venezianos andarem com a sua cara escondida nestas belíssimas máscaras.

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As máscaras de Veneza

- Beber o chá das cinco numa luxuosa sala de chá de Londres. Este é um dos símbolos da aristocracia inglesa, sendo uma tradição introduzida na corte inglesa pela princesa portuguesa, Catarina de Bragança, quando casou com Carlos II de Inglaterra. Este chá é sempre acompanhado de um mini buffet.

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- Descansar nas bonitas praias de Lagos. A zona de Lagos é uma das zonas mais diversificadas do Algarve, onde nos é possível encontrar praias de características rochosas, assim como praias com longos areais.

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Praias do zona de Lagos

- Descer de skis os Alpes suíços. Esta é uma experiência única, que nos impressiona quer pela beleza incrível deste símbolo do país, quer pela grandiosidade.

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Paisagens do Alpes suiços

As que sonho fazer:
- Andar de trenó guiado por cães nas terras gélidas da Suécia. Geralmente são utilizados os huskies e os passeios são absolutamente inesquecíveis.

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- Ficar admirado com a Aurora Boreal da Lapónia, no norte da Finlândia. É um verdadeiro espectáculo de luzes coloridas e brilhantes, que surgem do contacto dos ventos solares com o campo magnético do Planeta Terra. É possível assistir a este fantástico fenómeno nas épocas de Setembro a Outubro e de Março a Abril, geralmente no período da noite ou final de tarde e a olho nu.

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Fonte: www.kakslauttanen.fi

- Conduzir um carro clássico nas estradas de Havana

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- Navegar pelas águas tranquilizantes de Kerala, na Índia, a bordo de uma casa flutuante. As Backwaters, conjunto de mais de 1500 km de canais, 38 rios e cinco lagos navegáveis, são o ex-libris de Kerala, como tal, não pode perder uma viagem nas casas-barco ou nos pequenos barcos de junco, que por ali navegam.

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Fonte: www.holidayknock.com

- Experimentar alguns tipos de comida (satay, laksa, char kueh teow) numa banca de street food no centro de Penang, na Malásia. Para além se super barato a comida é extremamente deliciosa.

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Fonte: www.thecoverage.my

- Caminhar num campo de flores de cerejeira, em Quioto, que foi eleita a melhor cidade do mundo pela "Travel + Leisure", pelo segundo ano consecutivo. As ruas ficam todas cor-de-rosa, durante cerca de duas semanas, entre Março e Abril, sendo este um maravilhoso fenómeno natural que atrai inúmeros turistas.

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Fonte: www.nit.com

- Ficar molhado nas Cataratas do Iguaçu, uma das maiores cascatas do mundo, que faz fronteira com o Brasil e a Argentina. Este conjunto de cerca de 275 quedas de água no rio Iguaçu, oferece-nos uma experiência única de imersão na natureza e que por várias vezes tem servido de cenário a diversos filmes.

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Fonte: wikipedia.pt

- Pernoitar numa cabana de luxo com vista para as águas claras nas Maldivas. As Water Villa, bungalow sobre a água, são umas das melhores atracções das Maldivas, proporcionando umas férias maravilhosas e onde podem ocorrer encontros de terceiro grau com raias e tubarões.

Fonte: www.travelcentermaldives.com

- Conviver e dançar com os foliões no Carnaval em Salvador. Tratada por Capital da Alegria, esta bonita cidade conhecida mundialmente pela sua gastronomia, música e arquitectura, cresceu sob a influência dos portugueses, africanos e indígenas, o que resultou na diversidade cultural patente nesta região. O Carnaval de Salvador é uma celebração de igualdade onde a divisão social é praticamente esquecida.

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- Tirar uma foto artística no ponto mais alto do Grand Canyon, no Arizona. Património Mundial da Humanidade, este enorme desfiladeiro, foi esculpido ao longo de vários milhões de anos pelo Rio Colorado, possuindo uma diferença de altitude de quase 2200 metros. É constituído por várias áreas diferentes, sendo que a mais famosa é o Parque Nacional do Grand Canyon, mas podemos observar também duas reservas indígenas, a Reserva Indígena de Havasupai e a Reserva Indígena de Hualapai.

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Fonte: www.livenet.ch

- Visitar Angkor Wat, em Siem Reap, no Camboja, eleita a melhor atracção turística do mundo pela 2Lovely Planet" no ano passado. Angkor Wat é o maior templo religioso do mundo, dedicado ao Deus Hindu Vishnu. Construído no séc. XII, o templo tem um formato de mandala e é todo talhado em pedra, possuindo 5 torres.

Fonte: wikipedia.pt

- Explorar numa viagem de balão de ar quente, a geografia surreal da Cappadocia, na Turquia. Todos os dias centenas de balões são largados no céu, permitindo a quem lá vai ver a Capadócia a partir de cima, com as suas aldeias de rochas, os seus vales vulcânicos, entre outros.

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Fonte: www.nstravel.ro

- Ver as casas coloridas em ruínas, construídas na falésia de Valparaíso, no Chile. Construídas na sua maior parte no Cerro Concepción, estas possuem aquele aspecto peculiar pois os seus moradores compravam as tintas que sobravam dos navios, bem como as placas de zinco dos contêineres, para as paredes das fachadas.

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Fonte: www.dicaschile.com

- Mergulhar na maior barreira de corais australianos, declarada como património mundial da UNESCO. A Grande Barreira de Coral, situa-se ao longo da costa oriental da Austrália e é o maior recife de coral do mundo inteiro, possuindo mais de 2000 Km de extensão. Esta estrutura encontra-se em constante crescimento e serve de abrigo a um enorme leque de animais e vegetação subaquática, o que proporciona manutenção de uma verdadeira floresta submarina. Em 1981 foi eleita como Património Mundial da Humanidade.

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Fonte: www.travel.com.br

- Fazer uma caminhada no surreal Coyote Buttes, no Arizona. No Coyote Buttes encontrará o famoso The Wave, uma formação rochosa de arenito, bem popular pelas suas formas coloridas e ondulantes.

Fonte: www.utah.com

- Explorar as ruas de Petra, uma antiga cidade construída em montanhas rochosas, na Jordânia. Petra é um importante tesouro da Jordânia e a maior atracção turística deste país. É uma cidade única, esculpida na própria face rochosa pelos Nabateus (povo árabe que se fixou neste local). A entrada para a cidade é feita pelo "Siq", estreito com cerca de 1 Km de cumprimento, ladeada por imponentes penedos.

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Fonte: www.passenger6a.pt

- Apanhar os primeiros raios de luz no Bryce Canyon, no sudoeste do Utah. Este magnífico anfiteatro natural, formado pela erosão, é conhecido pelas suas chaminés de fada, grandes colunas naturais que no topo possuem um bloco de rocha maior.

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Fonte: www.utah.com

- Subir ao topo do Huayna Picchu para uma visão panorâmica de Machu Picchu. Contudo, a subida a Huayna Picchu é bastante desafiante, em parte devido aos caminhos bastantes íngremes e estreitos.

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Fonte: wikipedia.pt

- Ser aventureiro e caminhar ao longo do troço não restaurado da Grande Muralha da China. Esta é uma impressionante estrutura militar construída na China Imperial, sendo também conhecida apenas como a "Grande Muralha". É constituída por várias muralhas, cuja construção durou várias dinastias (cerca de dois milénios). Inicialmente, a sua função era a de proteger e defender. Actualmente, funciona como ponto turístico, sendo um dos símbolos mais importantes da China.

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Fonte: www.tgkturismo.com

- Visitar cada uma das cinco aldeias em Cinque Terre, em Itália. A costa italiana da Ligúria possuí uma paisagem natural única distribuída pelas Cinque Terre (Riomaggiore, Manarola, Corniglia, Vernazza e Monterosso) que tornam esta viagem num momento único rodeados pelo bonito mar azul e pelas bonitas casas coloridas espalhadas pelas colinas.

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Fonte: www.dreamstime.com

- Experimentar a hospitalidade marroquina num riad, em Maraquexe. Ficar alojado num riad ( casarão histórico de tijolos, com pátio interior) torna a experiência bem mais autêntica e especial.

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Fonte: www.riads.co.uk

- Tirar um fotografia em frente do Taj Mahal, na Índia. Este magnífico mausoléu, construído há cerca de 400 anos atrás, é um dos monumentos mais importantes do país. Construído a mando do imperador Shah Jajanem em memória da sua esposa Mumtaz Mahal, é conhecido como a maior prova de amor do mundo, contendo inscrições retiradas do Corão. Todo ele está incrustado de pedras semi-preciosas e a sua cúpula é costurada com fios de ouro.

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Fonte: wikipedia.pt

- Navegar entre icebergues num cruzeiro à Antárctida. Por muitos considerada como o paraíso ecológico da terra, a Antárctida proporciona a quem a visita uma experiência incomparável, sendo possível observar baleias, ver focas a descansar sobre o gelo, conhecer colónias de pinguins ou ainda deliciar-se com as mais variadas formas, tamanhos e cores dos muitos icebergs que por ali se encontram.

- Fazer um safari no Botswana, para ver vários tipos de animais selvagens. Este é um dos melhores e mais reservados destinos para fazer um safari. Com o combate exaustivo à caça furtiva, o Bostwana é considerado um verdadeiro refúgio da vida selvagem.

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Fonte: www.mopanesafari.com

- Sentir como se estivesse na Europa, mesmo que esteja no Quebec, Canadá, a única cidade que tem ruas parecidas às várias cidades europeias.

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Fonte: news.lift.co

- Maravilhar-se com a arquitectura incrivelmente elaborada de São Petersburgo, na Rússia, eleita melhor destino na Europa pelos "World Travel Awards" deste ano. Ao passear pelas ruas de São Petersburgo pode, com a mesma facilidade, encontrar um magnífico edifício barroco, como uma sumptuoso palácio ou ainda uma extravagante igreja.

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Fonte: vietblogaltravel.com

- Admirar os incríveis pagodes dourados de Bagan, Myanmar. Em tempos a antiga capital de vários reinos. A cidade localiza-se na zona árida do país. Calcula-se que no séc. XI, cerca de 13 mil templos, pagodes e estupas foram construídas na região, estes encontram-se espalhados numa área de 25 quilómetros quadrados.
Este é um maravilhoso tesouro que tem sobrevivido às catástrofes naturais e aos saques de tesouros e riquezas, durante séculos.

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Fonte: tripadvisor.com


- Visitar o Templo de Buda Reclinado em Bangkok, na Tailândia. Um dos templos mais importantes e mais antigos de Bangkok, este Buda em posição deitada, com cerca de 43 metros é um dos pontos turísticos mais famosos da capital da Tailândia.

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Fonte: wikipedia.pt

- Visitar as montanhas, neves e lagos azuis da Patagónia. Só aqui, num dos lugares mais remotos do planeta, encontrará esta mescla de paisagens, com lagos azuis a desaguar em cascatas a fumegar ou montanhas adornadas por neve e rocha.

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Fonte: www.101lugaresincreibles.com
Espero um dia conseguir fazer cada uma destas viagens e puder então deixar as minhas próprias fotos destes maravilhosos locais.
E vocês quais as viagens que anseiam fazer? E quais já fizeram?

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