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segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Descobrir a Catedral de São Nicolau

Descobrir a Catedral de São Nicolau

O artigo de hoje é dedicado à Catedral de São Nicolau, em Friburgo, na Suíça.
A primeira igreja dedicada a São Nicolau está intimamente ligada à fundação da cidade, que terá sido consagrada em 1182 pelo bispo de Lausanne, Roger Vicopisano. Mas a verdade é que pouco se sabe sobre o edifício original.
A actual Catedral de São Nicolau, de estilo gótico, localizada bem no centro da cidade medieval de Friburgo, terá sido iniciada em 1283 e terminada apenas em 1430. É composto por três naves, sem transepto, possuindo dimensões impressionantes, com uma elevação de três andares do coro e da nave. A sua bela torre possui cerca de 74 metros, mas segundo se consta a mesma continua inacabada por falta de verbas.

Vista geral da Catedral

Ao percorrer este belo templo deparamo-nos com vários pontos que saltam à vista e que merecem ser destacados.

Assim que chegamos à Catedral somos atraídos pela beleza do Portão principal, composto por um baixo relevo que representa o juízo final. Na parte superior, é possível ver Cristo mostrando as suas feridas, encimado por um dossel e rodeado, do lado direito, por São João Batista, e vários anjos e do lado esquerdo, pela Virgem Maria e também vários anjos. Na parte inferior encontra-se representada a cena do julgamento, propriamente dita, com várias esculturas.
No séc. XVII foi adicionado um friso, com um texto, a separar a parte superior da inferior.

Pormenor do Portão Principal

O Portão é composto ainda por três arcos adornados com inúmeras estatuetas. O primeiro arco é constituído por 10 anjos, o segundo pelos 12 profetas e patriarcas e o terceiro por 14 figuras femininas.

Portão Principal

Outro elemento de destaque deste belo templo gótico é a Torre. A sua construção começou por volta de 1370 e as duas primeiras etapas ficaram concluídas por volta de 1430, permitindo a elevação dos arcos da nave. Mais tarde, por volta de 1470 os trabalhos foram retomados, ficando a cargo do arquitecto Georges du Gerdil, tendo os mesmos cessado em 1490, segundo se consta, por falta de verba.
Com cerca de 76 metros de altura é possível subir ao topo da torre, através dos seus 368 degraus e obter uma vista de toda a cidade. Uma particularidade deste belo exemplar é o facto de a mesma passar de um plano quadrado, no primeiro e segundo piso, para um plano octogonal, no terceiro e quarto.

Torre da Catedral
Um dos principais destaques no interior da Catedral é a Capela do Santo Sepulcro, também conhecida como Capela de Mossu. Construída entre 1430 e 1457, a mando de Jean Mossu, esta é iluminada por duas janelas com bonitos vitrais, de Alfred Manessier. No altar é possível ver uma estátua de São Lourenço, e desde os meados do séc. XV, a capela abriga também um grupo de estátuas policromáticas, que representam o Enterro de Cristo.
No arco da entrada é possível ver Quatro anjos com instrumentos da Paixão e o segundo arco possui uma pintura que representa Oito anjos com instrumentos musicais.As pinturas da abóbada e dos pilares são posteriores a 1450.

Túmulo da Capela do Santo Sepulcro

A Catedral de São Nicolau possui oito capelas laterais, que terão sido erigidas entre 1515 e 1759. Ao serem construídas foi-se tendo o cuidado de manter as características da arquitectura gótica patente no restante edifício. A primeira capela a ser construída, foi onde actualmente se encontra o altar do Sagrado Coração, em 1515, sob a alçada de Peter Falk, a segunda terá sido por volta de 1663 e é dedicada à Virgem Maria. Enquanto que as restantes apenas terão sido construídas em meados do séc. XVIII.

Nave lateral esquerda

Os altares laterais foram colocados nas capelas laterais:
 - Altar da Virgem e da Natividade (topo do corredor do lado esquerdo) - da autoria de Johann-Jakob e Franz Joseph Moosbrugger, onde é possível ver uma pintura retratando a Adoração dos Pastores e a Aparição da Trindade a São Francisco de Paulo, obra de Joseph Sauter.
 - Altar de São João Evangelista e Santa Bárbara (primeira capela) - dos irmãos Moosbrugger, aqui é possível encontrar uma Mesa retratando o Santo na companhia do evangelista e ainda uma cartela de São Mateus retratando Santa Margarida de Antioquia, de Joseph Sauter.

Altar da Virgem depois da Natividade
com Altar de São João Evangelista e Santa Bárbara
em segundo plano

- Altar de Santo Estevão (segunda capela) - dos irmãos Moosbrugger onde encontramos na mesa um objecto representando o Santo e na parede uma pintura de São Jerónimo meditando.
- Altar dos Três Reis (terceira capela) - da autoria de Anton Pfister, onde está uma bonita pintura com a Adoração dos Reis Magos, de Paul Deschwanden e, no Ático, o Trigrama de Cristo. O túmulo da família de Diesbach está sob a capela.
- Altar dos Santos André e Cláudio, depois de São Sebastião (quarta capela) - também dos irmão Moosbrugger. É possível encontrar uma pintura retratando São Sebastião com os Santos António, o Eremita e André.
- Altar de São Tiago (no topo do corredor lateral à direita) - dos irmãos Moosbrugger, onde é possível ver duas bonitas pinturas, uma da Santa Ceia e outra do Apedrejamento do Santo Estevão, da autoria de José Sauteur.
- Altar da Agonia de Jesus no Monte das Oliveiras e no Sagrado Coração (primeira capela) - onde se vê uma simples mas bonita pintura do Sagrado Coração de Jesus, de Paul Deschwanden.
- Altar do Santo Sepulcro, em seguida, Nossa Senhora das Victórias ou Nossa Senhora da Divina Proteção (segunda capela) - de Jean-François Doret, sob o patrocínio do Estado. Possui uma bonita tela retratando a Acção de Graças dos Magistrados de Friburgo após a primeira batalha de Villmergen, em 1656, um trabalho de Simon Goser.
Altar Lateral do Santo Sacramento
com Altar do Sagrado Coração em segundo plano

- Altar de São Miguel, em seguida de Santa Ana (terceira capela) - da autoria de Anton Pfister, nele é possível ver duas belas pinturas, uma representando Santa Ana com a Virgem Maria, de Paul Deschwanden e outra de São Jorge matando o Dragão, de Melchior Eggmann.
- Altar de Santo António ou de São Silvestre (quarta capela) - dos irmãos Moosbrugger. Possui também duas telas, uma representando o Batismo de Constantino pelo Papa Sylvester, e outra de São José e o Filho, ambas de Joseph Sauteur.

Pormenor do Tecto

O actual Altar Mor, colocado na Catedral em 1876, de estilo neo-gótico é da Casa Muller Wil e possui, na parte vertical a imagem de Cristo, o tabernáculo e um nicho, abrigando o Santíssimo Sacramento. No eixo horizontal é possível ver a Anunciação e o Casamento da Virgem Maria.

O Altar Principal, em frente aos portões do coro é uma obra de Georges Schneider feita em bronze e cobre. Nas laterais é possível ver representadas cenas relacionadas com o Êxodo: O Povo de Deus andando no deserto, Moisés fazendo a água fluir da rocha, A Montanha do Sinai, A junção do céu e da terra e ainda a cidade de Friburgo, onde originalmente era representada Jerusalém celestial.

Altar Principal

Outro dos destaques da Catedral são os seus vitrais. Terá sido durante o séc. XV, que foram colocados os primeiros, durante a fase final da construção da Catedral. Contudo, ao longo dos séculos os mesmo foram sendo substituídos por outros e os vitrais que pudemos ver actualmente serão já do séc. XIX.
Na década de 1890 foi lançado um concurso para a produção de vitrais originais, que embelezassem a Catedral. De entre 26 projectos a concurso, o mesmo foi vencido por um jovem artista bem talentoso, Josef Mehoffer. Este apresentou um projecto para oito janelas da nave e cinco do coro, cuja realização durou cerca de 41 anos. Na segunda metade do séc. XX,  Alfred Manessier ficou encarregue de produzir os vitrais para a Capela do Santo Sepulcro, as janelas altas da nave e ainda a roseta da torre.

Vitrais de Mehoffer
Quando foi lançado o concurso para a execução dos vitrais, foi tido em atenção as especificidades da arquitectura gótica, que se caracteriza por janelas altas e estreitas. Como tal, decidiu-se que os vitrais dessas janelas iriam representar os patronos dos altares laterais, assim como, algumas cenas conhecidas da vida cristã, como a Adoração aos Reis Magos, o Santíssimo Sacramento, entre outras. Jósef Mehoffer trabalhou ao longo de 40 anos para finalizar o seu magnífico trabalho:
   - Janelas dos Apóstolos (na primeira capela à esquerda) - neste vitral os anjos estão representados em movimento, sob os dosseis góticos: o galo da negação de Pedro e a imagem da Igreja como um barco, a águia de João Evangelista e a visão do Apocalipse, Tiago, o maior e Hermógenes, o mago, com uma representação da cidade de Cracóvia e ainda André e a visão da cruz do seu martírio. Este vitral de Art Nouveau possui vários motivos vegetais e o uso da técnica do cloisonnisme (estilo de pintura pós-impressionista).

    - Janela de Nossa Senhora da Victória (na segunda capela à direita) - este belo vitral representa a vitória na Batalha de Morat, em 1476. Possui uma cena única, que cobre toda a janela, e representa o regresso após a vitória, protegida por São Miguel, onde os confederados seguram em suas mãos as bandeiras dos cantões, que depositam diante da Rainha do Céu, cercada de anjos, numa clara alegoria da pátria. No friso superior estão representadas as três virtudes teológicas da fé, esperança e caridade, bem como a virtude da força.

    - Janela dos Mártires (na segunda capela à esquerda) - vitral representando quatro mártires, durante o seu martírio: São Maurício e a espada, São Sebastião e as flechas, Santa Catarina de Alexandria e a roda e Santa Bárbara e a torre. Na parte inferior do vitral os quatro mártires encontram-se entrelaçados com personagens femininas e na parte superior encontram-se representadas figuras angelicais e corvos, encimados por motivos florais e quatro pares de jovens, que representam a inocência dos mártires.

Vitral dos Mártires

     - Janela da Eucaristia (na primeira capela à direita) - à direita está representado o sacrifício na cruz, de Cristo, levado por dois anjos. À esquerda a adoração da Eucaristia no sacrifício eucarístico, diante de uma jovem que retrata a virtude teológica da fé, e uma procissão de anjos espíritos .Na parte inferior é possível ver um bode preso a um arbusto de espinhos, numa clara alusão ao sacrifício de Isaac.

     - Janela dos Três Reis (na terceira capela à esquerda) - representação da adoração dos Reis Magos, com os Reis, acompanhados por um anjo, a colocarem os seus presentes aos pés de Cristo, junto à Virgem Maria, enquanto José, o burro e o boi se afastam. A estrela de Belém ilumina toda a cena. Na parte inferior está representado o Rei Herodes, acompanhado da Morte, através dos corpos dos Santos Inocentes, senta-se com Santanás e a Serpente.

Vitral dos três Reis

    - Janela de São Jorge, São Miguel, Santa Ana e Santa Maria Madalena (na segunda capela à direita) - aqui está representado São Jorge, como cavaleiro, a matar um dragão; o Arcanjo São Miguel, triunfante, aparece a lutar com Santanás; Ana é encimada pela sua filha, a Virgem Maria, enquanto uma fonte com símbolos cristãos flui a seus pés; Maria Madalena, enlutada, carrega o frasco de perfume, simbolizando o ardor da sua caridade.

    - Janela dos Santos, Bispos e Diáconos (na primeira capela à esquerda) - cada santo segura uma lanceta, enquadrada pelas virtudes teológicas e cardeais, bem como pela ciência. Este é um vitral com influência de Art Noveau como fundo, mas com características realistas, menos estilizadas do que outros vitrais do mesmo autor.

      - Janela de São Nicolau de Flue (na primeira capela à direita) - mistura de Art Nouveau, arte popular e monumental e realismo.

A criação das novas janelas do coro só começou após a conclusão das janelas da nave, ou seja, após a Primeira Guerra Mundial e aqui é possível ver três janelas centrais dedicadas à Santíssima Trindade e ainda umas janelas que representam a história da Igreja e do Estado de Friburgo.

Nave Central

Vitrais de Manessier
Após os vitrais de Mehoffer serem colocados nos respectivos locais, ainda havia três sítios sem vitrais: a Capela do Santo Sepulcro, as janelas superiores da nave e a Rosácea. E foi a Manessier que foi dada a obra, já na segunda metade do séc. XX.
Para o vitral da Capela, Manessier inspira-se no túmulo do final da Idade Média, de maneira a manter a temática da capela, aqui é possível ver a representação de Sexta-feira Santa à noite e  a Manhã de Páscoa. Para as janelas superiores, o artista, escolheu o tema de Pentecostes, já para a Rosácea, escolheu o tema do Magnificat, sendo visível da Capela de São Miguel mas não da nave.

A Catedral abriga também dois órgãos, estando um deles bem em frente à Capela de São Miguel, no primeiro andar da torre. Este terá sido instalado entre 1426 e 1428, sendo substituído em 1636, por um órgão maior e mais tarde, entre 1824 e 1834 foi colocado o órgão que se mantém até aos dias de hoje, de Aloys Mooser. No coro, na parede sul encontra-se um órgão de Sebald Manderscheidt.

Órgão de Aloys Nooser

A Catedral encontra-se ainda adornada por várias pinturas, mais precisamente na nave e no coro. Na nave, junto às janelas altas, é possível ver dezoito retratos dos profetas, enquanto que no tímpano dos arcos temos os retratos dos doze apóstolos e dos quatro Doutores da Igreja Latina.

Existem também duas grandes pinturas, do séc. XVI, que adornam a parede norte do coro e que representam Cristo Ressuscitado, aparecendo a São Pedro e outro mostrando Cristo a vencer a morte, ambos do francês Nicolas Hoey.

Pinturas da nave

Coro foi construído entre os séculos XIII e XIV, tendo sofrido algumas alterações ao longo dos séculos. Entre 1627 e 1630 este sofre uma reconstrução, que esteve a cargo do engenheiro Jean Cotonnet, a mando do Bispo Jean de Watteville. O novo coro apresenta o interior um tanto sombrio e simples, destacando-se a sua abobada reticulada, obra do mestre Peter Winter, nela é possível ver o brasão do Estado de Friburgo, a Virgem Maria, São Nicolau de Myre, Santa Catarina de Alexandria, Santa Bárbara e São Carlos.
Bem por cima do coro é possível ver um Calvário a decorar o arco triunfal, com Cristo na Cruz, a Virgem Maria e São João, existindo por baixo uma viga de carvalho pintada de azul e adornada com a inscrição biblíca Empti estis pretio magno, glorifique e portate Deum in corpore vesto.


Vitrais e Calvário do coro

Uma das mais bonitas peças desta Catedral é a sua Fonte Baptismal, uma obra-prima da escultura gótica de Hermann e Gylian Aetterli, feita entre 1498 e 1499, está localizada junto à capela de Nossa Senhora da Vitória. Nela é possível ver Cristo, um anjo usando uma túnica, São João Baptista, os quatro evangelistas e ainda São Nicolau de Myre.

Pia Baptismal

Existem muitos outros pormenores a descobrir na Catedral de São Nicolau, contudo estes são aqueles que mais se destacam, no meu ponto de vista.
E assim descobrimos mais uma Catedral europeia. Descobrir Catedrais à volta da Europa tem sido um desafio e tanto e é fantástico ver como a arte sacra pode ser tão maravilhosa e tão diferente de cidade para cidade.


Leia os artigos de outras Catedrais por nós visitadas
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Descobrir a Catedral de Southwark
Descobrir a Catedral de Westminster
Descobrir a Catedral de Barcelona
Descobrir a Sagrada Família

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quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Descobrir a Catedral de São Paulo

Descobrir a Catedral de São Paulo

A Catedral de São Paulo é uma catedral anglicana, sede do Bispo de Londres e um dos cartões postais da cidade, que foi erguida em honra do Apóstolo Paulo.
Localizada no ponto mais alto da Cidade de Londres, esta bonita catedral protestante ficou concluída em 1711, depois de séculos de construções e reconstruções. Em 1670, após o Grande Incêndio de 1666, o famoso arquitecto Sir Christopher Wren e a sua equipa, decidiram começar a obra do zero, construindo o bonito edifício que é possível ver hoje.

Fachada da Catedral

Ao longo dos séculos foi palco de alguns dos mais importantes eventos da capital britânica, nomeadamente o funeral do Lorde Nelson, do Duque de Wellington, de Sir Winston Churchill e de Margaret Thatcher, a celebração do Jubileu da Rainha Vitória e da Rainha Elisabete II e ainda o casamento de Charles e Diana.

Topo da fachada da Catedral

O seu exterior é de uma beleza incrível, sendo a sua fachada dominada por duas enormes torres, com os seus coruchéus a representarem a paz e a prosperidade, muito semelhante à Igreja romana de Santa Agnese. Mas a sua característica mais notável é a magnífica cúpula, com cerca de 111 metros e que pode ser vista da maior parte da cidade. Wren inspirou-se na majestosa cúpula da Basílica de São Pedro, em Roma.

Cúpula da Catedr

Já o seu interior partilha a beleza do seu exterior, sendo absolutamente deslumbrante. Aqui é possível ver um trabalho magnífico de Wren, que utilizou influências francesas e italianas e criou um local único e com uma simplicidade clássica, digna de ser visitada.

Visão criada por Wren que dá a ideia de oito arcos iguais no corredor

Um dos elementos que mais chama a atenção é o seu magnífico Altar-Mor, de mármore italiano, e o dossel, feito tendo como base vários esboços de Wren.

Coro com Altar Mor ao fundo

Vários são os pontos que merecem ser visitados, mas o principal é sem dúvida a cúpula, uma das maiores do mundo. Ao subir à cúpula não se pode deixar de experimentar a acústica da Galeria dos Sussuros, onde mesmo utilizando uma voz bem baixa, esta poderá ser ouvida do outro lado da galeria. Já bem no topo da cúpula, na Galeria de Ouro, é possível ter uma vista panorâmica da cidade de Londres.

Interior da cúpula com uma magnífica pintura de Thornhill's

Antes de sair da Catedral tem que se descer ao piso subterrâneo, onde se pode visitar a bonita e simples cripta, local onde repousam várias personalidades, nomeadamente o Lorde Nelson, o Duque de Wellington e Sir Christopher Wren.

Retábulo A Luz do Mundo

É uma sorte podermos apreciar a beleza intacta deste belo monumento, uma vez que a mesma já passou por dois incidentes, que poderiam ter consequências bem graves. O primeiro ocorreu em Setembro de 1940, quando uma bomba relógio foi descoberta e removida da catedral. Esta tinha poder suficiente para destruir em completo a Catedral. O segundo ocorreu três meses mais tarde, quando foi encontrada mais uma bomba, desta vez alojada na concha de chumbo do domo.

Não deixe de visitar esta bonita Catedral, que abriga cerca de 200 memoriais, o que a torna um local importante na história de Londres e das pessoas da cidade.

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terça-feira, 2 de maio de 2017

Descobrir a Catedral de Southwark

Descobrir a Catedral de Southwark

A Catedral e Igreja Colegial de São Salvador e Santa Maria Overie é um bonito templo localizado na margem sul do rio Tamisa, bem perto da London Bridge. A primeira referência escrita à igreja surge em 1086, mas acredita-se que a mesma possa ter surgido séculos antes.

Catedral de Southwark

Em 1106 a igreja foi "refundada" por dois cavaleiros normandos e o Bispo de Winchester como um convento, cujos membros viviam pela regra de Santo Agostinho de Hippo. A igreja foi dedicada a Santa Maria e tornou-se mais tarde conhecida como Santa Maria Overie, "sobre o rio". Os Cânones Agostinianos criaram um hospital ao lado da igreja, que foi o antecessor directo do actual Hospital St Thomas's em frente às Casas do Parlamento.

Torre da Catedral
Na dissolução dos mosteiros em 1539, os últimos seis cânones reformaram-se, mas continuaram a viver em edifícios a norte da igreja. A própria igreja foi alugada à congregação por Henrique VIII. 
Em 1611, cansados de alugar a sua igreja para o culto, um grupo de mercadores da congregação, conhecidos como os "Negociadores", compraram a igreja ao Rei James I. Mas só em 1905, com a criação da diocese de Southwark, esta se tornou na Catedral de Southwark, igreja matriz da Diocese Anglicana de Southwark.

Porta da Entrada Sul da Catedral

O interior da Catedral de Southwark é bastante bonito e adornado com imensos memoriais, esculturas e vitrais de uma beleza ímpar. Um dos espaços mais conhecidos é a Capela de Harvard e o tabernáculo de Pugin. A capela comemora o principal benfeitor da Universidade de Harvard, que foi batizado em São. Salvador, em 1607. O vitral foi dado pelo embaixador dos EUA Joseph Choate, em 1905. Descrevendo o batismo de Cristo, foi projetado pelo artista americano John La Farge, um colega de Louis Tiffany. A capela também abriga um tabernáculo projetado por Augustus Pugin em 1851.
A Nave foi re-construída em 1895, num projecto de Sir Arthur Blomfield. Um desses belos vitrais é a janela projectada por Henry Holiday, a West End, onde estão representadas as cenas da Criação.

A bela West End

A Nave

Uma das mais belas peças desta Catedral é a sua fonte. A vida cristã começa com o batismo e como tal, em qualquer templo cristão existe uma pia batismal, onde ocorrem os batismos. Este belo exemplar encontra-se entre as entradas norte e sul da Catedral.

A Fonte da Catedral
Iniciando a visita pelo corredor norte a primeira grande atracção que encontramos é o Mapa de Oração do Zimbábue. Existem cinco dioceses anglicanas mo Zimbábue e cada uma das três áreas episcopais da diocese de Southwark estão ligadas a três dessas dioceses anglicanas no Zimbábue. 

Mapa de Oração de Zimbábue
Segue-se o Túmulo de John Gower, um conhecido poeta, amigo intimo de Geoffrey Chaucer (pai da literatura inglesa) e poeta da corte de Richard II e Henry IV.
Este é um túmulo medieval, onde é possível ver uma efígie reclinada de Gower, com a cabeça apoiada na cópia de 3 das suas maiores obras, que são unidas por temas morais e políticos. A mais conhecida terá sido o Confessio Amantis, uma coleção de histórias de amor, incluindo uma sobre Péricles de Tiro, mas Speculum Meditantis, um tratado filosófico e Vox Clamantis, uma sátira política, não lhe terão ficado atrás.

Túmulo de John Groer

Seguindo a visita à Catedral chegamos ao Altar e bem por cima deste encontra-se uma tela magnífica, erguida pelo bispo Fox de Winchester, em 1520. A sua aparência actual, apresenta várias esculturas, sendo semelhante ao objecto inicial, mas a maioria do detalhe é de períodos posteriores. As figuras representam santos e pessoas ligadas à história da Catedral de Southwark. Em 1930 foi acrescentado um novo painel dourado, mostrando os padres gregos e latinos da Igreja, inspirado num painel da Basílica de São Marcos, em Veneza.

Tela por cima do Altar

Uma das peças com maior significado da Catedral é o Nonsuch Chest, uma bela caixa embutida, feita por imigrantes alemães em Southwark. Esta foi dada à igreja em 1588 por Aldreman Hugh Offley. Anteriormente, este belo baú serviu para armazenar os registos paroquiais.

Continuando a visita é possível encontrar a Efígie de madeira de um cavaleiro, uma das únicas 94 efígies de madeira semelhantes em toda a Grã-Bretanha, tendo sido datada de 1280.
A sua identidade é desconhecida, mas acredita-se que seja um membro da família de Warenne, que tinha fortes ligações com a igreja neste momento.

A Efígie de Madeira do Cavaleiro

Bem próximo deste local é possível ver o Monumento a Humble, onde está retratado Alderman Richard Humble e as suas duas esposas, Elizabeth e Isabel. As efígies dos seus filhos estão retratados nos lados. Humble era um vereador da cidade e membro da Igreja.
Este é um belo exemplar do trabalho da "escola de Southwark", um grupo de escultores flamengos refugiados, que viveram e trabalharam na área.


Monumento a Humble

Nesta zona está também um monumento de estilo flamengo, onde está representado um ex-morador local, John Trehearne e a sua esposa. Ele foi um dos "Negociadores" que ajudou a comprar a igreja ao Rei James I.

Monumento a John Trehearne
Chega-se depois à zona do Retro-Coro, a parte mais antiga da Catedral que data do século XIII. Esta área foi utilizada como a zona privada do Bispo, não sendo parte integrante da igreja. Só mais tarde, em 1623 passou a fazer parte do templo. Actualmente, é composta por quatro capelas dedicadas a Santo André, São Cristóvão, a Virgem Maria e São Francisco e Isabel da Hungria.

Retro-Coro com a Capela da Virgem Maria ao fundo

Na Capela de Santo André são comemorados aqueles que vivem e morrem sob a sombra do HIV. Esta é uma preocupação muito contemporânea para uma doença que afeta grandes grupos de homens, mulheres e crianças em todo o mundo, particularmente na África. Uma pequena cerimónia é realizada para eles todos os sábados às 9h15.

Capela de Santo André
A Capela de São Cristovão foi concebida como uma capela para crianças. O painel pintado atrás do altar inclui borboletas, símbolos da ressurreição e almas humanas.

Capela de São Cristovão

A Capela da Virgem Maria é dedicada à mãe de Jesus. Já a Capela de São Francisco e Isabel de Hungria é dedicada a estes dois santos que eram conhecidos pela sua preocupação com os pobres, sendo um local onde os empregados da área social são comemorados.

Capela de São Francisco e Isabel da Hungria

Continuando a visita pelo corredor sul a partir do Retro-Coro encontramos o Túmulo do Bispo Lancelot Andrews, um grande pregador do século XVII. A parte original do túmulo, a efígie de Andrews e a crista no lado norte, é da autoria de um refugiado flamengo, Gerard Johnson. No túmulo Andrews aparece vestindo o manto da Ordem da Jarreteira e carregando um pequeno livro, que parece representar as suas Preces Privatae, uma colecção de orações que ele compôs e que ainda hoje são utilizadas.

Túmulo do Bispo Lancelot Andrews

Segue-se o órgão da catedral, construído por Lewis e Co., 1897. Thomas Christopher Lewis, fundador da companhia, era um nome reconhecido para a construção de instrumentos que tinham um tom brilhante e vibrante. Este permaneceu intocável até 1952, altura em que Henry Willis e Son, fizeram uma grande alteração, principalmente ao nível do som e transferiram-no de local.
Mas alguns anos após a reconstrução foi decidido que o órgão deveria voltar às especificações do conceito original, uma vez que as alterações de Willis tinham modificado significativamente o som do instrumento.

Órgão da Catedral

No transepto sul, construído no início do séc. XV, é possível ver vários monumentos de interesse e que captam a atenção de qualquer um. Um dos mais imponentes é o de Joyce, Lady Clerke, mandado erguer pelo seu marido, William, um conhecido advogado local e poeta. Este foi projectado por Nicholas Stone, um proeminente escultor do séc. XVII.
Outro dos monumentos deste local, comemora o médico Lionel Lockyer, famoso pelos seus comprimidos milagrosos.
O monumento Bliss é um monumento típico do séc. XVIII, que pretende comemorar Richard Bliss, um membro da Sacristia de São Salvador.

Parede do transepto sul com vários monumentos
comemorativos

O Memorial a Shakespeare, foi esculpido por Henry McCarthy, em 1912, e mostra uma figura de alabastro reclinada do actor e escritor. Há ainda uma bela janela, projectada por Christopher Webb, que mostra várias personagens das peças do escritor.
O irmão de William, Edmund está aqui enterrado embora não se saiba ao certo onde.

Memorial a Shakespeare

Continuando a visita somos levado a sair pela porta sul, que nos leva para as traseiras da Catedral e onde é possível ver o Memorial a Mahomet Weyonomon, inaugurado em 2006, pela Rainha e pelo Duque de Edimburgo. Este é um belo pedragulho de granito, esculpido por Peter Randall Page.
Mahomet Weyonomon era um chefe de Mohegan que veio a Inglaterra em 1735 para requisitar o rei George II para recuperar terras ancestrais tomadas pelos colonos em Connecticut. Weyonomon morreu de varíola antes que seu caso pudesse ser ouvido. Como era estrangeiro, não podia ser enterrado na cidade e assim foi enterrado em uma sepultura não localizada no quintal da Catedral.

Memorial a Mahomet Weyonomon
E termina assim a visita a uma bela Catedral, escondida do outro lado do Rio Tamisa e que por isso pode passar um pouco despercebida a quem visita Londres. Contudo, vale a pena o desvio da zona mais turística da cidade para ver este belo exemplar religioso.

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sábado, 25 de março de 2017

Descobrir a Catedral de Westminster

Descobrir a Catedral de Westminster


A Catedral de Westminster é a maior igreja católica de Inglaterra e sede do trono do arcebispo de Westminster, não devendo ser confundida com a Abadia de Westminster.
Foi construída muito depois da Abadia e as terras onde foi construída pertenciam aos monges da Abadia, que no séc. XVII venderam o terreno para a construção de uma prisão, mas em 1884 a Igreja Católica comprou o espaço e erigiu a Catedral, que dedicou ao Mais Precioso Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.
A construção da Catedral começou em 1895, sob o comando do Cardeal Vaughan, tendo John Francis Bentley como arquitecto. Este belo templo de estilo neo-bizantino, foi inaugurado em 1903 e a sua consagração aconteceu a 28 de Junho de 1910.

Catedral de Westminster

O seu magnífico interior, embora incompleto, possui vários exemplares de arte únicos, que a tornam muito especial, nomeadamente, um trabalho em mármore, composto por mais de 120 variedades de mármore, provenientes de 25 países diferentes, uns mosaicos esplendorosos, compostos por mais de 14 milhões de peças, desde mármores, pedra, terracota ou vidro e ainda várias esculturas de bronze, magníficas, que compõem a Via Crúcis, da autoria do jovem Eric Gill.

Trabalho de Mosaicos

A sua nave de 33 metros de comprimento, é constituída por cerca de 134 colunas de mármore, algumas das quais de cor vermelha, representando o Mais Precioso Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. 

Nave Central

Bem ao fundo da nave é possível ver a Cruz Grande, que possui 9 metros de altura e pesa 2 toneladas. Também ao fundo da nave é possível ver o belo altar-mor, sob um magnífico baldaquino.

Cruz Grande

Baldaquino

Continuando a visita é possível ver um bonito púlpito, que possui uma imagem de Nossa Senhora de Walsingham. E ainda o Santuário de Nossa Senhora de Westminster, onde é possível apreciar um bonito alabastro medieval inglês, do séc. XV.

Nave e Púlpito

Santuário Nossa Senhora de Westminster

No seu batistério é possível encontrar uma pia octogonal, da autoria de John Francis Bentley, de 1901 e ainda uma estátua de São João Baptista, feito de estanho da Cornualha.

Pia no Batistério

Ao longo desta belíssima Catedral é possível apreciar da 11 magníficas capelas, cada uma com a sua história e singularidade.
Ao entrar na Catedral e seguindo pelo lado direito, logo depois de passar o batistério, é possível encontrar a Capela de São Gregório e São Agostinho, dois dos santos que trouxeram o Evangelho para a Inglaterra. Ali estão enterrados o Bispo Richard Challoner e o Cardeal George Basil Hume.

Capela de São Gregório e São Agostinho

Segue-se a Capela de São Patrício e dos Santos da Irlanda, onde o verde é a cor predominante, com a maioria do mármore que a completa, a ser proveniente da Irlanda. Uma das particularidades desta capela é o facto, de nas suas paredes estarem os emblemas dos vários regimentos irlandeses e os que lutaram na I Guerra Mundial e ainda a presença de um caixão junto ao altar, onde estão inscritos os nomes dos soldados irlandeses que morreram na guerra.

Capela de São Patrício e dos Santos da Irlanda

Na Capela de Santo André e dos Santos da Escócia é possível ver dos lados do altar os relevos de quatro santos escoceses, enquanto que o nome dos restantes se encontram esculpidos nas paredes à volta da capela. Uma das coisas que mais chama a atenção neste local é o mosaico do tecto, onde estão representadas as 6 cidades a santo André e às suas relíquias e onde se consegue um padrão que faz lembrar as escamas dos peixes ou às nuvens.

Mosaico do tecto da Capela de Santo André e dos Santos da Escócia

Seguidamente surge a Capela de São Paulo onde pudemos ver no seu tecto representado uma tenda, uma vez que São Paulo era um fabricante de tendas. O mármore cinza das paredes é proveniente de Atenas, onde São Paulo pregou.

Capela de São Paulo
Tecto da Capela de São Paulo



A última capela do lado direito é a Capela da Bem-Aventurada Virgem Maria, que possui uma decoração absolutamente maravilhosa e foi aqui que se celebrou, em 1903, a primeira missa da Catedral.

Capela da Bem Aventurada Virgem Maria

Passando pelo altar-mor e seguindo para o lado esquerdo em direcção à saída encontramos a Capela do Santíssimo Sacramento, que já reservada para orações privadas. Os bonitos mosaicos que aqui encontramos, foram desenhados por Boris Anrep.

Capela do Santíssimo Sacramento


Segue-se a Capela do Santuário do Sagrado Coração e do São Miguel Arcanjo, uma pequena capela onde se pode ver uma grande estátua do Sagrado Coração de Jesus, doada pelas irmãs do Sagrado Coração, enquanto que os mármores do local foram doados por alunos das escolas conventuais do Sagrado Coração.

Capela do Santuário do Sagrado Coração e do São Miguel Arcanjo

Já a Capela de São Tomás de Canterbury, dedicada a São Tomás, está cercada de gradeamento de bronze dourado, sendo a Capela do Cardeal Vaughan, terceiro arcebispo de Westminster e fundador da Catedral. Por entre as grades é possível apreciar o monumento ao Cardeal.

Capela de São Tomás de Canterbury

Seguidamente, surge a Capela de São José, dedicada ao marido de Maria. Aqui é possível encontrar os restos mortais do quinto arcebispo de Westminster, o Cardeal Hinsley. No chão da capela é possível ver os quatro símbolos de Cristo: o pavão, o cordeiro, o peixe e o monograma de Jesus Cristo.

Capela de São José

Na Capela de São Jorge e dos Mártires Ingleses é possível ver painéis, debaixo das janelas, onde está a lista de militares que perderam a vida na guerra.

Capela de São Jorge e dos Mártires Ingleses 

Por fim é possível encontrar a Capela das Santas Almas, desenhada pelo próprio John Francis Bentley. Cada detalhe desta bela capela  foi pensado ao pormenor pelo arquitecto.

Capela das Santas Almas

Esta é uma belíssima Catedral que passa despercebida pela sua proximidade à Abadia de Westminster, contudo é um local bem diferente da Abadia e com uma beleza ímpar, que merece ser visitada.
Já visitaram a Catedral de Westminster? Qual a vossa opinião?

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